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Nova Zelândia vista do alto

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Cerca de 1 – 2 meses atrás, um dos canais de TV aberta daqui da Nova Zelândia exibiu ao longo de 5 semanas um documentário absolutamente fantástico produzido pela ZDF (Canal de TV alemão) com algumas das mais bonitas e curiosas paisagens da Nova Zelândia. Como infelizmente acabei perdendo os dois primeiros episódios, fazia um tempinho que tentava encontrá-los online para assisti-los. Essa semana finalmente encontrei a série toda :D.

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E apesar de estarem em inglês e serem relativamente longos, 5 episódios de aproximadamente 45 minutos cada,  garanto que ao terminar de assistir a série, você vai querer visitar a Nova Zelândia nas suas próximas férias. Com vocês, New Zealand from above:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=aIrI-PzlhwM]

Trailler do documentário

Nova Zelândia vista do alto (Episódio 1) – O Extremo Sul

No primeiro episódio o documentário explora o extremo sul da Nova Zelândia. Mais especificamente o Fiordland National Park, o maior parque nacional da Nova Zelândia. Fiordland está localizado na ponta sudoeste da Ilha Sul e tem como uma de suas principais atrações o Milford Sound e o Doubtful Sound. Sem dúvida uma das paisagens naturais mais incríveis que já visitamos na Nova Zelândia.

Nesta área, com exceção dos dois fiordes mencionados acima, a melhor (e na grande maioria das vezes única) forma de se locomover e explorar a região é de helicóptero. O Piloto Hannibal Hays, que aparece no documentário, atua na área há vários anos, e ao longo do filme relata algumas de suas experiências voando pelos 12.500 km2 do remoto e pouco povoado parque nacional de Fiordland.

Elevado a cetegoria de Parque Nacional em 1952, desde 1986 seus 15 fiordes e outros 2 parques vizinhos também fazem parte de um parque tombado como Patrimônio Natural Mundial da Humanidade pela UNESCO.

Devido ao relevo acidentado e condições atmosféricas imprevisíveis da região, a acessibilidade do local é restrita e bastante difícil. O que acaba encarecendo a visitação turística da paisagem, mas dá aos pilotos um outro papel muito importante. Eles, além de levar alguns turistas mais abonados, eles são responsáveis ​​pelo transporte de lagostas, resgate de emergência, e ainda ajudam na conservação do local dando suporte à caça aos cervos entre outras coisas.

No caso dos cervos, por exemplo, eles se tornaram uma verdadeira praga depois que foram importados da Europa e introduzidos pelo governo para caça esportiva. Porém como aqui não encontraram nenhum inimigo natural, acabaram se reproduzindo sem controle a ponto de afetar o ambiente natural. Hoje a população de cervídeos é controlada e monitorada de perto. Porém, apesar de não explicitamente mencionado no documentário o maior problema do parque hoje, são os Possuns trazidos da Austrália. Afinal de contas, como em todo o país, o Fiordland não possui mamíferos nativos.

Nas águas do litoral de Fiordland são encontradas grandes quantidades de peixe, e outros mamíferos marinhos atraídos pela grande oferta de alimentos encontrados no mar da Tasmânia e nos fiordes. Crayfishers (pescadores de lagosta) ganham a vida através da pesca e exportação do produto para o mercado internacional. E mais uma vez o helicóptero é o meio de transporte utilizado para trazer o pescado fresco imediatamente para o aeroporto.

O documentário ainda passa por Bluff e mostra rapidamente o Smelter que produz o alumínio mais puro do mundo e segue num barco a vapor navegando pelas águas do Lake Whakatipu em Queenstown. Construído no mesmo ano do Titanic, o TSS Earnslaw navega em direção ao norte de Queenstown numa viagem cênica de muita história. Considerada a capital de montanha/neve da ilha do sul. A área em torno de Queenstown não é apenas uma Meca para os esportes de inverno, mas também dos esportes radicais de aventura como o parapente, bungyjump e afins.

