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Museu Aeroespacial Smithsonian em Washington

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Um museu único no gênero no mundo é assim que poderíamos definir o Museu Aeroespacial Smithsonian de Washington, DC. Um museu de aviação que desde infância despertava minha curiosidade, principalmente depois que apareceu no filme uma Noite no Museu 2.

Entrada do Air and Space Museum no National Mall em Washington

O filme em si é meio bobinho, mas ainda sim acho que vale a pena assistir. Até porque ele consegue aguçar a curiosidade do espectador em um dia conhecer pessoalmente um pouco deste enorme acervo que os museus Smithsonian de Washington tem a oferecer. Confesso que depois que assisti ao filme quando ainda morávamos em Cingapura, minha vontade de conhecer o complexo dos museus de Washington aumentou consideravelmente. Embora muitas coisas mostradas no filme não correspondam muito com a realidade.

Aeronaves Comerciais antigas

Coincidência ou Casualidade?!?! O segundo filme da série protagonizada por Ben Stiller, os dois museus que mais aparecem foram justamente os dois museus que visitamos em nossa última passagem por Washington.

Aeronave da antiga TWA

Bem mas vamos ao que interessa!! O Museu Aeroespacial do Instituto Smithsonian mantém a maior coleção de aeronaves, foguetes e naves espaciais históricas do mundo. Além disso, é ainda um importante centro de pesquisa de história, ciências e tecnologia da aviação e da aviação espacial, bem como das ciências biológicas e planetárias.

Museu Aeroespacial de Washington DC no National Mall

Um museu que conta atualmente com um acervo com cerca de 50.000 artefatos que variam bastante em tamanho. Artefatos estes que vão desde foguetes e misseis balísticos intercontinentais, passando por, aviões, planadores, capacetes e roupas espaciais desenvolvidas pela NASA para os Astronautas norte-americanos até os primeiros chips e micro chips de informática.

Vestimenta astronauta norte – americano

O museu na verdade tem duas unidades abertas ao público. Assim como todos os outros museus Smithsonian a entrada é gratuita. Nesta visita à Washington, DC. nós visitamos o National Air and Space Museum on the National Mall.

Fernanda e parte do cockpit de um 747-400

Inaugurado em Julho de 1976, ele conta com diversos ícones da história da aviação, ciências aeronáuticas bem como da conquista do espaço.  Entre os diversos objetos lá expostos encontra-se o , Wright Flyer, o avião original dos Irmãos Wright que é considerado (pelos americanos) ser o primeiro avião do mundo. O módulo de comando da Apollo 11 e uma amostra de rocha lunar a qual os visitantes possam tocar. Desde sua inauguração, ele se tornou um dos museus mais visitado do mundo, atraindo em média mais de nove milhões de pessoas por ano.

Capsula da Apollo

Por falta de espaço para demosntrar seu acervo, uma outra sede para o museu aeroespacial smithsonian, chamado de Steven F. Udvar-Hazy Center foi construída.  Localizado em Chantilly na Virgínia, a cerca de 35 Km do centro de Washington, ao lado do Aeroporto de Dulles (IAD).  Inaugurado em Dezembro de 2003, é como se fosse um hangar aberto que permite a exibição de artefatos maiores que entre suas estrelas estão um Lockheed Blackbird SR-71, um Concorde da Airfrance, o Boeing B-29 Superfortress Enola Gay que jogou a bomba “’Little Boy” sobre Hiroshima, e até mesmo o ônibus espacial Enterprise. Este infelizmente não tivemos a chance de conhecer desta vez. Mas ainda visitaremos lá. (Veja o Post aqui)

Steven F. Udvar-Hazy Center Copyright: Smithsonian Institution

Com estas duas instalações e seu impressionante acervo. Visitar esse lugar é uma verdadeira viagem no tempo através das principais inovações tecnológicas, que transformaram o mundo e fizeram dos EUA, um dos maiores impérios que a humanidade já viu em toda sua história.

Propulsor programa espacial americano

A história da coleção aeronáutica Smithsonian começou em 1876 quando um grupo de pipas chinesas foi adquirida da comissão imperial aeronáutica chinesa pela Fundação Smithsonian. Estes artefatos foram inicialmente exibidos no museu Smithsonian de Artes e Indústria. Localizado nas proximidades do atual Museu Aeroespecial no National Mall. O qual hoje encontra-se fechado.

