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Florianópolis

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A medida que vamos chegando próximo a Florianopolis a BR 101 e muito bonita, costeando o mar, em Biguacu na grande Florianopolis uma construção que chama atenção as margens da BR 101 e o museu etnográfico, e ali perto uma cachoeira.

Pegamos o acesso a Florianopolis em São José, e algum tempo depois podíamos ver a Ponte Hercilio Luz, foi construída para ligar o continente à ilha de Santa Catarina (ligando a parte continental da capital, Florianópolis, à parte insular.

A ponte Hercílio Luz é uma das maiores pontes pênseis do mundo e a maior do Brasil. Teve sua construção iniciada em 14 de Novembro de 1922 e foi inaugurada a 13 de maio de 1926. O comprimento total é de 819,471 metros, com 259 metros de viaduto insular, 339,471 metros de vão central e 221 metros de viaduto continental.

A estrutura de aço tem o peso aproximado de cinco mil toneladas, e os alicerces e pilares consumiram 14.250m³ de concreto. As duas torres medem 75 metros, a partir do nível do mar, e o vão central tem altura de 43 metros.

Desde que foi fechada, em 1982, por medida de segurança, a Ponte Hercílio serviu apenas de cartão postal, como ponto de referência e para embelezamento da cidade. Reaberta em 15 de Março de 1988 somente ao tráfego de pedestres, bicicletas, motocicletas e veículos de tração animal, foi novamente fechada por completo em 4 de Julho de 1991, depois que um relatório de análise de viabilidade da reabertura do tráfego da ponte foi apresentado em Fevereiro de 1990.

O pesadelo do desabamento tornou-se constante na vida das pessoas. Esse temor, entretanto, foi eliminado justamente no dia em que a ponte completou 71 anos de idade. A obra clássica da engenharia internacional foi tombada como patrimônio histórico e artístico.

Atualmente a Ilha de Santa Catarina e ligada ao continente por duas outras pontes a Colombo Salles e a Pedro Ivo Campos.

Assim que chegamos em Florianopolis pegamos a Avenida Beira Mar Norte em direcao ao leste da ilha, mais precisamente em direcao a Lagoa da Conceição e Praia da Joaquina, passamos pelo Itacorubi, pela frente da casa do Gustavo Kuerten. Paramos em um mirante de onde podemos avistar a lagoa e as dunas da Joaquina, muito bonito, embora a expansão imobiliária na região esteja cada vez maior, infelizmente o tempo estava nublado, mesmo assim tiramos diversas fotos.

Continuamos a descer de carro, passamos pela avenida das rendeiras, que me lembro quando era criança haviam diversas barracas vendendo as famosas rendas de Bilro da lagoa, atualmente não vi mais que 2 lugares vendendo esse tipo de artesanato.

Seguimos em frente ate a Praia da Joaquina, pelo caminho passamos ao lado das Dunas onde o pessoal pratica o SandBoard, estacionamos o carro relativamente longe da praia pois o local estava cheio de carros, e muitos deles argentinos.

A praia e ponto procurado por surfistas e já foi sede de alguns campeonatos mundiais de surfe. A denominação da praia é recente, aparecendo pela primeira vez em mapas a partir de 1975. Até então, era chamada de praia do Campeche. As separações atuais entre Campeche e Joaquina têm apoio apenas nos usos populares; não há nenhum acidente geográfico para apoiá-la.

Conta-se que o nome teria sido dado em homenagem a Dona Joaquina, moradora das praias do leste da ilha de Santa Catarina, que ensinava as outras mulheres do local a fabricar renda de Bilro, além de alimentar os pescadores que compareciam à sua casa. Segundo a lenda, ela teria sido tragada pelas ondas do mar da região. Mas é mais provável que o nome se derive de Joaquina Rosa de Oliveira Costa, filha dos 2os. Barões da Laguna, Jesuíno de Lamego Costa e Leonor Auta de Oliveira. O Barão era senador por Santa Catarina no império, e a família tinha terras na área. Joaquina Rosa casou-se com Antonio Gomes de Mattos Jr., falecido em 1893, considerado o patrono da indústria naval brasileira.

 De fato a praia estava repleta de argentinos, por algum momento nem parecia que estávamos em Florianopolis, subimos então no costao onde tiramos diversas fotos, o legal desse costao e que dele podemos ver a arrebentação marítima praticamente perpendicularmente, infelizmente a arrebentação estava fraca e poucos surfistas conseguiam pegar alguma onda.

Como o dia estava nublado a cor do mar estava azul-acinzentada, mas muito legal observar as algas e os moluscos como mariscos no costao os nas pedras próximas.

Voltamos para pegar o carro e voltamos pela lagoa, então fomos ate a casa do Tio Du no Pantanal, la encontramos ele , a minha prima Duda e o namorado dela o Yan. Ate então não tínhamos ainda onde ficar, então o tio Du ofereceu o apartamento da empresa que ele esta trabalhando que estava desocupado por aqueles dias, dessa forma acabamos economizando duas diárias de hotel.