Além disso, a região foi cenário para a trilogia do The Lord of the Rings e o The Hobbit e vários outros vários filmes de Hollywood. Não muito longe da cidade, encontramos os Alpes do Sul (Southern Alps) formando uma cadeia de montanhas impressionantes que atravessa a ilha Sul no sentido longitudinal.

Nesta parte do país, o Mar da Tasmânia sopra constantemente um ar úmido contra a  encosta ocidental das montanhas. As montanhas ocidentais da ilha sul pertencem à algumas das áreas mais chuvosas do mundo e são cobertas com florestas tropicais frias únicas. Além de samambaias gigantes e musgo, os Nothofagus fundamentam as suas raízes na fina e fértil camada de subestrato acima do solo.

Essas florestas são o habitat natural do Kakapo, o único papagaio naturalmente incapaz de voar. O Kakapo é uma das espécies mais ameaçadas de extinção da Nova Zelândia e um programa de reprodução especial foi criada para proteger a espécie e permitir sua sobrevivência futura.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=i9BJjeU8lcQ]

Primeiro episódio da série

Nova Zelândia vista do alto (Episódio 2) – Porção Central da Ilha Sul

No segundo episódio do documentário viajamos de planador pelas montanhas do Southern Alps. Caracterizada por montanhas esculpidas por geleiras e uma paisagem super bonita e diversificada que incluem: planícies,  altas montanhas com picos nevados, glaciares de gelo, um grande número de lagos de água glaciais. Além de um passeio pelas áreas de cultivo de alguns dos melhores vinhos Pinot Noir do mundo, em Otago.

No passado, toda essa área atraíu Gold Diggers (mineradores) de diversas partes do mundo. Atraídos na esperança de ganhar muito dinheiro, se fixaram na região e fizeram de Dunedin a cidade mais importante e rica da Nova Zelândia por esta época.

A área no centro-sul da Ilha do Sul é uma das mais belas e diversas paisagens da Nova Zelândia. Os visitantes literalmente piram com a paisagem deslumbrante das planícies, lagos glaciais  e montanhas. É aqui, onde o pico mais alto do país pode ser encontrada, o Monte Cook, com 3.754 metros de altitude.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=m4jHcc2XBWk]

Segundo episódio da série

Nova Zelândia vista do alto (Episódio 3) – Costa Oeste e Norte da Ilha Sul

As mesmas coisas que dão toda a beleza à costa oeste da Ilha Sul, também a tornam um lugar inóspito. No século 19, mineradores e imigrantes europeus desempregados  tentaram se estabelecer na área, porém a densa e impenetrável floresta e seus inúmeros pântanos fez com que praticamente todas as tentativas fracasassem. Lápides desta época, expostas ao tempo são testemunhas silenciosas deste período que o homem sofreu para dominar a implacável natureza da região.

Hoje, além de praias de areias brancas, ao longo do litoral encontramos pastagens de gado leiteiro. Quanto mais ao sul, mais próximas das praias estão as montanhas do Southern Alps. Nesta parte do país, a floresta é o lar de uma grande diversidade de aves e árvores, e, acima de tudo, musgo. Tanto que existe um ditado que diz que “Todas as coisas que não se movimentam, são cobertas por uma fina camada de musgo em poucos segundos”.

Ainda hoje, apesar de uma infra-estrutura melhorada, a área é ainda esparsamente povoada por seres humanos. Os maiores centros da costa oeste da ilha sul são Greymouth e Hokitika.

E é ao longo da costa oeste da ilha sul que encontramos o Pounamo, uma pedra verde semelhante ao jade e tão duro como diamante. Intensivamente utilizada na cultura Maori, o Pounamo desempenha um papel crucial nesta cultura, e os rios onde encontram-se suas jazidas são off limits para os Pakehas (Homem Branco/não maori). No passado, bastante usada como arma, a pedra é polida, trabalhada e utilizada na confecção de outros artefatos como o Tikki (espécie de amuleto) e jóias.

