O maior museu aeroespacial do mundo – National Air and Space Museum

Museus 38

Desde nossa primeira visita ao Museu Aeroespacial Smithsonian no National Mall de Washington, bem pertinho do capitólio americano em Junho de 2010. Ensaiamos conhecer a outra sede do museu, localizada na cidade de Chantilly no estado da Virgínia nas imediações do Aeroporto Internacional de Dulles (IAD) .

Chegando ao Udvar-Hazy Center em Chantilly na Virginia

Aproveitando o fato de que o Mau retornaria do Brasil através deste aeroporto (IAD), acabei indo para DC um dia antes de sua chegada. Entre as coisas que fiz nesta viagem, foi finalmente conhecer este museu, que desde nossa visita à sua sede “principal” no National Mall , despertava uma enorme curiosidade.

Museu Aeronáutico de Washington / Chantilly, VA

Acabei reservando de última hora um hotel através do Priceline e deixei Delaware pela manhã e depois de cerca de 220 Km e 3 horas de viagem finalmente chegava ao museu. Aproveitando o fato de que o hotel que ficaria hospedado ficava literalmente no caminho do aeroporto, fiz o Check-Inn antes de ir explorar o Museu.

Torre de Observação Donald Engen no Museu Aeroespacial Smithsonian

A boa notícia é que o ingresso é gratuito, como todos os museus sob a égide da Smithsonian Institution. Mas para quem visita o local de carro (forma mais conveniente de se chegar lá) é cobrado uma taxa de 15 USD de estacionamento + mais pedágio na estrada. O que faz, no final das contas com que a visita não seja totalmente grátis. Mas não por isso menos interessante.

Rampa de acesso ao Museu

Localizado à cerca de 35 Km do centro de Washington, o museu é praticamente vizinho ao aeroporto Internacional de Dulles (IAD).Logo que você chega ao local, já percebe que se trata de um museu novinho em folha e que por fora muito se assemelha a um aeroporto.

Entrada National Air and Space Museum Udvar Hazy Center

Por sinal, ele tem ligação com a pista do IAD, por onde muitos das aeronaves expostas hoje no museu fizeram seu derradandeiro caminho antes da aposentadoria. Diga-se de passagem, se fosse de fato o local fosse um aeroporto de verdade bateria muitos aeroportos por ai..

Homenagem a todos que escreveram a história da aviação nos EUA

Enfim, era uma segunda-feira e como é previsível o museu estava praticamente vazio. Estacionei o carro, quase na rampa de acesso ao museu às 12:15 e só fui embora quando fui praticamente mandado embora às 17:00.

Museu Aeronáutico de Washington

Geralmente o horário de funcionamento do Museu Aeroespacial de Washington é das 10:00 até as 17:30. Mas neste dia em especial ele fechou cerca de meia hora antes do horário oficial. Afinal de contas naquela noite haveria um evento especial do departamento de defesa dos EUA nas dependências do museu.

Turbina de Avião

O Steven F. Udvar-Hazy Center, como é conhecido esta “filial” do Museu Aeroespacial Smithsonian de Washington foi inaugurado ao público em dezembro de 2003, e oferece um espaço extraordinário e suficientemente grande para a Smithsonian Institution mostrar centenas de aeronaves e alguns dos milhares de artefatos da aviação e da corrida espacial americana que não cabiam e não podiam mais ser exibidos na sede do museu no National Mall que fora inaugurado em 1976.

Propulsores de diferentes tipos de aeronaves

Hoje, o acervo das duas sedes combinadas juntas configura na maior e mais completa  coleção de artefatos de aviação e espaço do mundo. E, se manter o ritmos de crescimento das últimas décadas em breve vai muito provavelmente acabar precisando ampliar sua área de exposição.

