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Museu de Civilizações da Ásia – O Imperador Kangxi

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Durante a semana o Mau ganhou um par de ingressos para irmos visitar na sexta feira o Asian Civilizations Museum, o qual esta com uma exposição ate dia 14 de Junho sobre o Imperador Kangxi  e os tesouros da Cidade Proibida que reinou na china de 1662 ate 1772, inclusive sendo acompanhado pela curadora da exposição.

Asian Civilizations Museum

O Tour estava marcado para começar as 18:30, peguei o MRT ate o City Hall e cheguei ao museu logo depois 18:00, mas infelizmente o Mau acabou ficando preso no transito e chegamos atrasados ao inicio da visita, nesse meio tempo, vi os carros de todos os embaixadores dos países Europeus e da ASEAN em Singapura e alguns outros países que estavam indo ao museu em uma outra ala para a inauguração de uma cooperação entre a União Europeia e a ASEAN em âmbito educacional e cultural.

Aproveitei o tempo para tirar algumas fotos do Singapore River, dos prédios do Centro Financeiro, entre eles do predio do HSBC alem disso algumas fotos do distrito histórico onde se encontra o museu de Civilizacoes da Ásia, a estátua do Sir Thomas Raffles, o Parlamento e o Victoria Theatre.

HSBC

Raffles

Victoria Theatre

City Hall

Cingapura

Umas das coisas legais ao longo do Singapore River sao as estautas retratando como eram as coisas no tempo que a ilha estava sobre dominio britanico, retratando principalmente os mercadores  e outras cenas cotidianas da epoca.

Singapore River I

Singapore River II

Singapore River III

Singapore River IV

Começamos a visita depois da 19:00, mas mesmo assim podemos aprender bastante coisa sobre o Imperador Kangxi e a dinastia Qing.

Bridge Singapore River

KangxiEle foi o terceiro imperador da Dinastia Qing  e o segundo  imperador Qing que governou a China propriamente dita, a partir de 1661 a 1722. Seu reinado de 61 anos faz dele o imperador chinês com o mais longo reinado na história, e um dos mais longos do mundo.

Atualmente Kangxi, considerado um dos maiores imperadores da China, foi uma figura crucial na história chinesa, tendo vencido três reinos feudais e formando a grande china, o Zheng Jing atualmente Taiwan, e partes da Rússia czarista, expandiu o império Qing na região noroeste. O reinado trouxe ao longo prazo riqueza  e relativa estabilidade depois de anos de guerra e caos.

Ascendeu ao trono após falecer o seu pai, o Imperador Shunzhi, de varíola à idade de 22 anos, o pequeno Xuanye subiu ao trono em 1662, com sete anos. Durante os primeiros anos do seu reinado, o exercício das funções de governo esteve em mãos de quatro regentes: Ebilun, Suksaha, Soni e Oboi. Este último era o principal dos regentes, e seria o responsável pela adoção de políticas que privilegiavam a classe dirigente manchu, afastando-se da linha de governo do falecido Imperador Shunzhi, que adotara muitos dos hábitos administrativos e culturais chineses. Durante esta época, continuariam as ações militares para consolidar o poder sobre o vasto território que estivera controlado pela dinastia Ming, cujo derrube propiciara a conquista manchu. No primeiro ano do reinado de Kangxi, o Príncipe de Gui, o último pretendente ao trono Ming, foi executado por estrangulamento, junto com o seu único filho, após ter sido entregado à corte Qing pelo rei de Birmânia, país no qual se refugiara junto aos seus seguidores. Com a execução do Príncipe de Gui, o único foco importante de resistência à nova dinastia encontrava-se na ilha de Taiwan, onde um antigo general do exército Ming, Zheng Chenggong, mais conhecido em Ocidente como Koxinga, estabelecera um sistema de governo dominado primeiro por ele e depois pelos seus filhos, que mantinha a lealdade à dinastia derrocada dos Ming.