Continuando, o documentário segue em direção ao norte, passando por lugares com paisagens incríveis como o Punaikaki Rocks até chegamos até Abel Tasman National Park, o menor de todos os parques nacionais da Nova Zelândia. Localizada no lado oeste da ponta norte da ilha sul, o parque foi batizado em homenagem ao descobridor da Nova Zelândia, o europeu Abel Tasman.

Quando os marinheiros da tripulação do explorador holandês pisaram na região pela primeira vez para reabastecer uma de suas embarcações de água, logo foram surpreendido pelos Maoris que mataram 4 de seus marinheiros. Fazendo com que ele e a tripulação logo batessem em retirada.

O terceiro episódio do documentário termina em Farewell Spit, um enorme banco de areia de aproximadamente 26 km e que é o habitat para milhares de aves marinhas da Nova Zelândia. E um local onde é muito comum o encalhe coletivo de baleias.

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Terceiro episódio da série

Nova Zelândia vista do alto (Episódio 4) – Sul da ilha Norte e o Plateau Vulcânico

O documentário começa com a travessia do Interislander entre a cidade de Picton na ilha Sul até a capital Wellington. Pelo caminho atravessa as águas protegidas do Marlborough Sounds antes de entrar nas águas imprevisíveis do Estreito de Cook.

Porém o principal foco deste episódio da série, é o vulcanismo do plateau central da ilha norte da Nova Zelândia. Entre algumas das grandes erupções mencionadas neste espisódio temos a que criou o Lake Taupo. Uma maciça erupção que lançou mais de 20 mil quilômetros quadrados de cinzas e lava. E Apesar de toda a ilha norte estar localizada no circulo de fogo do pacífico, é no centro da Ilha do Norte onde encontramos os maiores vulcões da Nova Zelândia.

O planalto vulcânico abriga vulcões ainda ativos como, o Monte Tongariro, Ngauruhoe e Monte Ruhapehu. Outro vulcão localizado um pouco mais isolado ao oeste da ilha Norte é, o Monte Taranaki. Por causa de seu pico simétrico, geralmente coberto de neve, ele é sem dúvida o vulcão mais bonito da região.

A localização isolada do Mt. Taranaki é a base para uma das lendas maori mais surpreendentes: Há muito tempo atrás o Monte Taranaki viveu com os outros vulcões no centro da ilha. Ele se apaixonou bela montanha de Pihanga, o Tongariro ficou com ciúmes. Uma violenta batalha eclodiu entre ambas as partes. Com a luta violenta, o céu virou um breu a terra tremeu. No final Tongariro acabou vencendo e Taranaki chateado, arrancou as suas raízes do chão e saiu para se isolar na costa oeste, deixando para trás uma grande cicatriz. Hoje ele é conhecido como o rio Whanganui.

Mais ao norte, chegamos à Rotorura, a capital geotérmica da Nova Zelândia. Durante este episódio o documentário passa por lagos e paisagens. Embora a paisagem parece se resumir em fumaça, o cheiro de enxofre está em toda parte e gêiseres de água jorrando água em direção ao céu, criando fontes impressionantes.

Esta paisagem impressionante é o lar de da tribo do Te Arawa. Por gerações os Maori se adaptaram a paisagem geotérmica. As fontes termais são usados ​​como panelas: após ser mergulhado em água fervente durante alguns segundos, a comida está pronta para comer.

O episódio termina com um passeio pela White Island, o único vulcão marinho ativo da Nova Zelândia na Costa de Bay of Plenty.

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Quarto episódio da série

Nova Zelândia vista do alto (Episódio 5) – Auckland e o Norte da ilha Norte

A porção norte da Ilha do Norte é a porção mais populosa do país. E é nesta estreita faixa de terra da Ilha, que a cultura Maori mais se torna-se mais visível. A maior cidade do país, Auckland, está localizada na porção mais estreita da tira. Aqui no Mar da Tasmânia, a oeste, e o Oceano Pacífico, no leste estão separados por apenas um quilômetro de distância.