Avião vermelho usado por Amelia Earhart

Porém seu acervo cresceu mesmo a partir da Segunda Guerra Mundial, o que levou o presidente Harry S. Truman a assinar em 1946 a Public Law 722, a qual instituiu o Smithsonian’s National Air Museum para documentar a evolução da aviação militar e civil, coletando, preservando e exibindo equipamentos aeronáuticos, e ainda fornecendo material didático para posteriores estudos em aviação.

Capsula Apollo

Já em 1966, o então presidente Lyndon B. Johnson assinou a Public Law 89-509, que mudou o nome do museu de National Air Museum para National Air and Space Museum visando contemplar além do pujante setor de aviação  aeroespacial, que vivia um de seus grandes momentos na história com a guerra fria e a corrida espacial.

Interior de uma das Capsulas do programa Apollo

A partir de então a coleção do museu passou a incluir mísseis e foguetes, alguns dos quais foram exibidos ao ar livre perto do Museu de Artes e Indústrias. Porém a lei assinada por Johnson também autorizou a construção de um novo edifício para o museu aeroespacial ali no National Mall.

Desde que foi inaugurada, esta sede do National Air Space Museum no National Mall acabou se tornando pequena para a dimensão que o acervo foi tomando durante o tempo. Graças a este enorme crescimento do acervo aproximadamente apenas dez por cento da coleção de aeronaves e artefatos do programa espacial americano podiam ser expostos ao público.

Com outros cerca de dez por cento do acervo a título de empréstimo, era necessário um espaço suficientemente grande para manter armazenada o restante da coleção. Foi aí em 1980 foi decidido a criação da segunda sede do museu Aeroespacial Smithsonian em Chantilly na Virgínia.

Uma segunda unidade que invariavelmente teria que estar localizada na região de Washington e localizado perto de um aeroporto importante que permitisse que alguns artefatos de grande tamanho pudessem ser expostos sem maiores dificuldades. O que levou a construção do Steven F. Udvar-Hazy Center o maior projeto de construção da história do Smithsonian.

Copyright: Smithsonian Institution

Assim que chegamos ao Museu no National Mall visitamos a primeira das 14 exposições do andar térreo. Na verdade o grande Hall de entrada do Museu apresenta uma exposição intitulada de Milestones of flight, uma impressionante coleção de aeronaves históricas e espaciais que representam conquistas épicas na aviação e vôos espaciais. O lugar de honra no centro da galeria está reservado para o  Wright Flyer de 1903, que está temporariamente emprestada da exposição em uma galeria totalmente dedicada aos irmãos Wright no andar de cima.

Entre algumas aeronaves ali expostas está o Spirit of St. Louis, que pilotado por Charles Lindbergh atravessou o Atlântico no que podemos considerar o primeiro vôo intercontinental da humanidade. Bem como o primeiro jato americano, o Airacomet Bell XP-59A, além do Bell X-1, o primeiro avião a romper a barreira mítica do “som”. E o avião mais rápido que o homem já produziu até hoje, o North American X-15.

Além disso alguns triunfos do programa espacial norte americano estão também ali representados como a cápsula Mercury Friendship 7 pilotado por John Glenn, o comando Columbia da missão Apollo 11, a primeira missão lunar com desembarque bem sucedida. Onde  os visitantes podem até tocar uma rocha lunar ridícula de minúscula ali. Mas como além de infâme em seu tamanho a fila estava enorme, então ficou para outra vez.

Dali seguimos para a exposição chamada Space Race , que retrata bem o período após a segunda guerra mundial e a guerra fria.

Esta galeria fala sobre a rivalidade entre os EUA a União Soviética e as suas consequências para a humanidade desde as origens militares da corrida espacial por meio da corrida para a Lua. Até o desenvolvimento de satélites de reconhecimento e georeferenciamento. Bem como empreendimentos cooperativos entre os dois antigos rivais e seus esforços para manter a presença de um ser humano no espaço.

Ali podemos ver entre outras coisas o Apollo-Soyuz Test Project, que em Julho de 1975 duas espaço naves tripuladas foram lançados na órbita da Terra, a Soviética do Cazaquistão e a Americana da Flórida. O encontro  das duas missões em órbita foi fruto de um acordo histórico em meio a guerra fria 1972 entre a União Soviética e os Estados Unidos para participar de uma joint venture no espaço.

