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Mundo do Chocolate no Hershey’s Chocolate World

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Assim que chegamos à cidadezinha de Hershey na Pennsylvania, fomos conhecer a primeira das 3 atrações que visitamos na cidade. O Mundo do Chocolate da Hershey’s, ou  Hershey’s Chocolate World. Localizado dentro de um complexo de entretenimento que inclui também Hersheypark, Hersheypark Stadium, Hersheypark Arena e o Giant Center, está é sem dúvida uma das atrações turísticas mais visitadas na cidade.

Estacionamos nosso carro no estacionamento do Hershey Park, que é gratuito por um período de até 3 horas.E fomos conhecer o lugar, ou seria o paraíso?!

Aberto ao público pela primeira vez em 30 de Junho de 1973, o Hershey’s Chocolate World funciona durante o ano todo. E além de proporcionar muita diversão, principalmente para as crianças, o local ainda oferece diversas opções de lojas e restaurantes. Entre elas a maior loja especializada em produtos Hershey’s do mundo.

Entre as diversas atrações oferecidas no local para os visitantes. Acabamos optando por apenas duas, iniciamos o passeio pelo “Great American Chocolate Tour” que é totalmente gratuito e na seqüência fizemos o Factory Experience Works, que apesar de ser pago valeu muito a pena.

Bem para começar tudo alí lembra chocolate, até mesmo a arquitetura do prédio, todo feito em tijolos de arenito na cor marrom escuro que lembram chocolate. Por sinal a pedra vem da Pedreira Hummelstown, na cidade de mesmo nome entre Hershey e Harrisburg, Pennsylvania. E é muito usada na construção de casas por toda a região, de Nova York, até Virgínia.

Como era final de semana o local estava muito cheio. Logo na entrada vimos alguns bonecos estilizados como se fossem alguns dos chocolates produzidos pela Hershey’s. Como o famoso Kisses, Reese’s e a Barra de Chocolate.

O Hershey’s Chocolate World foi criado da forma que é hoje em 2007, como um substituto da antiga visita à fábrica de chocolate. Uma vez que a visita do público à fabrica foi totalmente interrompida por não ser mais capaz de lidar com o grande número de visitantes por ano. E e ao longo dos anos passou por várias reformas até chegarmos ao que temos a chance de conhecer atualmente. A última destas reformas aconteceu no início de 2006, a um custo estimado de 4,5 milhões de dólares. No entanto ainda hoje há partes que muito pouco mudaram desde 1978.

A visita começa com um grande painel, que exemplifica cronologicamente a evolução da Hershey’s desde que foi fundada por Milton S. Hershey no final do século XIX até os dias de hoje.

Na seqüência uma exposição apresentando o Cacau, matéria prima indispensável na produção de Chocolate e que não cresce no clima dos EUA.  Trata-se de uma planta originária da América Central e Norte da America do Sul, inclusive Brasil, em que suas sementes servem como principal ingrediente do chocolate.

O cacau era utilizado pela civilização Maia, a qual o considerava como uma fruta sagrada. E, de tão importante, virou até moeda de troca. Nessa época não se fazia do cacau o que conhecemos hoje como chocolate. Naquela época era usado para a produção de uma bebida de sabor amargo com as sementes torradas e moídas, misturadas com água e pimenta.

Apesar de originário da América Latina, os chocolates mais famosos e prestigiados do mundo são de regiões não produtoras. Chega a ser um absurdo enquanto a indústria do chocolate movimenta globalmente mais de 60 bilhões de dólares/ano, os produtores de cacau ficam apenas com uma ínfima parte, cerca 3,3%, da renda gerada. O Brasil já foi um dos grandes produtores mundiais de cacau, hoje não conseguimos suprir nem nossa própria demanda. Principalmente pelo fato de que cerca de 60%  da lavoura foi severamente danificada ou mesmo destruída pela vassoura de bruxa.

O Estado da Bahia produz cerca de 95% do cacau do Brasil, cuja produção corresponde a mais ou menos 5% da produção mundial. Sendo a Costa do Marfim o maior produtor do planeta, respondendo sozinha com aproximadamente 40% da produção global total.

Existem vários processos que vão desde a colheita do cacau até à produção propriamente dita do chocolate. Quando colhido o cacau apresenta cerca de 80% de umidade e 15% de monossacarídeos, após colhido ocorre a sua quebra onde são separadas as sementes da polpa, isto tudo é feito manualmente.

As sementes são então armazenadas em locais secos e frescos e depois são limpas e classificadas de acordo com a forma e respectivos defeitos. A fase seguinte é a fermentação onde o objetivo é livrar a semente de mucilagem que envolve o grão, destruir o embrião para evitar a germinação da semente. Tudo isso graças a mudança de temperatura, mudança de pH e redução de açúcares (As aulas de Sementes Florestais até que serviram para alguma coisa). Neste processo os grãos são mantidas em caixas de madeira durante 3 a 8 dias, onde a umidade cai para a casa dos 50 – 60%.