As ambições do regente Oboi de manter, para além dos primeiros anos de reinado do novo imperador, o seu controlo sobre as instituições de governo enfrentaram-no a este, que nos princípios da sua adolescência desejava já assumir as funções de monarca. A partir de 1667, o novo imperador enfrentou-se em repetidas ocasiões a Oboi e dois anos depois o fez encarcerar sob a acusação de trinta graves delitos contra o Estado. Assim, em 1669, o Imperador Kangxi exercia já o poder absoluto.

O Imperador Kangxi favoreceria o desenvolvimento da cultura chinesa na corte de Pequim, promovendo a produção de obras de arte e mantendo o cânone neoconfuciano como matéria de estudo obrigado para os aspirantes às praças de funcionários públicos. Ao contrário do seu pai e os seus antepassados, o Imperador Kangxi, nascido e criado já na corte pequinesa, falava perfeitamente a língua chinesa, além do manchu. Desta maneira, o seu estilo de governo acentuou a adoção da cultura chinesa na corte, continuando a tendência assimilacionista que começara o seu pai, o Imperador Shunzhi, e distanciando-se assim das políticas pró-manchus dos quatro regentes.

A dissolução da antiga dinastia Ming deixara o caminho livre para a conquista da China pelos exércitos manchus. Contudo, a conquista foi possível em grande medida graças à colaboração de uma parte da classe militar chinesa do antigo regime, que via na nova dinastia o elemento de estabilidade necessário para pôr fim ao caos surgido após a queda do estado Ming.

A dependência que a corte Qing tinha destes colaboradores chineses foi especialmente importante no sul, território com características orográficas e climáticas muito diferentes das regiões originárias dos manchus. Enquanto o norte era dominado de maneira direta pelo exército manchu, a administração no sul ficou sob a direção de três grandes senhores feudais, Wu Sangui, Shang Kexi e Geng Jimao, quem, em troca de reconhecer a autoridade da corte de Pequim e ajudar a esta a acabar com os focos de resistência dos legitimistas Ming, controlavam a administração local e a arrecadação de impostos.

O Imperador Kangxi assistiu com preocupação à crescente independência dos três feudos do sul. Em 1671, Shang Kexi e Geng Jimao foram sucedidos pelos seus filhos Shang Zhixin e Geng Jingzhong, o que confirmava que estes feudos estavam-se tornando em autênticas monarquias hereditárias. O imperador tentou reafirmar a autoridade da corte, o qual motivou o confronto com os três feudos. Este confronto terminaria numa guerra aberta, a Guerra dos Três Feudos, em 1673. Em Dezembro desse ano, Wu Sangui, o mesmo que anos antes abrira às tropas manchus as portas da passagem de Shanhaiguan na Muralha da China, proclamava uma nova dinastia, à que deu o nome de “Zhou”, como recriação da idealizada dinastia Zhou da antiguidade chinesa. Shang Zhixin e Geng Jingzhong somavam-se à rebelião, que prometia a expulsão dos invasores estrangeiros e que aboliu os estilos de roupa e corte de pêlo que impuseram os manchus como símbolo de submissão dos seus novos súditos.

A Guerra dos Três Feudos pôs em graves dificuldades à corte do Imperador Kangxi, frente do apóio popular à rebelião. Contudo, a superioridade militar dos exércitos manchus acabou-se impondo. Wu Sangui faleceu em 1678, em plena guerra, e o seu neto e herdeiro Wu Shifan se suicidou em 1681, quando as tropas Qing assediavam a capital rebelde, a atual cidade de Hengyang, na província de Hunan.