Assim como uma réplica em tamanho real do Telescópio Espacial Hubble. Lançado pela NASA em 24 de Abril de 1990, a bordo do onibus espacial Discovery. Desde que foi lançado no espaço já recebeu três visitas espaciais da NASA para a manutenção e para a substituição de equipamentos obsoletos ou inoperantes. Essa réplica única no mundo foi utilizada como piloto de uma variedade de testes, na concepção do Hubble. Antes da primeira missão de manutenção no final de 1993, o grupo simulava algumas das tarefas a serem executadas no espaço usando o protótipo de ensaio em exibição no Museu. Desde então, ele é mantido como uma réplica fiel ao Telescópio Espacial Hubble.

Essa talvez seja uma das partes legais desse museu (Na verdade é difícil escolher a melhor). Entre vários objetos em destaque, existe também uma ampla abordagem sobre os misséis balísticos e toda sua evolução desde as Bombas V-1 e V-2 alemã aos mais modernos mísseis teleguiados como o Tomahawk usados pelos USA nas guerras do Iraque e Afeganistão.

Uma coisa interessante nesta história é que hoje os EUA e a Ex- URSS levam os louros em ter essa tecnologia, mas as vezes muitos esquecem que em 1944 Werner Von Braun, inventor dos misseis V1 e V2, foi detido pelos nazistas por supostamente ter declarado que ele não havia projetado o V2 para o uso militar, mas sim para futuras viagens espaciais. Tendo dito ou não, Von Braun estava certo, e o V2 deixou sua influência permanente no desenvolvimento dos futuros foguetes que seriam usados na exploração espacial no caso americana e soviética.

Com a derrota da Alemanha na Segunda Guerra Mundial, os EUA e a URSS capturaram a maioria dos engenheiros que trabalharam no desenvolvimento da V2 (na Operação Paperclip). Particularmente importante para os EUA foi a captura de Wernher Von Braun, um dos principais projetistas alemães, que participou ativamente do programa de mísseis balísticos dos EUA e depois dos primeiros passos do programa espacial estadunidense.

Os alemães fizeram diversos projetos e tentativas para dotar a V2 de múltiplos estágios e capacidade para vôos transatlânticos. Diversos testes com foguetes de combustível sólido e múltiplos estágios haviam sido feitos. Quando a Alemanha caiu em 1945, toda esta tecnologia, desenvolvida ao longo de uma década ao custo de milhões de marcos, estava pronta para ser usada pelos aliados vitoriosos. E desta época que surgiu um dos primeiros acelerometros do mundo, que era capaz de corrigir a rota dos mísseis em pleno vôo.

Além destes misseis ali expostos podemos conhecer e inclusive entrar dentro do Skylab, o maior componente de uma estação espacial que não foi utilizada no espaço, pois o programa Skylab foi cancelado pois o esforço passou a se concentrar no desenvolvimento dos onibus espaciais (Space Shuttle).

Depois desta parte visitamos outra exposição sobre o espaço chamada Moving Beyond Earth, uma exposição envolvente que coloca você literalmente “em órbita onde entramos em uma estação espacial para explorar possibilidades de vôos espaciais recentes e futuros. Uma visão diferente do nosso Planeta Terra com direito a uma visita virtual ao redor da Estação Espacial Internacional que esta atualmente em construção.

Na sequência visitamos a exposição Lunar Exploration Vehicles que trata dos Veículos de exploração Lunar. Esta galeria exibe uma enorme variedade de veículos utilizados para a exploração lunar. Com um módulo lunar real, o segundo construído para o programa Apollo.

Passamos pelas exposições Looking te Universe e Looking at Earth sobre o Universo e sobre a Terra respectivamente, está ultima com exposição de inúmeras imagens aéreas e de satélite. Algumas são históricas, outras para fins científicos, militar, civil ou outras aplicações. Tudo isso permite-nos analisar nosso planeta a partir de perspectivas desconhecidas.E hoje graças a estas inovações podemos por exemplo ver nosso planeta em casa através da Internet via Google Earth.

Para dizer a verdade me fez lembrar as disciplinas de Fotogrametria, Sensoriamento Remoto, e Sistemas de Informações Geográficas. Entre os destaques desta exposição temos um Havilland DH-4, da I Guerra Mundial, uma das primeiras aeronaves utilizadas para a observação e fotografia aérea. Bem como várias gerações de satélites meteorológicos. Terminando assim a parte espacial do andar térreo do Museu.