Aeronaves em diferentes níveis e posições

Esta nova sede do museu recebe o nome de Steven F. Udvar-Hazy, bilionário de origem húngara que fez fortuna na aviação dos EUA. Foi CEO e Chairman da ILFC e mais recentemente da Air Lease Corporation, fazendo leasing de aeronaves para as principais companhias aéreas do mundo.

Memorabilia Aeronáutica no Museu Aeroespacial de Washington

Em outubro de 1999, ele fez sozinho a maior doação única da história do Smithsonian Instituition. Cerca de 60 milhões de dólares dos 130 milhões gastos na construção do museu, que abriu 4 anos mais tarde.

Aviões da II Guerra Mundial

O museu foi construído na forma de hangar, de forma que pudesse abrigar aeronaves e objetos de grande porte. O Museu tem o tamanho de dois campos e meio de futebol e uma altura de cerca de um prédio de 10 andares e que abriga hoje cerca de 300 aeronaves de todos os tipos, procedências e tamanhos.

Museu de Aviação Smithsonian em Chantilly Virginia

Logo que se entra no museu, existe um Information Desk, onde recomendo pegar um mapa com a disposição das aeronaves.. Com ele fica fácil orientar-se e ver aquelas aeronaves que marcaram época e fizeram a história na aviação ou que em alguns casos mudaram o rumo da história da humanidade.

Mapa com disposição das Aeronaves 

Assim que se adentra o museu, logo chega-se ao Boeing Aviation Hangar. Um enorme hangar com aviões espalhados por toda a parte, desde o chão até aviões inteiros pendurados em 3 diferentes níveis. Por sinal, existe uma passarela suspensa em que podemos caminhar e observar melhor e de perto muitas destas aeronaves suspensas. Interessantíssimo!!

Boeing Aviation Hangar

Esta parte do museu (Boeing Aviation Hangar) está dividida em 14 diferentes áreas. Não tendo necessariamente um ordem cronológica. Sendo assim aproveitei o anúncio de um tour guiado que começaria em 10 minutos e que duraria cerca de 2 horas e meia pelo museu e optei em fazê-lo para aprender um pouco mais sobre a história do local e de algumas aeronaves “especiais” dispostas por ali.

Entrada Hangar Boeing de Aviação, onde está a maior parte da coleção

O tour foi excelente, apesar daqueles clichês típicos americanos em que eles se acham os salvadores,  criadores e inventores de tudo que existe de bom no mundo. A principal vantagem deste tour guiado além de eliminar a necessidade de sair lendo tudo pelo museu, é aprendemos detalhes práticos e curiosidades sobre as aeronaves que não necessariamente estão escritos.

Aviões por toda a parte

Começamos o tour ao lado do Lockheed SR-71 Blackbird, o mais rápido avião construído pelo homem chegando aos impressionantes 3418 Km/h. Com uma estrututa basicamente feita toda em Titânio, este avião espionou durante anos a ex URSS durante a guerra fria sem que fosse detectado. Serviu a força aérea dos EUA ao longo de 24 anos e foi aposentado em 1990 devido aos altíssimos custos operacionais e por se tornar obsoleto com o advento do sensoriamento remoto através de imagens de satélite.

Blackbird visto de lado

O incrivél é que todo aquele tamanho na verdade se dá pelo fato dele ser um enorme beberrão de combustível. Seu tanque de combustível é do tamanho de 16 caminhões de gasolina e sua autonomia de vôo de apenas 1h e 30 min o que obrigava a aeronave ser reabastecida em pleno vôo. Segundo nosso guia muitas vezes as missões de reabastecimento decolavam de alguma base americana do Pacífico/Japão antes mesmo de o avião partir da Califórnia em suas missões de espionagem. Eram reabastecidos em pleno vôo e seguiam sobre o que é hoje a Rússia, eram reabastecidos na Europa ou Ásia antes de retornar aos EUA.

Lockhead SR-71A Blackbird Museu Aeroespacial de Washington

Para se ter uma idéia o seu último vôo entre Los Angeles e IAD levou apenas 1h e 04 Min. Quando o vôo comercial mais rápido entre as duas cidades leva cerca de 5h 20 min. Incrível não é não?