Após o fim da Guerra dos Três Feudos, as tropas manchus lançaram-se ao ataque da ilha de Taiwan, onde a presença dos legitimistas Ming supunha uma ameaça permanente para o regime manchu. Ali, os descentes de Zheng Chenggong mantinham o sistema que se considerava herdeiro dos Ming. O exército do estado taiwanês dos Zheng estava, porém, muito enfraquecido pelo apóio prestado à rebelião dos três feudos. Além disso, um dos seus gerais, Shi Lang, desertara para se unir aos manchus. Em 1683, sob comando do próprio Shi Lang, as tropas manchus conquistavam primeiro as ilhas Pescadores, numa dura batalha, para depois ficar com o controlo definitivo sobre Taiwan. Pela primeira vez na sua história, a ilha de Taiwan passava a ser integrada como parte do estado chinês, como uma prefeitura da província de Fujian.

Assim, em 1683 o Imperador Kangxi acabava com todos os focos de resistência dos legitimistas Ming e consolidava a estabilidade da dinastia. Neste processo, a sua capacidade para ganhar o apóio, em diferentes momentos, de setores da sociedade chinesa, foi essencial. Apesar do receio suscitado pelas imposições de cortes de pêlo e jeitos de vestir alheios e da humilhação de ver-se dominados por um povo considerado estrangeiro, muitos chineses viram-se persuadidos pela fortaleza militar dos Qing bem como pela exaltação da cultura chinesa levada a cabo pelo Imperador Kangxi, que projetou a imagem da nova dinastia como uma autêntica dinastia chinesa.

Uma das partes mais interessantes da exposicao foi quando a curadora da exposicao comecou a falar sobre a sucessor ao trono, como o Imperador Kangxi conhecia os efeitos negativos que, ao começo do seu reinado e também do seu pai anos antes, tiveram quer a ausência de mecanismos formais de sucessão quer os amplos poderes mantidos pelos regentes durante a infância dos imperadores. Estas experiências passadas parecem ter sido a razão pela qual o Imperador nomeou o seu primeiro filho varão, Yinreng, como sucessor pouco depois do seu nascimento. Desta maneira, o Imperador dissipava qualquer dúvida sobre a sua sucessão.

Dada a sua condição de sucessor, Yinreng recebeu uma esmerada educação orientada para o seu futuro como imperador sob a supervisão direta do seu pai e sob a atenta olhada de diversos tutores, encarregados de inculcar no jovem os valores morais confucianos, bem como valores tradicionais manchus, acreditados indispensáveis para um bom governante. O jovem Yinreng recebeu assim mesmo uma elaborada instrução literária, técnica e artística. O seu trabalho como governante seria mesmo posto em prática durante o período, entre 1696 e 1697, no qual o seu pai dirigiu as operações militares contra o caudilho mongol Galdan.

Contudo, Kangxi foi advertido pelos seus assessores do caráter “caprichoso” e violento do novo sucessor, cuja vida desordenada, “alternativa” segundo a curadora da mostra  e licenciosa despertara as alarmas na corte. O Imperador, relutante em aceitar o insucesso da confiança que depositara no seu filho, tardaria muito tempo em admitir que Yinreng não era o sucessor idôneo. Finalmente, em 1708 o Imperador despojava-o da sua condição de sucessor.

 Esta decisão seria muito difícil de aceitar para o Imperador, e em 1709, Yinreng, perdoado pelo seu pai, recuperava a sua condição de sucessor, que manteria até 1712, quando, após ser acusado de tramar uma rebelião contra o seu pai para assumir o trono, seria afastado definitivamente da linha sucessória.

Desalentado pelo seu insucesso na formação do seu filho, Kangxi não foi capaz de nomear um sucessor nos anos seguintes. A questão da sucessão converteu-se numa sorte de tabu na corte e o Imperador faria retaliar aqueles assessores que advertiam da importância de nomear um sucessor.

A preocupação pela ausência de sucessor seria uma constante nos últimos anos do período Kangxi. A possibilidade de uma guerra civil pela sucessão, como ocorrera outras vezes na história da China, tornava-se cada vez mais possível.