Passamos então a explorar a aviação, desde seus primórdios, a primeira das exposições que visitamos chamada de How Things Fly leva o visitante a entender um pouco melhor como um objeto mais pesado que o ar consegue se sustentar sem cair, abordando ainda questões aerodinâmicas entre outras coisas. Um dos destaques desta galeria é a fuselagem de um Boeing 757 retirado de um avião na porção logo atrás das asas que que mostra como é a parte que não enxergamos em um avião comercial.

Na sequência ficava a galeria Early Flight, que contempla a primeira década do século XX, retratando uma exposição de aviação desse período: a fictícia Exposição Aeronáutica Smithsonian de 1913. Onde diversos protótipos daquela época estão expostos, muitos deles feitos de tecido, a exposição tenta mostrar a tecnologia de ponta da época.

 Entre seus destaques está o raro para pente Lilienthal de 1894, juntamente com o Aeródromo # 5 de Samuel P. Langley ‘s e Quarter-Scale Aerodrome, os primeiros protótipos motorizados e não tripulados que voaram com sucesso em 1896 e 1903. Que ainda apresenta o primeiro avião com fins militar do mundo o Wright Flyer 1909.

Acompanhando a evolução da ciências aeronáuticas visitamos a exposição Jet Aviation, que desde suas origens na Alemanha e na Grã-Bretanha às vésperas da II Guerra Mundial, transformaram a aviação comercial e militar, através das turbinas. Elas fizeram possível os aviões voarem mais longe. Entre suas estrelas, a Cabine de um Boeing 747-400 um dos  marcos da era do jato.

 

Um alemão Messerschmitt Me 262, o primeiro jato operacional do mundo amplamente usado para fins militares pela Alemanha nazista e o Lockheed XP-80, o protótipo usado na concepção  do primeiro caça a jato operacional dos EUA, o McDonnell Phantom FH-1, primeiro caça a jato usado pela Marinha e Corpo de Fuzileiros Navais, que obviamente também esta em exposição.

As décadas de 1920 e 30 entre as duas guerras mundiais é conhecida como a Idade de ouro da Aviação e é abordada na exposição Golden Age of Flight, onde corridas aéreas e vôos ousados dominavam o noticiário. Foi justamente a época em que aviões bimotores de madeira e tecido evoluíram para mono-motores de metal. Foi também o período que os serviços militares literalmente abraçaram o poder aéreo.

Esta exposição conta com diversos aviões usados para corridas, que estabeleceram recordes em viagens de negócios e exploração. Entre eles o Northrop Gamma 2B Polar Star, que foi a primeira aeronave a atravessar a Antárctica. E que ao invés de pneus tem esquis para pousos e decolagens.

Após esta exposição visitamos outra mostra bem interessante chamada America by Air , que aborda exatamente o descobrimento dos EUA através da Aviação, algo que nos primeiros anos do século 20 era algo totalmente novo e ousado. Em que viajar de avião era algo raro e absurdamente caro. Onde quase não existiam companhias aéreas, aeroportos, rotas aéreas. Mas também foi algo que mudou completamente até o final do século passado, atualmente você pode viajar para qualquer lugar nos Estados Unidos por via aérea em questão de horas.

Esta certo que viajar de avião ficou mais acessível para nós relis mortais, mas eu ainda continuo achando absurdamente caro viajar de avião nesse país comparado com Cingapura. Além disso a questão de conforto e todo o glamour que existia em torno de uma viagem aérea conseguiu se transformar em um verdadeiro pesadelo principalmente depois do 11 de Setembro.

Por falar em 11 de Setembro a mostra também aborda um pouco a questão do controle do tráfego aéreo dos EUA e uma animação mostra como foi este fatídico dia para a história deste país em que pela primeira vez na história fechou seu espaço aéreo. Dá para imaginar o caos, fazer mais de 6000 voos serem colocados no chão em questão de poucas horas? Em 11 de Setembro isso aconteceu..

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A mostra ainda aborda como o governo federal tem moldado a indústria e o setor aéreo, como as melhorias na tecnologia  revolucionaram o transporte aéreo, e como a experiência do vôo foi alterada (para pior). Os destaques da mostra incluem aviões como um Vintage Curtiss Jenny; Ford 5 AT Tri-Motor, Boeing 247 e DC-3, um simulação de cockpit de um Airbus A320, e um nariz de um Boeing 747, que os visitantes podem entrar.