Auckland foi construída numa área vulcânica e mesmo que os vulcões são considerados inativos, as precauções e monitomaremnto dos cientistas são evidência para o perigo constante que a cidade se encontra a partir do que está ocorrendo no  interior da Terra.

Além disso, é no norte da cidade que existiam naturalmente as florestas de Kauri. Depois de décadas de exploração predatória, pouca coisa sobrou. O maior e mais importante fragmento florestal de Kauri na Nova Zelândia é a impressionante e mítica Floresta Waipoua e está localizado na costa oeste do norte da ilha.

Composta quase que inteiramente de majestosas árvores de Kauri adultas, a maior parte das árvores alí tem até 50 metros de altura e algumas delea com troncos de pelo menos 4 metros de circunferência. No meio da floresta, está o maior e mais antigo Kauri do mundo.  Tane Mahūta ou “Senhor da Floresta”, como é chamada pelos Maoris. Uma árvore de mais de 2.000 anos de idade, 50 metros de altura e um tronco de 14 metros de circunferência.

No litoral da outra costa, está localizada o arquipélago de Poor Knigts, uma reserva marinha que encanta seus visitantes pela diversidade de cores e formas. Um fotógrafo subaquático, nos mostra algumas das muitas cavernas encontradas sob a superfície da água. Cavernas estas que oferecem proteção para várias espécies de peixes e outros organismos marinhos endêmicos.

Mais ao norte, está a chamada Bay of Islands. Local escolhido pelos primeiros imigrantes europeus para estabelecer seus primeiros assentamentos no novíssimo mundo. Quando eles chegaram e começaram a ocupar as terras a batalha entre europeus e maoris eclodiu. E a questão só seria “finalmente” resolvida em 1840 com o Tratado de Waitangi. Um documento assinado pelos maoris e britânicos que além de instituir um governador reconheceu o direito  maori à propriedade da terra e ainda alguns outros deveres e direitos comuns aos então súditos britânicos.

Finalizando o documentário chegamos na ponta norte da Ilha do Norte, em Cape Reinga. Local onde o Mar da Tasmânia e o Oceano Pacífico se encontram. No seu ponto de encontro da superfície do oceano é agitado, ondas se chocam uns contra os outras formando grandes redemoinhos. Este é o local onde, segundo a mitologia maori, as almas partem da terra e iniciam a sua última jornada em direção a terra de seus ancestrais, Hawaiiki-A-Nui.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=ASXe6Ox9HzQ]

Último episódio da série

E ai, o que vocês acharam do documentário?!

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9 Comments
  1. Monica GuimarEs says

    Que presente vc está nos dando!! Adorei! Muito obrigada!

    1. Oscar Risch - MauOscar Blog de Viagens says

      Mônica

      Eu já ví vários vídeos sobre a Nova Zelândia.. Mas esse é sinceramente o melhor que ví até hoje.. É longo e em inglês, mas recomendo que todo mundo assista.
      Bjs

  2. Erika says

    Queridos, tudo bem?
    Estou amando o blog de vcs! Especialmente sobre a nova zelandia! E,barco 18/03 para minha lua de mel…. Ficaremos 18 dias por ai… E eu ainda to na organizacao da viagem… Esses videos parecem muito bons, mas nao consigo assistir… Vc tem o link direto do youtube pra passar?

    Super beijos e parabens pelo blog!!!

    1. Oscar Risch - MauOscar Blog de Viagens says

      Infelizmente os vídeos foram removidos por violar copyrighted material.. :S
      Aproveite muito sua lua de mel.. Desculpe a demora em responder

  3. livia lobo says

    o video nao esta funcionando!! :((((((, tem como vc postar denovo? agradeco desde ja

    1. Oscar Risch - MauOscar Blog de Viagens says

      Infelizmente o vídeo foi removido por violar direitos autorais e não consegui encontrar ainda links para substituir.. Uma pena…

  4. Raul says

    Que pena, este era um dos meus posts favoritos. Essa série é muito boa!

    1. mauoscar14 says

      Pois é :S

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