Depois disto as sementes são colocadas para secar. Este processo pode ser feito de forma natural ou artificial. Quem lembra da novela Renascer da globo, vai lembrar. A secagem ao Sol natural tem uma duração de até dez dias, e as amêndoas devem ser mexidas regularmente para manter as sementes arejadas impedindo assim a formação de bolores, obtendo cacau de melhor qualidade. Por outro lado a secagem artificial dura cerca de quarenta horas a uma temperatura varia entre os 34 – 40ºC e é executada em cilindros de rotação mecânica, mas a qualidade do cacau fica comprometida pela fuligem da secagem forçada.

Depois destas etapas os grãos de cacau estão prontos para serem transportados para serem beneficiados pela indústria. Esta, aí é a parte que os países produtores de cacau saem perdendo. Ficando como falei anteriormente com apenas 3.3% da renda total gerada na cadeia produtiva cacaueira.

Terminada esta parte da exposição, embarcamos num passeio de cerca de 10 minutos num Omnimover, uma espécie de trenzinho, que simula todo o processo de fabricação do chocolate. Este passeio é uma atração muito original e que existe desde que o Hershey Chocolate World foi inaugurado em 1973. Mas desde então sofreu algumas reformas. Mas que por um momento faz voce lembrar da fantástica fábrica de chocolate de Willy Wonka.

Começamos o Tour passando por uma “fazenda”, cheia de vaquinhas felizes e cantantes. Afinal de contas este foi um dos motivos porque a fábrica da Hershey’s foi instalada por aqui, tendo em vista a grande quantidade de fazendas na região. Uma fábrica de chocolate prescisa de muito leite.

Na seqüência passamos pelo processo de beneficiamento dos grãos de cacau importados de diferentes regiões do mundo. Sendo a maior parte dos usados pela Hershey procedente da África.

Durante o período que o grão fica em “trânsito” sem iniciar o processo industrial ocorre uma quimiofermentação. Nesta fase ocorre a formação de aminoácidos e péptideos, devido à ação das enzimas existentes nas sementes, isto contribui para o aroma e qualidade do cacau.

Assim que o cacau é recebido na fábrica, ele é torrado por cinco a cento e vinte minutos  a uma temperatura varia entre os 120 – 150ºC, sob agitação constante até que as sementes estejam “torradas” uniformemente. Este processo depende de vários fatores como:  a origem, o tipo de semente, o período de colheita, os tratamentos anteriores à torração, umidade inicial , tamanho das sementes e as características do sabor final desejado para o chocolate.

Na sequencia é feita a moagem, onde as sementes são levadas a um triturador, sendo o resultado deste processo a massa de cacau e a manteiga de cacau. Na sequência ocorre a mistura de vários ingredientes, tais como a massa de cacau e manteiga de cacau proveniente da moagem (em proporções diferentes de acordo com o chocolate desejado), e é adicionado também açúcar, leite, emulsionantes e gordura.

O processo seguinte é o refino, onde a mistura é “esmagada” em cilindros e peneirada, transformando-a em partículas de pequena dimensão de 15 a 20 microns. O cheiro de chocolate nesta parte do processo é de matar. Da vontade de sair do trenzinho e colocar o Dedo naquele chocolate todo.

Em seguida temos a fase de conching em que o objectivo é diminuir a concentração de ácidos e deixar o chocolate com uma “textura”ainda mais macia. Este processo pode ser efetuado de duas formas: úmida ou seca e pode levar dias. Após a fase de conching, o chocolate é bombeado para tanques térmicos de mistura onde são adicionados os aditivos permitidos pela legislação (aromatizantes naturais ou artificiais, antioxidantes, conservantes) e outros ingredientes (amêndoas, avelã, nozes, castanhas, passas, rum, frutas, minerais, fibras). A partir daí o chocolate fica aguardando a posterior moldagem.

Foi bem interessante conhecer a produção do chocolate desta forma. Ainda passamos por uma seção mostrando como os Kisses são embalados, e também outros chocolates da Hershey’s. Entre eles até mesmo o Kit Kat, que embora no resto do mundo seja produzido pela Nestlé aqui nos EUA é produzido pela Hershey’s. Eu amo Kit Kat!!!

Terminamos o “Great American Chocolate Tour” com um gostinho de quero mais!! Mas pelo menos o tour termina com uma amostra grátis de um produto Hershey’s.

Aproveitamos para ir na loja e comprar nosso chocolate favorito da Hershey’s: o Bliss, não que os chocolates da Hershey’s sejam os melhores. Mas este é bem gostoso. Além disso depois de sentir cheiro de chocolate durante todo o passeio não tinha condições de ficar apenas na amostrinha grátis que ganhamos.