Interessante também observar que a mostra aborda que no inicio da aviação comercial para uma mulher ser comissária de bordo, ela tinha que preencher diversos requisitos com relação ao Biótipo e Beleza, até postura e sorriso eram avaliados. Hoje em dia, principalmente nas companhias aéreas americanas, tem cada brucutu!!!

Finalizando a última mostra do andar térreo visitamos a Military Unmanned Aerial Vehicles, que mostra a evolução das aeronaves militares não tripuladas dos EUA. Eles começaram a experimentar aviões não tripulados ainda na Primeira Guerra Mundial I. Na segunda guerra mundial, as aeronaves não tripuladas podiam ser controlados por sinais de rádio, geralmente a partir de outra aeronave. Já os veículos que poderiam retornar de uma missão e ser reutilizados surgiram no final dos anos 1950.

Hoje, veículos aéreos não tripulados (UAVs) realizar uma ampla gama de missões e são utilizados por todos os ramos das forças armadas, principalmente em missões de reconhecimento.

A exposição apresenta seis modernos UAVs militares, que representam uma variedade de missões e tecnologias. Eles variam de veículos de grande porte que podem portar armas ofensivas até um sistema em miniatura, cujos componentes são tão leves e compactos que podem ser transportados em uma mochila de um Marine.

Antes de conhecer o piso superior do museu aproveitamos para brincar em um simulador de vôo, infelizmente não é gratuito, mas como não se paga ingresso para entrar e 8 USD nem é tão caro assim. Brincamos por cerca de 3 minutos em simuladores de missões de combate que permitiam controlar a ação e literalmente ficar de cabeça para baixo e rodar 360 graus. Em um combate ar-ar em um F-4 Phantom II.

Por falar em combate a primeira galeria do andar superior que visitamos ou melhor embarcamos a bordo foi a Sea-Air Operations um verdadeira réplica de um porta-avião fictício, chamado de USS Smithsonian. Em que as estruturas e os equipamentos são de porta-aviões reais.

É bem interessante visitar e conhecer como seria um porta-avião nuclear por dentro. Visitar a sala de comando, a torre de controle de voo entre outros. Além disso obviamente não poderia faltar diversas aeronaves utilizadas em porta-aviões dos EUA e até mesmo de outras nações.

Falando em outras nações a próxima exposição que visitamos chamada de World War II tem diversas aeronaves dos países aliados quanto dos países do Eixo. Parte da história da II Guerra Mundial é contada nesta galeria, que este se concentra em aviação de caça em terra firme. Os aviões de combate em exposição são: um britânico Supermarine Spitfire, Messerschmitt Bf 109 alemão, Macchi C.202 Folgore italiano, P-51 Mustang americano e Mitsubishi A6M Zero Japonês.

Na exposição também há vários motores, bombas, armamento, munição, uniformes de serviço de vários países, e recordações pessoais de soldados que viveram o conflito. Na outra sede do Museu em Chantilly na Virgínia é possível conhecer o Enola Gay que despejou a Bomba Little Boy sobre Hiroshima.

Foto Enola Gay by aafradio.org

Na Sala ao lado está a exposição Legend, Memory and the Great War in the Air, que remete ao tempo da I Guerra mundial, tempo em que os aviões começavam a ser utilizados para fins militares. Onde as aeronaves passaram a assumir muitos novos papéis durante a guerra, entre eles o de reconhecimento do campo de batalha para o bombardeio estratégico. A galeria apresenta vários aviões raros: Como os Alemães Pfalz D. XII, Albatros D. Va, e os combatentes Fokker D. VII, um Sopwith Snipe 7F.1 britânico e um avião de combate SPAD XIII e Voisin bombardeiro VIII francês.

Para finalizar a visita no que se refere às ciências aeronáuticas nada melhor que visitar a galeria que conta como tudo começou The Wright Brothers & The Invention of the Aerial Age. Onde entre outras aeronaves, replicas e protótipos se encontram os aviões dos irmãos Wright. A primeira parte desta exposição conta a história de como Wilbur e Orville Wright inventaram o avião, quem eram, como eles trabalhavam, e que eles conseguiram. A segunda parte mostra como a sua realização monumental afetou o mundo na década que se seguiu. A exposição inclui diversas fotografias históricas e artefatos, juntamente com instrumentos e itens pessoais associados ao Wrights. E que atribuem a eles a invenção do avião. Em uma pequena nota no mural sobre a evolução da aviação em seus primórdios que cheguei a notar o nome de Santos Dumont.