Lockhead SR 71 A

Dali seguimos para as mostras que demonstram as primeiras tentativas de vôo do homem, o início da aviação moderna, aviação pré década de 20 e aviação do período entre guerras. Super interessante. Obviamente Santos Dummond nem sequer é citado. Ao mesmo tempo não seria eu a única pessoa a discordar, com o guia sobre quem seria o pai da aviação. Mas enfim.. Interessante observar estas aeronaves dos estágios iniciais da aviação.

Langley Aerodrome A

Entre algumas aeronaves e objetos ali expostos, destaque para o Bi-Motor Fowler Gage, o primeiro avião a cruzar de um oceano ao outro, partindo da costa pacífica do Panamá e voando até o Oceano Atlântico. Ainda existem outras aeronaves importantes e reproduções fiéis à sua original como é o caso do Wright Model A e o Langley Aerodrome A entre outros.

Fowler-Gage Biplane

Passamos então pelas aeronaves acrobáticas, um bando de aviõezinhos estilo esquadrilha da fumaça. Ali junto a eles encontra-se o Dash 80, uma aeronave criada pela Boeing, que viria a revolucionar o transporte aéreo comercial e de passageiros nas décadas seguintes. Esta aeronave é o embrião de quase todos os jatos comerciais da Boeing. A versão desenvolvida do Dash-80 entrou em serviço como o famoso Boeing 707,  o primeiro avião a jato de passageiros dos EUA.

Boeing 707

Boeing 707

Ali perto cercado por várias outras aeronaves está um dos 16 gigantescos concordes produzidos pela França / Inglaterra e que voaram mundo afora entre 1976 e 2003. Cheguei a visitar um por dentro no Museu de Sinsheim na Alemanha, que esta ao lado de seu “concorrente Russo”, o Tupolev Tu-144. Ao contrário do museu na Alemanha, nenhuma aeronave no Museu Aeroespacial Smithsonian de Washington e Chantilly está aberta à visitação interna. (infelizmente)

Concorde Airfrance

O Concorde foi o maior e único avião supersônico produzido e utilizado comercialmente para o transporte de passageiros. Devido ao seu elevado custo operacional (gasto de combustível) e em decorrência do acidente em Paris em Julho de 2000. Air France e British Airways as únicas Cias aéreas a operar o modelo decidiram em conjunto encerrar a operação da aeronave e assim marcando o fim da era da aviação supersônica de passageiros no mundo.

Concorde Visto de Cima

Até que seja possível se conciliar os problemas econômicos (Combustível x valor da passagem) e ambientais (ruído e emissão de CO2) muito provavelmente não será possível voar comercialmente acima da velocidade do som.

Boeing 307 da Pan Am e Concorde da Air France

Uma das coisas que mais me impressionam é que um Concorde e um Boeing 747 da Air France decolando ao mesmo tempo: O Concorde de Boston e o Boeing 747 de Paris. O Concorde seria capaz de chegar em Paris, ficar uma hora no solo desembarcando e embarcando passageiros e retornar a Boston, pousando 11 minutos antes do Boeing 747. Isso sim que era uma ponte aérea de verdade.

Aviação Comercial Supersônica – Concorde

Além do tempo reduzido de viagem entre um ponto e o outro uma das grandes vantagens do concorde ainda estava o fato dele quase não sofrer com turbulências. Isso graças a sua altissima altitude de cruzeiro, na qual era possível até mesmo observar-se a curvatura da terra.

Aviação Comercial

Por outro lado para cruzar o atlântico o Concorde gastava cerca de 1 tonelada de querosene por passageiro, o que além de ecologicamente ser um desastre se fez economicamente inviável com a crise do petróleo na década de 70, e continua sendo a razão principal para o fim do uso destas aeronaves. Principalmente nos dias de hoje com os combustíveis subindo quase que semanalmente.