O Yan e a Duda tiveram que sair, ai o tio Du nos levou ao apartamento para a gente conhecer, muito bom, na beira mar Sul, O Kiko, meu primo estava chegando de Blumenau e depois fomos pegar ele na Rodoviária, com o Logan do tio Du e de la fomos jantar no espetinho de Ouro no estreito, na parte continental de Floripa.

Esse restaurante bem como o Bokas são famosos pela farta porção de camarão, estávamos em 5 pessoas, acabamos pedindo uma porção inteira, era simplismente gigante, uma verdadeira montanha de camarão a milanesa, todos se fartaram e mesmo assim acabou sobrando camarão, mas pedimos para embalar e levamos para casa.

O Tio Du nos deixou no apartamento, e fomos tomar banho para irmos dormir, decidimos então antes disso sair para comprar algumas coisas para a gente tomar e poder comer de café da manha, como eu não sabia nenhum supermercado pela região que pudesse estar aberto naquela hora fomos ao Angeloni na Beira Mar Norte, o que digamos e um tanto longe, o Maurício ficou bravo comigo. Mas acabamos comprando algumas bolachas e um sorvete.

Voltamos para casa, estava muito quente, dormimos com as janelas abertas, mas mesmo assim acordei algumas vezes durante a noite com calor.

No dia seguinte cedo fomos pegar o kiko, ainda pedi que ele pegasse uma toalha para não molhar o assento do carro, caso a gente entrasse no mar em algum lugar da ilha.

Decidimos então ir ao Sul da Ilha, na verdade em direcao a Naufragados, na verdade pelo menos pelo que o Kiko falou a trilha era pequena cerca de 25 minutos, pelo caminho passamos pelo ribeirão da lha, de fato realmente esta região esta longe da exploração imobiliária das praias do norte da Ilha, vimos diversas casas em estilo açoriano, muito bem conservadas por sinal.

Pelo caminho a estrada ia contornando a Baía Sul, com diversos barcos de pescadores, áreas de cultivo de ostras, dando ao local um ar bucólico, muito bonito por sinal. Passamos também pelo cabo de energia submarino que foi instalado, depois do incidente que deixou toda a ilha sem Luz por 4 dias em 2006.

Ate que chegamos ao final da estrada de onde se segue a pé por uma trilha ate a praia de Naufragados, quando chegamos la descobri que havia esquecido a mochila com nossas roupas para trocar em casa, o Maurício queria me matar, se não bastasse isso a trilha nao era de apenas 25 minutos e sim era mais de uma hora, com grau de dificuldade moderado a trilha tem alguns lugares muito bonitos, com a vista para a Baía Sul de Florianopolis, mas uma das coisas mais legais são os dois pequenos riachinhos de agua cristalina que cruzam a trilha.

Mas o Maurício havia ido de havaianas Branca e a trilha estava um pouco escorregadia, então decidi trocar de calcado com ele, dando as minhas sandálias da Timberland.

Finalmente chegamos a praia que de fato e muito bonita e praticamente isolada, esta e a praia mais ao sul da ilha de Santa Catarina, por sinal quando eu e o Mau viajamos em Fevereiro de 2007 para o RS, indo pelo litoral de SC nos entramos na praia do sonho próximo a guarda da embau, e chegamos a ver Naufragados de la.

A praia alem de deserta, tem um farol e uma ilha a frente com 3 canhões, que serviam durante o tempo dos portugueses para guardar a baía sul dos invasores espanhóis.

Infelizmente apesar do local ser bonito o fato de eu ter esquecido a mochila deixou o Maurício bravo, ele acabou não podendo aproveitar e entrar no mar, Já o Raul e o Kiko aproveitaram bastante, mas acabamos indo logo embora pois o clima não estava legal, e ainda ter que voltar toda a trilha acabou com todo humor que pudesse resistir nele.

Mas o pior não ficou nisso, foi quando ele descobriu que o Kiko não havia trazido um outro calcao e somente a toalha, e já que estávamos com o carro da Ana, emprestado, tínhamos que ter o maior cuidado possível. O tempo fechou completamente. 

O Tio Du havia convidado a gente para ir almoçar na casa dele, então deixei o Raul e o Kiko no apartamento do tio Du e fui levar o Maurício no Apartamento, já que ele não quis almoçar e voltei para o Apartamento do Tio Du, com a maior cara de bunda, o almoço estava gostoso, mas para não estragar o resto do dia, inventei que iríamos encontrar um amigo do Maurício a tarde e fomos eu e o Raul pegar o Maurício para passearmos pela ilha a tarde.

Saímos em direcao ao leste da ilha novamente, desta vez fomos ao Canto da Lagoa, onde tiramos algumas fotos, vimos um super lagarto em cima de uma pedra tomando banho de Sol e de la decidimos ir ate a praia mole.