Afinal de contas todos nós já ouviram falar em Santos Dumont, de fato dependendo a perspectiva em que analizamos a história podemos fazer dele o “pai da aviação” pois foi o primeiro a conseguir fazer e controlar um dirigível em 1902, conseguindo dar a volta na torre Eiffel em Paris. Porém o famoso 14 Bis voou apenas em 1906, já o Wright Flyer voou (secretamente), mesmo que sem controle, em 1903. Levando toda a fama de ser o primeiro avião do mundo, coisa que aqui nos EUA eles acham ter sido a primeira máquina voadora guiada da história.

Enfim um livro super interessante de se ler é o Asas da Loucura de Paul Hoffman que conta um pouco da Biografia de Santos Dummont. Mas deixando de lado a discussão sobre quem foi o verdadeiro inventor da aviação seguimos no Museu Aeroespacial Smithsonian de Washington.

As últimas 4 exposições são basicamente voltadas para compreensão do universo e dos planetas do sistema solar. Mas sem sombra de dúvidas a mais interessante de todas elas é a Apollo to the Moon, que conta a história das missões Apollo, parte do programa espacial americano que visava fazer o homem chegar na Lua.

Quando o então presidente Kennedy se comprometeu 1961 em a enviar o homem para a Lua, os EUA tinha enviado apenas um único astronauta para o espaço brevemente. Mas na época do encerramento do programa Apollo, através dos esforços de mais de meio milhão de pessoas, os maiores e mais potentes foguetes foram construídos, milhares de inovações técnicas  foram criadas para que o homem conseguisse chegar lá.

Ainda demos uma passadinha em uma loja do museu, com  diversos souvenirs sobre temas relacionados com a temática do museu, o museu estava bem cheio também, mas conseguimos aproveitar bastante, seria legal ler tudo tintin por tintin, mas para isso precisaria pelo menos uma semana só neste museu.

Assim terminamos nossa visita a um dos mais fascinantes museus de tecnologia do mundo, mas ainda ficou faltando conhecer a outra sede com outros vários objetos de importância histórica para toda a humanidade.

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Explorando a Capital dos EUA, Washington DC

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Veja Também:

Site Museu Aeroespacial Smithsonian de Washington (Em Ingles)

Endereços:

National Mall Building

Independence Ave at 6th Street, SW
Washington, DC 20560
 

Steven F. Udvar-Hazy Center

14390 Air and Space Museum Parkway
Chantilly, Virginia 20151

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No Comments
  1. Fer says

    Sabe o que eu mais gostei do passeio? A simulacao de voo… saudades

  2. Mauoscar em Dela Where??? says

    Foi super divertido mesmo!!!! rsrs

  3. Raul says

    nossa, muito legal mesmo o post, pena só que parece que o museu simplesmente apagou da história o brasileiro Santos Dumont, mas enfim, coisas de americanos!
    No mais, a exposição parece ser muito muito interessante. Esse é um museu que ainda irei visitar!
    Abraço

    1. Mauoscar em Dela Where??? says

      Raul o Santos Dumont realmente foi um grande inventor uma pena ele nao ser nem lembrado aqui. A verdade e que ele aparentemente não foi o primeiro a voar com um avião, mas foi o primeiro que conseguiu controlar um voo. Alem disso ele fazia isso tudo por paixão os irmãos wright já eram bem mercenários

  4. Jenny says

    Oi filhos!
    Muito interessante este post, ver in loco todo este acervo. Os irmaos Wright tem documentado em fotos o primeiro voo? Existe esta comprovacao?Esta e uma duvida que tenho pois foi motivo de um debate com os elderes americanos.
    E muita informacao interessante e voces fazem muito bem em conhecer e compartilhar com todos.
    Beijos de saudades.

  5. Mauoscar says

    Então, para os americanos os irmãos Wright foram os primeiros a voar com um avião o santos Dumont para eles voou primeiro em um dirigivel. Algumas pessoas contestam dizendo que os irmãos wright nao tinham o controle de voo que o Santos Dummont tinha.. enfim essa vai ser uma polemica que todo mundo tem razao e ninguem vai querer ceder o “titulo”de pai de aviação.