Compramos nossos tickets para a mais nova atração do Chocolate World, uma vez que as visitas a produção foram proibidas, a Hershey decidiu investir na construção de uma mini fábrica de chocolate só para os visitantes. Em que os visitantes podem literalmente criar sua própria barra de chocolate.

Para isso, é necessário comprar um ticket de USD 14.95, colocar touca e avental desinfetar as mãos e tudo mais. Na hora que compramos o ticket temos que dar nossos nomes que geram um codigo de barra que fica impresso no ticket e que servem para a escolha dos ingredientes que queremos adicionar em nossa barra. Bem como para personalizar nossa própria embalagem, e ainda para monitorar todo o processo em tempo real com exatidão de segundos.

Ao todo eram seis diferentes ingredientes que poderiam ser adicionados à barra que corria como em uma linha de produção totalmente automatizada. O tamanho do computador da máquina que me parece super nova era enorme. Até porque tudo é controlado por sensores a laser.

Depois que todos os ingredientes que selecionamos foram adicionados a barra, ela recebeu uma cobertura de chocolate numa máquina que é um verdadeiro colírio para os olhos de qualquer chocólatra.

 

Depois de passar por esta máquina que fez o recobrimento da barra, ela segue para o túnel de refrigeração, com uma temperatura que varia entre 10 – 12ºC. Na saída do túnel o chocolate está totalmente sólido, faltando só embalar e armazenar.

Enquanto a barra passava pelo túnel de resfriamento aproveitamos para fazer o design da embalagem de nossas barras. Não vimos que poderiamos ter criado um design totalmente único e acabamos escolhendo um modelo pré-estabelecido. Mas tudo bem não é todo dia que voce tem uma barra de chocolate que voce escolheu os recheios e ainda com o seu nome na embalagem.

A fase posterior de embalagem também é super interessante de se observar. Todo o processo é automatizado, e controlado por computador e sabemos exatamente em quanto tempo tudo estará pronto. Desde o momento que voce escolhe os ingredientes, até a montagem da caixinha onde o chocolate será colocado dentro.

Uma das coisas que achei muito legal mesmo foi a gravação à laser do nome na embalagem. O único momento em que a mão humana entra no processo e na impressão da embalagem exterior personalizada e a colocação da barra de chocolates dentro da caixa de alumínio envolta pela embalagem que você mesmo desenvolveu.

Como nos adverte as embalagens do chocolate, este deve manter-se sempre num local fresco e seco. Acabamos indo ao Hotel Hershey e depois ao Museu que conta a história da Hershey’s e nossos chocolates deram uma derretida básica. Mas continuam sendo chocolate.

Posts Relacionados:

 Hershey a Capital dos Chocolates

 Almoçando no Hotel Hershey

 Museu do Chocolate Hershey’s

Veja Também:

Site das atrações de Hershey (em inglês)

Endereço:

Hershey Chocolate World

251 Park Boulevard
Hershey, Pennsylvania

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15 Comments
  1. turomaquia says

    Já coloquei nos favoritos, quando fiz a tese vi a experiência da Cadburry, que e considerada um museu no sentido amplo. Adorei ter mais um “museu” deste estilo para comparar.
    beijos

    1. Mauoscar says

      Obrigado pela visita Patricia!! Eu achei bem legal a experiencia, o cheiro de chocolate no lugar é uma delicia!! 😀

      Bjo

  2. Claudia Beatriz says

    Oscar, vim aqui retribuir a visita. E já vou linkar lá no blog. Eu estive em Hersheys há mais de dois anos atrás, minha sogra morava lá pertinho e aproveitamos pra visitar o Amish Country e as cidadezinhas ali perto(Lancaster e as outras de nomes engraçados… ), você foi pra lá também? Estou procurando o post que eu fiz na época, e que está perdido no meu blog antigo pra republicar.

    1. Mauoscar says

      Oi Cláudia

      Então não cheguamos a visitar o Amish Country ainda, apenas passamos por ele no caminho (http://mauoscar.com/2010/07/06/hershey-e-a-fantastica-fabrica-de-chocolates/). Também vou te add aqui. Assim visito com mais frequencia!! Ja te add no Twitter 😀

  3. carlos eduardo nascimento says

    muito legal. já tinha assistido no globo rural a historia do chocolate e do roubo das sementes feito pelos colonizadores europeus que foram explorar a escravidão em outros de suas colonias, só que agora na africa (africa, holanda, inglaterra). É uma pena que nossos governantes não incentivem a cultura do cacau (expecie nativa) que permite a preservação de nossos florestas. asim como a castanha-do-pará e a borracha.