Estacionamos o carro num dos estacionamentos improvisados que o pessoal faz para ganhar um $$, mas demos sorte e conseguimos uma vaga a sombra de uma árvore.

A praia tem esse nome por conta da areia grossa solta e macia, e e considerada um dos points da juventude e a parte final da praia a praia Gay de Floripa, onde fica o bar do Deca, pouco antes da trilha que leva a praia da Galheta.

A praia e frequentada por surfistas, para os banhistas não e a melhor praia, pois o mar e bravo com arrebentação muito forte, mesmo assim diversas pessoas se aventuram e tomam verdadeiros caldos quando a onda quebra, ate divertido de se observar.

Fomos caminhando ate o final da praia onde vimos uma faixa dizendo “Bem vindo família GLS” com um enorme arco-íris atrás, e a musica que estava tocando no bar não podia ser outra a não ser I will Survive, e um monte de gays, o Raul ate falou brincando, estou emagrecendo tanto aqui… Na hora nem me liguei por que ele falou isso.

O legal dessa parte da praia são as formacoes rochosas que formam o costao e principalmente as piscinas naturais que essas pedras fazem e a cor azul com a agua absolutamente cristalina.

Eu e o Raul criamos coragem e entramos no mar, a agua do mar de Florianopolis e muito gélida, apesar do calor que fazia não fiquei por muito tempo.

Era ate engraçado observar os gays que passavam pela gente, mas decidimos voltar para irmos ainda para o norte da ilha.

Subimos o morro da Lagoa da Conceição e paramos no Mirante de quem sobe, de onde tiramos varias fotos, melhores que a gente tirou no dia anterior que estava nublado.

Pegamos então a SC-401 que leva em direcao as praias do norte da ilha, passamos por onde durante as chuvas houve um deslizamento vitimando um motorista de caminhão, onde a RBS emissora da Globo registou ao vivo um enorme segundo desmoronamento de terra.

Como já não tínhamos mais muito tempo escolhemos ir para a Praia do Santinho, onde fica o Resort Costao do Santinho.Um dos melhores resorts de praia do Brasil, mas com preços totalmente proibitivos.

A praia do Santinho com seus dois quilómetros de extensão, de mar aberto e agitado, proporciona boas condições para a prática de esportes marítimos, como o surfe. Ao norte da praia do Santinho, após o costão, encontra-se a praia de Ingleses, e ao sul, a praia de Moçambique.

Delimitando a praia, os costões abrigam um interessante acervo de arte rupestre datada em torno de cinco mil anos, uma destas inscrições, foi o que originou o nome da praia, devido a sua caracterização. Relatos contam que alguns pescadores faziam oferendas a imagem, que sumiu misteriosamente do local por volta da década de 1940.

Estacionamos nosso carro e fomos na praia, andamos em direcao ao costao em frente ao resort, onde podemos ver a inscrição rupestre, que e símbolo do resort, tiramos diversas fotos muito bonitas por sinal, o legal dessa praia são os rochedos e as dunas no outro lado da praia.

Aproveitamos um guarda sol do resort que estava desocupado e nos sentamos nas cadeiras por uns 20 minutos, queria entrar no mar, mas a agua estava ainda mais gélida que na praia mole, acabamos desistindo da Ideia.

Voltamos para o centro de Florianopolis, pegamos bastante transito, fomos para casa indo pela beira mar norte, que tem um final de tarde muito lindo, e muita gente aproveita para se exercitar, cheguei a parar o carro em um dos refúgios para tirar mais algumas fotos.

Depois parei o carro mais uma vez para poder tirar fotos da ponte hercilio luz, sem duvida a marca registrada da capital de Santa Catarina. Passamos ainda ao lado do mercado municipal e do largo da alfandega, pontos históricos da cidade.

Chegamos em casa, tomamos um bom banho e decidimos ir conhecer o Shopping Iguatemi que inaugurou em Floripa recentemente, embora construído irregularmente sobre uma área de Manguezal.

Acabamos jantando la mesmo, alem de conhecer o shopping aproveitamos e fomos ao supermercado, onde compramos mais algumas coisas para trazer para Singapura.

Demos uma passada no apartamento do Tio Du, para combinar com ele como faríamos no dia seguinte, já que estaríamos indo embora, e estávamos planejando sair por volta das 08:00 da manha já que gostaria de passar em Porto Belo, Bombinhas, Barra Velha, Joinville e Caioba, antes de retornar a Curitiba.

Voltamos para casa e deixamos tudo mais ou menos em ordem para conseguirmos sair cedo no dia seguinte, fomos tomar um banho e fomos dormir apesar do calor.

Dia seguinte cedo arrumamos tudo no carro, passamos no apartamento do Tio Du para devolver para ele as chaves e o controle do portão e seguimos viagem em direcao a Porto Belo.

 

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