  6. Moises says

    Um coisa fica muito clara. Os Wrights não voaram em 1903, a evidência é a carta enviada ao Capitão Ferber pedindo o desenho do 14Bis em detalhes. Eles viram no jornal New York Gerald em 1906 a notícia e fotos de Dumont voando sem catapulta. Um avião com trem de pouso e decolava com ventos fracos, ao contrário de Flyer que planava apenas catapultado e com ventos fortes. O pedido do desenho em detalhes do 14Bis mostra claramente o que eles queriam com os dados da aeronave: estudar como decolar por meios próprios. Ou seja, espionagem da grossa. Além disso a carta deixa claro que nunca voaram, a euforia dos Wrights era por a mão no projeto do 14Bis. O ser humano tem uma caracteristica. Quer ser o primeiro em tudo. Como eles voaram primeiro e ficar passivo diante da noticia que outra pessoa voou primeiro. De cara ele diriam isso a Ferber, não deixaria a gloria pra outra pessoa. Voaram primeiro? Provaram isso com uma foto? Depois de terem voado precisariam estudar outra maquina que fazia o mesmo que eles já tinha feito? Essa estória é identica a da luz eletrica. Os EUA grita para o mundo que quem inventou a lampada foi Thomas Edson (patente de 1880) mas na verdade quem inventou a lampada de filamento de carbono foi o inglês Joseph Swan (patente de 1978). Americano adora se fazer de superior.

  7. Moises says

    Vejam como tentam esconder a verdade. Em vários sites de língua inglesa a carta dos Wrights endereçada ao Capitão Ferber pedindo o desenho do 14Bis em detalhes têm seus trechos suprimidos. Ou seja, os trechos onde constam os Wrights pedindo o desenho do 14Bis foi retirado. Porque? Qual a razão para se ocultar essas palavras. Simples, para esconder que os Wrights não voaram até 1908. A estória do vôo de 1903 é uma fábula, eles apenas planavam após serem catapultados sob fortes ventos. Em 1904 Ohio por dois dias tentaram voar, mas não conseguiam. A razão? Não ventou forte naquelas ocasiões. No diário os Wrights confirmam: Não voamos porque não há vento. Em 2003 uma replica turbinado do Flyer I provou que sem vento o planador dos Wrights jamais conseguia voar. Um das principais testemunhas dos Wrights desmentiu que eles voaram em 1903, Alpheus Drinkwater afirmou em 17 de dezembro de 1951 ao New York Times que os Wrights não voou apenas planou. Se fosse um brasileiro os americanos o acusariam de nacionalista cego, mas foi um americano que presenciou a trajetória dos Wrights. Porque mentira? A troco de que? Santos Dumont voou autopropelido diante de dezenas de pessoas, reporteres, filmadora e uma junta ciêntifica. Além disso provou para a humanidade que é um grande inventor. Suas invenções: O avião, a porta de correr, o hangar, o controle quente/frio do chuveiro, o relógio de pulso (os suícos alegam que foram eles, mas nunca vi a prova) e o conversor marciano. Este conversor marciano era uma mochila com um motor e hélice destinado a gerar propulsão e ajudar os esquiadores a subir as aclives das montanhas sem muito esforço,vencendo a força da gravidade. O escritor H.G.Wells apelidou o invento de “Conversor Marciano” e explicou a Dumont que em seu livro era com um equipamento similar que os marcianos venciam a força da gravidade para locomover-se. Digam-me e os Wrights quantas coisas inventaram? Inventaram o avião? Tá bom, se eles inventaram o avião eu sou Madre Tereza de Calcutá.

    1. Mauoscar says

      Moises!!!

      Eu também concordo que Santos Dumont é de fato o pai da aviação.. Mas enfim os EUA jamais reconheceram isso!!