Aviões Antigos

E para quem pensa que museu é coisa para guardar coisa velha: Se engana neste museu. Logo alí, pendurado quase em cima do Concorde, esta o Virgin Atlantic Global Flyer, uma aeronave desenvolvida especialmente para quebrar o recorde de vôo mais longo da história. Ao todo viajou 41467 Km partindo do Kennedy Space Center na Flóridadando uma volta completa sob o trópico de câncer e pousando em Kent na Inglaterra em 76h e 45 min em 2006.

Virgin Atlantic Global Flyer e um Super Constellation

Por ali também esta a seção dedicada ao vôo vertical, com vários helicópteros e outra com ultraleves. Bem como uma seção dedicada a aviação esportiva e outra com o foco na aviação comercial com dezenas de objetos e aeronaves que marcaram história. Entre eles o Teco-Teco da empresa que posteriormente viria a se transformar na Delta Airlines (que cá entre nós é uma porcaria)..

Helicoptero Museu Aeronautico

Chegamos então à uma das partes mais interessantes do museu. Uma época em que a aviação de fato mudou o curso da história da humanidade. São pelo menos umas 20-25 aeronaves de combate do período da segunda guerra mundial. Aeronaves não apenas da Força Aérea Americana, mas também de seus inimigos e aliados.

Aviação Militar 2 Guerra Mundial

Entre eles, armas secretas dos nazistas como o Messerschmitt – Me 163 B-1a Komet o que podemos considerar como o primeiro foguete feito pelo homem. Por sinal foi ai que eu descobri, a diferença entre uma turbina e um foguete. A turbina tem a entrada natural de oxigênio para a combustão, o foguete o comburente é injetado dentro de uma câmera de combustão. Ou seja tem que transportar o combustível e o comburente, mas produz uma potência maior.

Messerschmitt Me 163 B1a  Komet

Mas sem dúvida o grande destaque para esta parte da exposição do museu é o Enola Gay, nome dado ao gigantesco bombardeiro B-29 que lançou a bomba atômica de Urânio chamada de “little boysobre a cidade japonesa de Hiroshimano dia 6 de agosto de 1945.

Enola Gay no Museu Aeroespacial em Washington / Chantilly

Matando de forma Instantânea mais de 70.000 japoneses e ferindo mais de 80.000. Foi pilotado pelo coronel Paul Tibbets Jr, que batizando-o com o nome Enola Gay em homenagem à sua mãe.

B-29 Enola Gay o avião que despejou a bomba atômica

Bem esta foi uma das partes da visita guiada que achei um pouco forçada d+.. Com o guia querendo justificar que o ataque nuclear sobre civis japoneses era a única alternativa para debelar os japoneses e assim por fim à II guerra mundial. Enfim não cabe a mim julgar se isso foi ou não uma decisão acertada, até porque numa guerra a linha entre o certo e o errado é muito tênue. Mas que o que eles fizeram no Japão foi sacanagem isso foi.

Avião que bombardeou Hiroshima

Alí também existem várias aeronaves utilizadas tantos por nazistas como por japoneses. Como o Aichi M6A1 Seiran, um hidro-avião japonês de combate, o qual o aparelho em exposição é o último de sua categoria. Assim como a aeronave utilizada pelos kamikazes em suas missões suicidas. Além disso estão expostas alí várias outras aeronaves alemãs, desde as de combate, até os bombardeiros que atacaram Londres.

Aichi M6A1 Seiran Japão

Atravessando o átrio principal do museu, onde esta o Blackbird chegamos à aviação militar, neste caso dividida em 3 zonas principais. Relativas às guerras da Coréia e Vietnã, Guerra Fria e Aviação Militar Moderna.

