Dicas e Relatos de viagens ao redor do mundo

Brusque e Camboriú

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Saímos de Curitiba dia 13 cedinho em direcao a Santa Catarina, na estrada podemos ver que esta será a ultima vez que viajaremos para Santa Catarina sem pagar pedagio, o dia estava bastante agradável, desci boa parte da Serra em ponto morto, o que fez com que o computador de bordo do carro chegasse a calcular uma autonomia de ate 600Km com o carro abastecido a Álcool.

Passamos direto por Joinville, pelo adiantar da hora, já eram mais de 10 horas e pelo nossos planos iríamos almoçar em Brusque no Maestri, sabíamos que a tia Regina estava em Barra Velha, mas acabamos passando direto pela entrada e seguimos viagem em direcao a Brusque.

Logo que passamos o trevo de Blumenau em Itajai, o transito ficou bem complicado, chegando a parar em alguns momentos, então no próximo trevo decidi entrar e cortar caminho por dentro de Itajai, saindo da cidade pelo acesso da Univali no trevo de Brusque, foi quando podemos ter a noção da magnitude da enchente de Novembro do ano passado, os muros das casas todos ainda com as marcas da enchente, muito triste saber que essas pessoas tiveram grandes perdas materiais, pior que isso mesmo só as pessoas que acabaram perdendo suas vidas nessa enchente e nos deslizamentos de terra no Vale do Itajai, enchente esta considerada ate pior que a que ocorreu no ano do nosso nascimento, 1983.

Pegamos a Rodovia Estadual António Heil, que da acesso a cidade de Brusque, fazia pelo menos uns 2 anos que não ia a Brusque, desde que havia retornado da Alemanha tinha estado la apenas uma vez. E incrível ver como a ocupação urbana avançou as margens da rodovia, principalmente na parte do município de Itajai. Alem disso a estrada estava bastante danificada, ela na verdade sempre apresentou algumas ondulacoes, mas dessa vez alem disso varias rachaduras e desníveis, decorrente do excesso de chuvas.

Chegamos em Brusque,entramos na cidade pela nova avenida beira rio, no bairro de Santa Teresinha, que para muitos funcionou como um canal extravazador das chuvas, a obra foi entregue pela prefeitura a menos de meio ano, e as cheias alem de danificar as margens do rio, acabou levando em alguns trechos pedaços da pista e calcada.

Assim que chegamos na cidade fomos a confeitaria do Bartz, onde queria comprar uma ou duas cucas em estilo alemão, as melhores que existem na cidade, mas os sabores que eu queria ainda não estavam prontos, seguimos em frente, passamos pelo loteamento dos Risch, onde tem varias ruas com o nosso Sobrenome, mostrei para o Mau e para o Raul, os terrenos que ainda estão na família, os que foram e de quem eram.

De la saímos em direcao ao centro da cidade, passamos ainda na frente da casa da tia Marli, mas infelizmente não podemos entrar, dali passei ainda para mostrar para o Maurício a casa do ex-prefeito, com seus monumentais muros de ferro fundido, ate que finalmente chegamos a Avenida Cônsul Carlos Renaux, a principal avenida de Brusque, passamos em frente ao prédio que leva o nome do meu Avo paterno e consequentemente meu nome também, que foi construído pelo meu pai e meus tios, quando era criança brincamos muito dentro dessa obra.

Depois ainda passamos pela Igreja Luterana de Brusque onde eu e o Raul fomos batizados, pelo hospital onde levei os pontos na mão quando me machuquei no exaustor da malharia, tiramos ainda algumas fotos da catedral de Brusque e então fomos almoçar.

Fiquei espantado como Brusque mudou nos últimos 2 anos que não estive la, foi uma pena não poder visitar minhas tias Edla e Carlote, mas um dia espero poder visita-las sem problemas.

Fomos ao Maestri uma churrascaria antiga de Brusque que eu desde pequeno lembro que ia la toda a vez que íamos para Brusque visitar meus tios e primos, pedimos um alcatra para 3, alem da carne ser muito gostosa o que tem de melhor la e a maionese e a farofa. Saímos de la empanturrados.

Voltamos ao Bartz para tentar comprar as cucas, mas havia me esquecido do detalhe que Brusque e uma cidade pequena e que o local estaria fechado na hora do almoço, então seguimos em frente.

Subimos no Hotel Monthez, que retornou a familia Zen, depois de alguns anos sob o controle da rede de hoteis Blue Tree, de la se tem uma excelente vista da cidade.

Como Brusque e o Berço da Fiação Catarinense e o ninho da moda, não podemos deixar de visitar alguns shoppings de confeccoes para ver se encontrávamos algo para a gente comprar, de fato que acabou se saindo bem na historia foi o Raul que comprou algumas pecas de roupas, mas antes de irmos na FIP, paramos na Costa Sul onde podemos comprar algumas meias por um preço muito atrativo e as meias são de otima qualidade. Lembro que quando era pequeno e o meu pai vendia maquinas para industria têxtil eu sempre visitava essa fabrica.

 Seguimos viagem em direcao a Balneário Camboriu, no trevo de Brusque com a BR 101 o transito estava complicado, então decidimos ir para Balneário Camboriu por dentro de Itajai mesmo, aproveitamos o preço mais barato do Álcool em Itajai para abastecer o carro, uma das coisas legais de abastecer o carro a álcool e pagar menos de 50 reais para encher o tanque sem falar que não estamos queimando combustíveis fosseis e liberando ainda mais CO2 na atmosfera.

De fato acabamos pegando bastante transito em Itajai e em Camboriu, mas no final das contas e melhor que ficar na estrada parado, retornamos para a BR 101 e entramos depois do rio Camboriu no acesso a estrada Unipraias.

Essa estrada passa por diversas praias que ate recentemente tinha acesso bastante difícil, entre elas a praia do Pinho, a primeira praia de Nudismo do Brasil, mas dessa vez mesmo com nossa camera com zoom otico de 15 x não conseguimos localizar ninguém pelado, ate por que o tempo estava nublado.

Mas as praias são todas muito bonitas, para dizer a verdade não existe nenhuma praia em Santa Catarina que seja feia, ate mesmo a vista de Balneário Camboriu com a maior concentração de Edifícios da região Sul do Brasil e bonito de se ver.

Mas ao mesmo tempo poucos quilómetros distante disso encontramos praias como Estaleiro e Estaleirinho completamente tranquilas, praticamente desertas.

Saímos em Itapema, e seguimos viagem para Florianopolis, acabamos não entrando em Porto Belo e Bombinhas pois estava tarde e o tempo nublado, decidimos seguir a diante ate Floripa.

No Comments
  1. Fe says

    Adorei o diário de Viagem!! Muito detalhado com tudo passo a passo! Assim acaba ficando ainda mais fácil para quem gosta de viajar e conhecer tudo!

    1. Oscar Risch - MauOscar Blog de Viagens says

      Fe

      Obrigado pela visita e pelo comentário

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