      1. Pedro Victor Dellamare says

        Os irmãos Wright foram os primeiros a fazer “um avião voar”. Isso ocorreu em 1903. Como não possuía motor, foi “catapultado” e realizou seu primeiro vôo assim, mostrando a eficiência aerodinâmica das asas e o efeito da sustentação. Já Santos Dumont voou 3 anos mais tarde e seu avião possuía motor, ou seja, não precisava ser catapultado. Assim, o primeiro vôo, queiramos ou não, realmente foi dos irmãos Wright.
        Graças a isso, os EUA se transformaram no maior fabricante de aviões do mundo. Se realmente fosse um evento nosso, a indústria aeronáutica brasileira é que deveria ser referência no mundo. Ou fomos tão incompetentes a ponto de “inventar o avião” e deixar os ganhos dessa invenção para outro país? Prefiro considerar que nós contribuímos com a história e com a evolução das aeronaves.

        1. moisés says

          Pedro Victor Dellamare que pensamento torto meu filho…se os Wright voou catapultado e realizou com eficiência aerodinâmica das asas e o efeito da sustentação vc não está falando de võo e sem de planagem. Era isso que o Flyer era um planador. Asa delta tambem se sustenta no ar, mas não é voo…é planagem.

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  9. […] nossa primeira visita ao Museu Aeroespacial Smithsonian no National Mall de Washington, bem pertinho do capitólio americano em Junho de 2010. Ensaiamos conhecer a outra sede do museu, […]

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  13. Ricardo Amoedo says

    Prezado Mauoscar, de NY (Central Park) para o Museu Aeroespacial Smithsonian no National Mall de Washington é muito longe? Tem ônibus de turismo que faça esse passeio, ou, só mesmo de carro? Se apenas de carro, é muito complicado chegar lá? Nessa qualidade de Museu aeroespacial existe algum mais perto de NY, que possamos ver os principais aviões de guerra F 14,15, etc, black bird? Obrigado.

    1. Oscar Risch - MauOscar Blog de Viagens says

      Ricardo em Nova York o museu que mais perto chega do Airspace Museum do Smithsonian é o Intrepid Museum
      Para ir de Nova York para Washington DC, você pode ir de carro, trem (Amtrak) ou ônibus a viagem dura de 4-5 horas cada trecho.. Não recomendo fazer como um passeio de bate e volta.. o ideal é ficar pelo menos 1 noite na capital dos EUA para explorar os inúmeros museus e monumentos existentes na cidade.. A viagem de trem é bem tranqüila você sai da NY Penn Station na 34 St e chega na Union Station quase ao lado do capitólio em Washington DC

      Abraço

      1. Ricardo Amoedo says

        Ok Oscar, entendi. Mas, infelizmente para mim não tem jeito. Estarei um NY e preciso conhecer esse museu em WDC. Sou louco por aviação, é show! Esse trêm saindo de NY Penn Station na 34 St é muito caro? Quanto tempo de viagem até a estação mais próxima? Abraço.

        1. Oscar Risch - MauOscar Blog de Viagens says

          Para você fazer as simulações com as suas datas disponíveis entre diretamente no site das empresas site da Amtrak
          Se quiser ir de ônibus as empresas são a Greyhound e Megabus

          1. Ricardo Amoedo says

            Oscar, conseguir uma passagem bacana e estou indo de Boston para WDC apenas para conhecer esse museu que é show. Descendo no aeroporto de Washington DC area (WAS) o museu fica próximo? Qual o próximo passo lá? Abraço.

          2. Oscar Risch - MauOscar Blog de Viagens says

            Ricardo

            Washington DC é servida por 3 diferentes aeroportos.. O mais próximo do centro e consequentemente do museu na National Mall é o DCA (Washinngton National Airport) uma espécie de Congonhas de DC..
            Depois existe o IAD (Dulles Airport) o aeroporto internacional ‘oficial” de DC uma espécie de Guarulhos de DC… Este fica bem perto do Udvar Hazy Center onde estão localizados os maiores itens da coleção do Museu Aeroespacial Smithsonian
            o terceiro aeroporto que serve DC é o BWI (Baltimore-Washington International Airport) este seria uma espécie de Viracopos visto que está mais para os lados de Baltimore que de DC propriamente dita..

            Em todos eles basta você pegar transporte público até o centro de DC e caminhar até o museu

            Abraço

  14. Sylvio says

    Amigos Viajantes

    Uma pequena contribuição: o “avião vermelho” da foto, foi utilizado por Amelia Earhart no primeiro vôo de uma mulher sozinha sobre o oceano Atlântico

    Abraços e bons ventos!

    1. Oscar Risch - MauOscar Blog de Viagens says

      Sylvio

      Obrigado pelo toque

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