    1. Mauoscar says

      É realmente uma pena. Mas o problema que esta cultura, é que não pode ser plantada em forma de monocultura. Uma vez que por ser nativa tem diversos organismos patogenicos que evoluiram juntamente com a espécie. Se a densidade destas plantas é alta alterando o balanço natural que existia as chances de o plantio dar errado são grandes. No caso do cacaueiro temos o problema da vassoura de bruxa. No Caso da Seringueiras o Mal das Folhas. Que foi uma das principais razões do fracasso da heveicultura no Brasil. Uma vez que as sementes foram levadas para o Sudeste da Asia onde não haviam pragas nem doenças o plantio em monocultura deu super certo e obviamente ficou muito mais viavel do ponto de vista economico. Em menos de 15 anos o Brasil viu sua produção despencar em mais de 85%. om o Cacau na Bahia tivemos um ciclo semelhante. Hoje embora estas duas plantas sejam nativas do Brasil, dependemos da importação dessa matéria prima. Uma pena!! Se investissemos mais em pesquisa poderiamos contornar esta situação!! Enquanto isso Brasilia discute um novo código Florestal absurdo!!! (http://mauoscar.com/2010/07/05/novo-codigo-florestal-brasileiro/)

  4. Angie says

    Eu nao sabia que a cdadezinha também se chamava Hershey!!! Achei que era só a marca do chocolate!!!
    Quanto a fantástica fábrica de chocolate de Willy Wonka, nao tem quem nao sonhe com ela, né? 🙂 Legal essa experiência toda que o museu proporciona (adorei que voce pode fabricar a sua própria barra!!!): delíicia!
    Beijos, Angie
    P.S. Adorei o nome das vaquinhas 🙂
    P.S.2 Sobre a cachoeira que visitamos, eu fiz um filmezinho sim (principalmente para gravar o barulho da água, que era ensurdecedor e assustador!). Mas foi muito fiasquento, eu fiquei dando gritinhos (meio histéricos, porque eu TAVA com medo, hehehe), entao vai ficar só no meu computador mesmo 🙂 Um dia se vocês tiverem passeando por Aachen, prometo que mostro. Mas na internet, naaaaaaaaaaaao 😀

    1. Mauoscar says

      Pois é.. O nome da fábrica, da cidade e quase tudo na verdade por lá vem do sobrenome do fundador Milton S. Hershey. Foi uma experiencia super bacana Angie 😀
      Ps: Quando passar por aachen vou querer ver o video rsrs 😀
      Bjao e um ótimo final de semana

  5. Karol Nascimento says

    Eu só tenho 3 coisas a dizer: Eu quero, eu quero, eu quero!!! Nossa!! Que legal!! Quero ir ai tb!! Oscar, adoro teu blog! Não passo aqui com a frequência que gostaria, mas sempre que venho, tenho uma bela surpresa! Parabéns!! Ah e a mudança no layout ficou muito boa. Aliás, hj eu tb andei mudando o meu. Bj

    1. Mauoscar says

      Obrigado pela visita Karol 😀

      Então se voces quiserem aparecer por essas bandas uma hora dessas, terei o prazer de levar vocês para conhecerem a região.
      Btw: Temos que trocar nossos telefones/skype para a gente se falar uma hora dessas.

      Bjks

  6. […] Mundo do Chocolate no Hershey’s Chocolate World […]

  7. […] Com quase 10 m2 de área construída e quase 4 metros de altura a casa de chocolates e doces do Natal 2010 é uma das grandes atrações deste fim de ano para quem visita o Chocolate World da Hershey’s. […]

  8. Ivan says

    Boa Tarde,

    Estou planejando uma visita ao mundo de Chocolate da Hersheys porém tenho uma duvida que talvez possa ser esclarecida por vocês :
    Estarei indo de New York até a Harrisburg Tratin Station através de um trem da Amtrak que parte da Penn Station/NY.
    Ao chegar em Harrisburg Tratin Station, existe algum serviço de transporte da estação até a Mundo de Chocolates ? Taxi ? Onibus ? Tem alguma idéia de preço ? Horários ?

    Obrigado e parabens pelo Blog.

    Ivan

    1. MauOscar says

      Ivan

      A Melhor opção é certamente alugar um carro com GPS e ir por conta própria (Quem sabe ate mesmo saindo de NY o preço do aluguel do carro se a viagem for para 3-4 pessoas pode ficar mais barato).. Taxi nos EUA é caro e você ainda tem que dar gorjeta sobre o valor da corrida. Até onde eu saiba não existe um ônibus ligando a estação de Harrisburg ate Hershey.. De toda forma a distancia entre Harrisburg e Hershey é de cerca de 15-20 minutos de carro..

      Abraço

  9. […] MUNDO DO CHOCOLATE NO HERSHEY’S CHOCOLATE WORLD […]

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