Aviação Militar Moderna

Interessantíssimo observar com a ajuda de uma visita guiada algumas coisas que se você fosse sozinho muito provavelmente nem iria notar. Tanto na Guerra das Coréias / Vietnã como na Guerra Fria, existem um avião americano e outro soviético lado a lado e é interessante observar algumas de suas características.

Mig-15 e F86 usados nas Guerras da Coreia e Vietnã

Uma destas comparações acontece com um Mig-21 e um F-45 Phanton II. Este último, utilizado pelos americanos apresenta um “nariz” muito mais largo. E isso se deve a presença de um radar a bordo o que fazia o segundo piloto conseguir determinar invasão de seu espaço aéreo ou detectar o inimigo sem a necessidade das coordenadas via rádio de uma base em terra.

Aviões Militares da Guerra Fria e Atualidade

Na seção de aviação militar moderna os mísseis teleguiados, e misseis inteligentes com grande poder de destruição roubam por um instante a cena das aeronaves.  Mas a estrela desta parte do museu é a nova geração de caças de combate compostos pela família de caças F-35.

SA 2 Guideline Missile

Resultado do programa de desenvolvimento de novos caças, em andamento na Marinha e na Força Aérea dos EUA, que uniram-se em um único programa que foi denominado JSF para concepção de um caça de ataque conjunto (Joint Stryke Fighter).

F-35B

Uma das maiores dificuldades deste projeto foi / é desenvolver uma plataforma que conseguisse suportar quatro aeronaves com funções distintas (para cada uma das forças armadas), sendo que uma delas fosse capaz de decolagens curtas e aterragem verticais (STOVL), e voar a velocidades supersónicas. De acordo com cada uma das necessidades de cada uma das forças militares do país.

Lockheed Martin X 35B Joint Strike Fighter

De fato, o F-35B que está exposto no museu e que custa a bagatela de 100 milhões de dólares é o primeiro caça com características STOVL (Capaz de Pousar e até Decolar Verticalmente). Além disso atinge velocidades supersônicas e está prestes a entrar em serviço operacional, substituindo entre outras aeronaves o F/A-18 Hornet que o Brasil pensa em adquirir.

F-45 Phanton 2

Pergunta que não quer calar.. Por que vamos comprar caças de 2 geração?!? Quando aliados dos EUA como Reino Unido, da Holanda, Austrália, Canadá, Itália, Dinamarca, Noruega,Turquia entre outros devem começar a receber suas primeiras encomendas de F-35 em 2016-2018? Eu sou da opinião que já que vai gastar então que gaste bem… Mas também não sou nenhum especialista no assunto..

Museu Aeronáutico de Washington

Para encerrar a visita, seguimos ao James McDonnell Space Hangar. O hangar exclusivo a objetos e artefatos relacionados ao programa espacial americano e que recebe este nome em homenagem ao pioneiro da indústria aeroespacial James S. McDonnell, cuja companhia construiu uma série de aeronaves como o inesquecível MD-11 (Aeronave que me levou à Alemanha pela primeira vez) e as espaçonaves Mercury e Gemini, as primeiras espaçonaves pilotadas pelos astronautas americanos.

Hangar Espacial Museu Aeroespacial Washington DC

Com um total de 152 objetos de médio e grande porte o hangar é um legado vivo do que os americanos conseguiram fazer/descobrir durante a corrida espacial. Dentre eles o maior e mais pesado objetos alí espostos é o Space Shuttle Enterprise. Considerado o pai de todos os ônibus espaciais da NASA, e que apesar de nunca ter ido ao espaço serviu de modelo para os outros 5 ônibus espaciais produzidos pelo programa espacial americano.

Ônibus Espacial Enterprise

Segundo algumas fontes, existem ruromes que este deverá ser substituído pelo ônibus Espacial Endeavourquando este retornar de sua última missão à Estação Espacial Internacional.

Seção Espacial do Museu

O Hangar ainda conta ainda com, um segmento do foguete Saturno V que nunca chegou a ser terminado e um dos motores de um Space Shuttle de verdade. Além de uma série de mísseis, satélites e telescópios espaciais espalhados e pendurados pelo hangar.

