Metropolitan Museum Nova York – Uma Aula de Egiptologia

Hieroglifos Egito

Encerrando nosso passeio pelos museus de Nova York em nossa última viagem à cidade decidimos ir conhecer um pouco do Metropolitan Museum of Art ou carinhosamente apelidado pelos novaiorquinos de Met.

Dado nosso cansaço depois de visitar 2 museus e seu tamanho nada mais nada menos de 190.000 m2 de área construída e um acervo gigantesco e interessantíssimo, acabamos optando em visitar apenas a coleção de arte egípcia do museu e uma passadinha rápida pela seção das armas e armaduras medievais.

 

Com uma coleção de arte egípcia constituída por cerca de 36 mil objetos de grande importância artística, histórica e cultural, que datam desde o período paleolítico ao período romano (cerca de 300.000 aC-século 4 dC), o Metropolitan Museum está certamente entre os melhores museus de egiptologia fora do Cairo. Capaz de rivalizar com o Louvre de Paris neste quesito, tanto que o Met é conhecido como sendo o Louvre de Nova York.

Mais da metade desta coleção é fruto de mais de trinta e cinco anos de trabalhos arqueológicos do Museu no Egito, trabalho este iniciado em 1906 em resposta ao crescente interesse do público na cultura do Egito antigo.

Hoje, praticamente toda a coleção está em exibição em suas galerias localizadas no lado Oriental do piso térreo do museu, com os objetos dispostos em ordem cronológica. Em geral, as explorações refletem os valores estéticos, história, crenças religiosas, e a vida cotidiana dos antigos egípcios, ao longo de toda a sua história como sendo uma das maiores civilizações que a humanidade já viu até hoje.

Mas uma questão que veio a minha cabeça durante a visita a este museu e tendo visitado o Louvre em Paris e o museu de Egiptologia de Berlin me pergunto será que ainda existe alguma coisa no Egito?! Bem se ainda restou alguma coisa isso tudo deve estar no museu do Cairo. Certamente um museu que gostaria muito de conhecer um dia. Pois tanto eu como o Mau adoramos esta parte da história, relativas às grandes civilizações da humanidade. Por sinal li em algum lugar essa semana que o museu do Cairo esta passando por uma ampliação e deverá estar funcionando com novas alas até o final de 2012.

Quando foi criada em 1906, a seção de arte egípcia do MET, tinha como objetivo gerenciar o já considerável acervo de arte do antigo Egito do museu. A coleção foi crescendo desde 1874 graças às doações individuais de benfeitores e pela aquisição de coleções particulares (como a coleção de Drexel, em 1889, a coleção de Farman, em 1904, e a Coleção Ward em 1905). Bem como passou a fazer parte através da Egypt Exploration Fund, uma organização britânica, que a partir de 1895 em diante que realizou uma série de escavações arqueológicas no Egito e doou uma parte de suas descoberta ao MET.

A partir de então, a diretoria e o conselho de curadores do Museu estabeleceu uma série de expedições ao Egito para realizar escavações arqueológicas em diversos locais ao longo do Nilo. Na época, o governo egípcio (através do Serviço de Antiguidades Egípcias) dava concessões para organizações e instituições estrangeiras, desde que as descobertas resultantes fossem divididas meio a meio entre as instituições e o Museu Egípcio, no Cairo.

O Metropolitan Museum recebeu concessões para escavar onde se localizavam diversos sítios arqueológicos importantes que incluiam cemitérios, templos e palácios reais.  Em 1920, foi descoberto uma pequena câmara, no que posteriormente se descobriu ser o túmulo Meketre, então chanceler do Império Médio (c. 1990 aC).

A câmara continha um conjunto de 24 modelos de madeira pintada de barcos, jardins, figuras, e cenas da produção de alimentos que são mais detalhados do que qualquer outro encontrado antes ou depois. Dividido entre o Museu Egípcio, no Cairo e no Metropolitan Museum em Nova York, esses modelos estão entre os bens mais preciosos de ambas as coleções. É impressionante acreditar que aquilo tem 4000 anos de idade.

 

Também foram descobertos centenas de fragmentos de estátuas que uma vez adornavam o templo funerário de Hatshepsut, o faraó governou o egito durante a dinastia 18 (ca. 1473-1458 aC). E que foram meticulosamente remontadas, estas estátuas são algumas das grandes obras de arte egípcia que podem ser encontradas tanto em Nova Iorque como no Cairo.

Um dos locais mais interessantes na seção de egiptologia é o Templo de Dendur. Criado hà cerca de 15 a.C. pelo imperador romano Augusto para Cleópatra VII, a última das governantes do Egito ptolomaico. O templo foi construido em homenagem à deusa Ísis e se localizava originalmente na baixa núbia, cerca de cinqüenta milhas ao sul de Assuã. O templo foi desmontado para salvá-lo da subida das águas do Lago Nasser, após a construção da Barragem do alto Assuã. E foi doada para os Estados Unidos como um presente do governo egípcio, em reconhecimento da contribuição americana para a campanha internacional para salvar os monumentos antigos de Nubian afetados pela construção da hidroelétrica.