Após a morte do Imperador Kangxi, o seu filho Yinzhen proclamou ter sido nomeado sucessor pelo seu pai no leito de morte. Este teria deixado à sua vez o nome do sucessor escrito numa urna no palácio. Em qualquer caso, o fato de somente alguns dos filhos do Imperador Kangxi estar presentes no momento da morte do Imperador levou a alguns historiadores a questionar se Yinzhen tivera sido realmente eleito como sucessor, e as suspeitas de uma possível usurpação acompanhariam o reinado de Yinzhen, conhecido como período Yongzheng.

Lembrando que o Imperador teve 4 imperatrizes e mais de 30 consortes e teve ao todo mais de 50 filhos.

Num esforço por reafirmar a sua legitimidade como monarca absoluto chinês, o Imperador Kangxi tentou combinar o seu respeito pelas tradições manchus do seu povo com a adoção de formas chinesas de governo que permitiram à corte ganhar a adesão dos seus novos súditos. O respeito do legado manchu aprecia-se no seu costume de vestir roupas tradicionais manchus e de manter o manchu, cuja forma escrita fora inventada apenas umas décadas antes, como língua oficial da corte junto com o chinês. Ao mesmo tempo em que se mantinham estes vínculos com o legado manchu, o Imperador Kangxi assumiu um papel de governante ilustrado segundo o modelo confuciano. Homem de uma grande disciplina pessoal, a sua rotina diária começava levantando-se antes da aurora para escutar a leitura de uma passagem clássica confuciana por parte de um leitor da corte.

O próprio imperador praticava a caligrafia e a pintura, e mostrou um grande interesse por conhecer os avanços da ciência e da técnica, muitos destes levados a China pelos missioneiros jesuítas europeus, graças aos quais começavam a dar-se intercâmbios de conhecimentos diretos entre China e o mundo ocidental. Tanto que na exposição podemos ver um globo terrestre trazido da Espanha pelos jesuítas, uma calculadora desenvolvida por pascal.

Terminada a visita fomos nos encontrar com a Rafidah no Clark Quay para jantar, mas acabamos decidindo não ir com ela a despedida da Lilit, uma trainee do Banco da Arménia no Movida la no St.James Powerstation, decidimos ir jantar na churrascaria Brasileira, que havíamos ido a 2 semanas atrás.

Clark Quay

Ligamos la e reservamos nossos lugares, pegamos o MRT no Clark Quay ate Novena, e la alem do pão de queijo, picanha, cupim, feijoada etc.. pegamos uma caipirinha para cada um. Como resultado saímos de la quase rolando, pegamos o táxi e voltamos para casa.

Por sinal o assunto do dia em Singapura foi a prisao do foragido numero da policia de Singapura, Mas Selamat bin Kastari, um indonésio nascido em Singapura, que escapou da prisão em 27 de Fevereiro de 2008. Mas Selamat era supostamente o chefe da sucursal de Singapura o grupo militante Jemaah Islamiah (JI), e ele já tinha escapado duas vezes custódia na Indonésia.

As autoridades de Singapura alegam que ele planejava sete atentados a bomba usando caminhões carregados de explosivos em vários locais em torno da cidade-estado.

Em Janeiro de 2006, Mas Selamat foi detido pelo esquadrão indonésio anti-terror em Java e deportado para Singapura. Ele era suspeito de tramar um atentado a bomba ao Changi Airport, em 2002, e, de acordo com a polícia Singapura, ele havia previsto inicialmente o fazer pela queda de um avião sequestrado vindo de Bangkok.

Mas Selamat Bin Kastari

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No Comments
  1. Jenny says

    Bom acompanhar o blog de vocês…é muita informação interessante … beijosss

  2. […] outros edifícios nesta região ainda encontram-se o Parlamento de Cingapura, a suprema corte, o City Hall entre outros. Uma das marcas do passado britânico da ilha é o gramado em frente ao City Hall onde se pratica […]

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