Protótipo Satelitte  TDRSS

Além disso exibe centenas de pequenos artefatos, incluindo todos os protótipos de foguetes / veiculos de lançamento de satélites espaciais, assim como os cristais formados em pesquisas em órbita, comidas desidratadas dos astronautas, suas roupas, e até mesmo o colar de flutuação e sacos usados pela missão Apollo 11.

Turbina Space Shuttle e Protótipos de Foguetes e Veiculos d Lançamento

Ali também podemos encontrar um protótipo em tamanho real do Mars Pathfinder Lander entre vários outros objetos super interessantes. Assim como os primeiros foguetes desenvolvidos pelos alemães durante a II Guerra mundial

Mars Pathfinder

Depois de quase 3 horas de tour, aproveitei que dentro do museu existe um Mc Donalds e fui lá comer alguma coisa. Estava morto de fome e precisava reabastecer antes de aproveitar o tempo restante da tarde para explorar e fotografar o museu por conta própria.

Oscar no Udvar – Hazy Center

O museu é excelente, apesar de ser um pouco fora de mão para quem está visitando Washington em poucos dias. Além disso, recomendo conhecer este museu somente depois que você já visitou o Museu Aeroespacial no National Mall, pois se você visitar o Udvar-Hazy Center e depois for ao do National Mall, certamente vai ficar um pouco decepcionado.

Hangar Mary Baker Engen onde as aeronaves são restauradas

Ambos são extraórdinários, e se completam perfeitamente. Mas você ver um ônibus espacial, o Concorde, o Enola Gay e o avião mais rápido construído pelo homem, depois de ter visitado o Museu no National Mall é uma experiência que não tem preço e fecha com chave de ouro esta viagem pela aviação mundial.

Museu Aeroespacial Smithsonian

Outras Fotos

Benoist-Korn Type XII

Avião da I Guerra Mundial

Louça do Zeppellin

Curtiss F9C-2 Sparrowhawk

Junkers – Ju-52 Lufthansa no Museu Aeroespacial de Washington DC

Aeronave Nazista

Arado Ar 234 B-2 Blitz – Bombardeiro Alemão

Aeronaves 2 Guerra

Aviação Acrobática no Museu Aeroespacial de Washington

Aviões museu aeronático  DC

Fulton Airphibian FA 3 101 – Meio Carro Meio Avião

Grumman G-21 Goose – Museu Aeroespacial – Hidroavião

Lockheed 1049F Super Constellation

Curtiss P-40E Warhawk Kittyhawk IA

Turbinas do Black Bird Sr-71

Turbina 747-400 da Korean Airlines

Aviões de Guerra da Guerra Fria

F-35

Grumman F-14D (R) Tomcat visto de cima

Space Shuttle Enterprise Nasa

Ônibus espacial Enterprise

Enterprise Nasa

Enterprise Nasa

Astronauta e Onibus espacial Enterprise

Astronauta programa espacial EUA

Unidade Móvel de Quarentena NASA

Misseis, Foguetes e aeronaves suborbitais

Satelites e equipamentos de sensoriamento remoto

Informações Úteis:

Steven F. Udvar-Hazy Center

14390 Air and Space Museum Parkway
Chantilly, Virginia 20151

 Museu é Gratuito

Funciona diariamente das 10:00-17:30

Veja também

Conheça o F-35

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Categorias América do Norte, Chantilly, Estados Unidos, Virgínia

Autor:MauOscar BlogdeViagens

Blog de Viagens de dois expatriados brasileiros que adoram viajar, fotografar e compartilhar experiências pelo mundo Já moramos no Brasil, Alemanha, Cingapura, Estados Unidos e agora estamos morando em Auckland na Nova Zelândia

25 Comentários em “O maior museu aeroespacial do mundo – National Air and Space Museum”

  1. carlos eduardo nascimento
    12/05/2011 às 13:08 #

    exceto pela arrogancia norte-americana em não aceitar nosso pioneirismo na aviação, adorei o post. perfeito. quem sabe um dia …

  2. MauOscar
    12/05/2011 às 19:25 #

    Pois é!!!