Atualmente, além de interpretar e cuidar da coleção permanente de arte antiga egípcia, os funcionários do departamento de Arte Egípcia continuam a escavar em concessões do museu no Egito, conduzindo pesquisas e organizando exposições especiais. Muitas vezes através do empréstimo de coleções de todo o mundo.

Foi uma experiência muito legal, pena que estávamos super cansados. Com certeza retornaremos a este museu para ver outras tantas galerias e exposições deste maravilhoso lugar que conta com aproximadamente 250 salas, mais de 4500 quadros, 2 milhões de obras de arte, 35.000 peças do Período Neolítico e por aí vai…

Só demos uma passadinha rápida pela coleção de armaduras e armas do Metropolitan Museum of Art, é constituída por cerca de 15.000 objetos que variam em data desde cerca de 400 aC até o século XIX. Embora a Europa Ocidental e Japão sejam as regiões mais fortemente representados.

A coleção de mais de cinco mil peças de armaduras e armas japonesas é a melhor exposição destes objetos fora do Japão. É extraordinário, ainda conta com objetos do Oriente Médio, Ásia, Índia Central, China, Sudeste Asiático e América do Norte. O foco da exposição está na habilidade das armaduras e em sua decoração. Ou seja muitos dos itens ali mostrados eram usados de fato, já outros eram exclusivos para o uso real.

É impossível ver tudo num dia só. A seção permanente do Egito que visitamos é imperdível, mas ainda falta conhecer às seções de arte islâmica, grega, romana, instrumentos musicais, arte medieval, pinturas européias, jóias entre outros. A seção de armas e armaduras merece ser visitada novamente com mais calma.

Mas vá com tempo, e… aproveite muito! Funciona 6ª e sábados das 9:30 às 21 hs e 3ª.4ª.5ª e Domingos das 9:30 às 17:30 hs. (2ª não abre). Os preços das entradas são “sugeridos” (US$ 20) você paga quanto quiser! O que realmente é um sistema muito interessante. Mas seria ainda melhor se voce pagasse na saida!! Pois depois de conhecer o acervo voce certamente vai ter a sensação que pagou pouco pela aula de história que você acabou de ter.

 

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Veja Também:

Acervo online da Seção de Egiptologia do Met

Endereço:

The Metropolitan Museum of Art

1000 Fifth Avenue at 82nd Street
New York

 

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Autor:MauOscar

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13 Comentários em “Metropolitan Museum Nova York – Uma Aula de Egiptologia”

  1. 01/08/2010 às 09:25 #

    Uau! NY é tudo de bom!!! Adoro!!! Esse museu é show de bola e suas fotos estão um arraso!
    Muito legal esse post.

    • Mauoscar
      01/08/2010 às 21:05 #

      Obrigado Cláudia!!

      Tenho que voltar ao Met para 1 dia inteiro para explorar tudinho com calma!! Esse museu é realmente tudo de bom!!

      Bj

  2. carlos eduardo nascimento
    01/08/2010 às 20:30 #

    muito legal Oscar.morro de vontade de conhecer esses museus

    • Mauoscar
      01/08/2010 às 21:08 #

      Vocês tem que vir nos visitar!!!

      Bjo

  3. 02/08/2010 às 08:10 #

    Amei o post! Adoro coisas sobre o Egito Antigo!! Tenho que ir neste museu, nem sabia que tinha tanta coisa. O post está ótimo, parabéns. Bj

    • Mauoscar
      02/08/2010 às 12:26 #

      Obrigado Carol!!!

      O museu é bem bacana! Tenho que voltar la com mais tempo..

      Bj

  4. joao
    06/10/2010 às 17:07 #

    é tudo bem legal e diferente de +

    • Mauoscar
      12/10/2010 às 08:17 #

      Olá João

      Obrigado pela visita e pelo comentário!!!

      O Museu é realmente muito bacana.. Tenho que voltar lá uma hora dessas para conhecer um pouco mais.. Pois nesta visita estava tão cansado que so conhecemos mesmo a seção de egiptologia.

      Grande Abraço e volte sempre

  5. Antonio lucena rei lucena
    27/10/2011 às 23:59 #

    Una das coisas que prova que o Francês Champollion não compreendeu as inscrições Egípcia e demais povos antigos é o fato da cidade do Egito esta submersa sob o mar mediterrâneo no que prova que é infinitamente mais antigo do que pensou e pensam os arqueólogos e egiptólogos, os Egípcios não poderiam ter construído a cidade dentro do mar, outra coisa é que as letras já existiam a milhares de anos com a função específica de representar graficamente o cosmos, os mares avançam e recuam a milhares de anos, sem saber disso serão extintos já que o alfabeto do Champollion desvia do conhecimento o qual só é possível sabendo o que estar escrito a milhares de anos no Egito, ou na porta do sol. obrigado rei lucena

  6. Antonio lucena rei lucena
    25/11/2011 às 17:08 #

    Se eu tivesse a oportunidade, de mostrar o meu trabalho sobre os Egípcios, com certeza ficaria muito claro que as sagradas inscrições, (hieróglifos) se trata de um método o qual estão medindo o cosmos, usando escalas progressiva e escalas regressivas, algo muito simples mesmo, tão simples que eram analfabetos, gostaria de mostrar, que só é possível em quadro negro e oral, porque tenho que usar régua compasso e esquadro, obrigado rei lucena

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