    Mas fazer o que?!? É inegável que depois disso eles dominaram a tecnologia como nenhum outro país conseguiu sozinho..
    A visita ao museu foi 10

  3. Jenny
    14/05/2011 às 20:41 #

    O maximo este museu e quanta informação, uma viagem na historia da aviaçao e,sobre o Zepelin tem maquetes e outro material informativo?Vi as louças…

  4. MauOscar
    15/05/2011 às 22:09 #

    Sim mãe, eles tem algumas maquetes de dirigíveis.. MAs o foco principal do museu são aviões

  5. Carlos Benazzi
    24/05/2011 às 12:35 #

    Puxa, quanta informação guardada com carinho. Só americanos para ter essa preocupação em preservar o passado para a próxima geração de estudiosos, curiosos e aficcionados por tudo que diz respeito à aviação mundial. Pena que aqui no nosso Brasil as autoridades releguem a um segundo ou terceiro plano tudo que possa um dia ter sido importante para nosso crescimento como nação.

    • MauOscar
      24/05/2011 às 16:43 #

      Carlos
      Concordo com você… Infelizmente não temos esta cultura de preservar nossa memória..
      Abraço

  6. 03/06/2011 às 07:56 #

    Muito show poder ver tao de pertinho algumas máquinas que fizeram tanta história!!! E legal a dica do Museu Sinsheim aqui na Alemanha: também quero ver um Concorde por dentro :-)
    Beijocas, Angie

    • MauOscar
      07/06/2011 às 22:01 #

      Angie

      O Museu em Sinnsheim é bem bacana.. Vale a visita!!!
      Bjs

  7. marco
    14/12/2011 às 12:38 #

    AMIGO, ESTOU INDO PARA WASHINGTON. PORÉM CHEGO NO DIA 22 BEM CEDO E SAIO 23 BEM A NOITE. FICAREI NO CENTRO DE DC, PORÉM QUERIA MUITO CONHECER ESTE MUSEU QUE FICA PERTO DO AEROPORTO DE DULLES ONDE IREI PEGAR MEU VOO PARA ORLANDO. VOCE SABE SE TEM GUARDA VOLUMES SE EU CHEGAR COM AS MALAS OU SE SERIA POSSIVEL VISITAR O MUSEU COM AS MALAS POIS CHEGARIA NO MUSEI AS 12HS E MEU VOO PARA ORLANDO SERIA AS 20HS.

    • MauOscar
      14/12/2011 às 13:24 #

      Marco

      Eu acabei de ligar ao museu para perguntar para você:
      Sim o Museu tem guarda volumes (Lockers) e tem um shuttle ligando ele ao aeroporto que funciona a cada 45 minutos e leva cerca de 10 minutos entre um lugar e o outro..
      Espero que tenha ajudado

      Abraço e aproveite bastante a visita.. O Museu é incrivel!!

      Oscar

      • marco
        14/12/2011 às 13:39 #

        Puxa! Nao acredito! Voce ajudou demais pois todo o planejamento meu em washington dependia da logistica aeroporto-malas-centro da cidade-voltar para o aeroporto e museu!!! MUITO OBRIGADO MESMO!

  8. marco
    14/12/2011 às 14:20 #

    Mais uma duvida.

    achei um post antigo de uma pessoa falando sobre o tamanho das malas que cabem nestes lockers.
    meu medo é que estou viajando com minha esposa, cada um com uma mala grande para 15 dias nos EUA.

    Me falaram que as dimensões dos lockers sao

    em polegadas:
    17″x17″x17″
    17″x17″x35″
    em centimetros:
    43 X 43 X 88,9

    1- estas medidas sao reais?
    2- minhas malas serão maiores que estas medias. o que fazer com elas já que nao caberão nos lockers?

    consegue saber isso pra mim por favor?

    • MauOscar
      14/12/2011 às 20:07 #

      Marco

      Possivelmente estas sejam as medidas sim.. Pois a maioria dos lugares que ainda tem lockers depois do 11/09 são com camanho de carry on luggage.. Amanhã se eu tiver um tempinho tento ligar no museu para perguntar quanto as dimensões..
      Como moro aqui nunca precisei me atentar a estes detalhes…

    • MauOscar
      15/12/2011 às 10:56 #

      Marco

      Acabei de ligar no museu para me informar e de fato os lockers disponíveis são apenas para tamanho de Carry-On Itens.. (medidas que você mencionou)
      Infelizmente após o 11 de Setembro quase todos os aeroportos americanos retiraram seus lockers agora infelizmente não sei o que seria o melhor a fazer no seu caso.. Minha sugestão é considerar alugar um carro para ir de Washington até o Museu e devolve-lo no aeroporto…
      :S

  9. 31/05/2012 às 12:24 #

    Muito show aquele blackbird

    • MauOscar
      02/06/2012 às 22:17 #

      Ricardo

      Realmente um avião incrível.. Engraçado que na véspera de voce deixar seu comentário vi mais um, desta vez no museu da aviação de Seattle

      Abraço

  10. leco
    26/08/2012 às 15:29 #

    a definiçao de turbina ai é um equivoco a turbina tem a funçao de girar o compressor e o “fan” o grande ventilador da parte da frente do motor. btw muito bom post

    • MauOscar
      27/08/2012 às 23:12 #

      Obrigado..

      Não entendi o equívoco, de toda forma fica o registro

      Abraço

  11. Márcia
    27/09/2013 às 12:16 #

    oi
    Muito legal sua reportagem!!!!!podemos assim chamar.

    Gostaria que me desse apenas uma informação, pois vou fazer como você, chegar ao aeroporto e de lá ir.
    Há algum ônibus que se possa tomar, ou os táxis levam, por ser tão perto?

    Grata,
    Márcia Rio de janeiro

    • Oscar Risch - MauOscar Blog de Viagens
      28/09/2013 às 03:19 #

      Márcia

      Obrigado..
      Acho que a maneira mais conveniente para visitar o museu para quem chega pelo aeroporto é pegar um taxi..A corrida é curta (2.5 milhas) e segundo o site do museu custa entre 14-16 USD
      Outra opção é pegar o ônibus que aparentemente passa a cada 45 minutos ligando o aeroporto ao museu. O problema é saber exatamente onde esse ônibus passa.. Por isso, caso opte por essa opção, peça maiores instruções no balcão de informação do aeroporto de dulles.

      Abraço

Trackbacks/Pingbacks

  1. Museu Aeroespacial Smithsonian em Washington « MauOscar - 12/05/2011

    [...] Por falta de espaço para demosntrar seu acervo, uma outra sede para o museu aeroespacial smithsonian, chamado de Steven F. Udvar-Hazy Center foi construída.  Localizado em Chantilly na Virgínia, a cerca de 35 Km do centro de Washington, ao lado do Aeroporto de Dulles (IAD).  Inaugurado em Dezembro de 2003, é como se fosse um hangar aberto que permite a exibição de artefatos maiores que entre suas estrelas estão um Lockheed Blackbird SR-71, um Concorde da Airfrance, o Boeing B-29 Superfortress Enola Gay que jogou a bomba “’Little Boy” sobre Hiroshima, e até mesmo o ônibus espacial Enterprise. Este infelizmente não tivemos a chance de conhecer desta vez. Mas ainda visitaremos lá. (Veja o Post aqui) [...]

  2. USS Midway em San Diego: O maior porta aviões museu do mundo | MauOscar - 04/11/2011

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