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Rafting da Lua Cheia pelo Rio Ribeira

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Apesar de almoçarmos feijoada, no final do dia, pegamos a estrada ribeira em direcao a Rio Branco do Sul e Cerro Azul para fazer um Rafting Noturno.

Fomos em dois carros, no nosso carro foi Eu, Maurício, Ana Pauli e o namorado americano (diga-se texano) da prima de segundo grau dela, que pela primeira e espero pela ultima vez esta no Brasil. No outro carro foram o Raul, e outras três colegas de banco da Ana Pauli.

Saímos de Curitiba por volta das 17:00 pela Av. Matheus Leme, na estrada pegamos certo tráfego, principalmente caminhoes pesados de transporte de cal e cimentos, já que essa e uma grande região produtora desse tipo de material.

E se isso não bastasse a estrada ser de mão única em seus 85 kilometros, ela embora foi asfaltada recentemente, não teve em nada seu traçado corrigido, então e uma curva em cima da outra um horror.

Mas apesar disso o visual da região e muito bonito, com extensas áreas com plantio de Pinus e Bracatinga, tivemos alguns problemas para achar a estrada em Rio Branco do Sul, já que não existe nenhum tipo de sinalização, apenas um mapa pequeno, e por de tudo a Ana, não conseguia ficar como segundo carro do comboio, em uma ultrapassagem em curva, confesso que cheguei a dar um amem.

Mas depois disso, passados todos os carros  a viagem foi muito legal ate o final, na região de cerro azul, vimos diversos pomares de laranja, a cidade, parece que parou no tempo, assim que chegamos fomos a um “cafe colonial” com produtos da região.

Tinha suco de laranja, abacaxi e maracujá, algumas tortas salgadas, pão caseiro, queijo colonial, mas sem sombra de duvidas o que estava mais gostoso eram as bolachas feitas com rapadura.

Algum tempinho depois chegaram as outras pessoas que iriam participar do rafting, que diga-se de passagem e um rafting noturno a luz  da lua cheia, algum tempo depois que eles chegaram uma enorme tempestade se armou, a chuva caiu tão forte e tão rápido que o vento levantou toalhas, quebrou prato e mal deu tempo de recolher tudo, todos se abrigaram dentro da “cozinha” do local, passado algum tempo a chuva parecia que começaria a dar uma trégua, mas ao mesmo tempo estava ficando preocupado, uma vez que o nível do rio poderia esta muito alto, com muita correnteza.

A chuva ficou mais fraca quando saímos finalmente do local em direcao a base de saída do Rafting, percorremos mais cerca de 10 km em estrada de terra com chuva, ate que finalmente chegamos ao local, e assim que chegamos a chuva parou.

Todos se arrumaram, fizemos nossos registros e nesse meio tempo ia anoitecendo, o Rio aparentemente estava tranquilo e mesmo com todo aquele volume de chuva aparentemente não havia se alterado em seu regime hídrico, a agua estava levemente barrenta, mas creio que sempre seja assim.

Recebemos as instrucoes para o Rafting, e o pessoal todo foi dividido em 3 botes, nosso bote foi o bote especial pois esse tinha as instrucoes em Inglês, e nele foram Eu, o Mau, a Ana, ,o Raul, o Texano e o Instrutor.

Todos colocaram seus coletes salva-vidas, seus capacetes, e por ser um rafting noturno todos nos colocamos aqueles bastões luminescente que se usa da balada em seus capacetes e coletes salva-vidas.

Quando carregamos nossos botes para a margem do rio, podemos ter uma noção verdadeira de como aquilo seria, não coneguiamos enxergar muita coisa, o que deixava com bastante medo, mas com o passar do tempo nossa visão acabou se acostumando com a escuridão, mas infelizmente não tínhamos nenhum sinal que teríamos lua cheia naquela noite, o céu permanecia encoberto.

Finalmente chegamos ao rio e entramos no bote, la fizemos algumas simulacoes, e recebemos as ultimas instrucoes antes de iniciar a descida, e estávamos com um pouco de medo para dizer a verdade, mas muito excitados também, por não saber o que nos aguardaria rio abaixo.

Mas tudo era muito seguro, com caiaques de apoio, e la fomos nos, e para nossa surpresa a Lua Cheia resolveu aparecer, o que deixou o Rafting ainda mais legal, era também legal ver os botes todo iluminados com  as barinhas de Neon, e na correnteza pareciam um bolo de aniversario enfeitado, ficava imaginando o que o pessoal que fica na beira do rio pescando a noite pensava quando via aquelas 3 coisas coloridas descendo o rio.

Uma das coisas mais legais era se aproximar próximo dos outros botes e jogar agua neles com nossos remos, e nosso barco era um dos mais animados para isso, ate tínhamos um grito de guerra “GRINGO”.

Depois de mais de duas horas e meio descendo o rio, finalmente chegamos no final, ainda tivemos uma parada para que o pessoal que quisesse desse um mergulho no rio, eu aproveitei e joguei o Mau na Agua, só não fui por causa do Óculos. O mais engraçado foi a hora de içar o pessoal de volta para dentro do barco, a Ana foi a primeira, puxamos ela e ela entrou de frente no barco e praticamente entalou entre as duas salsichas do barco e levou alguns segundos para conseguir se levantar. Trazer o mau também foi complicado, ele ainda conseguiu fazer alguma coisa com o Dedo indicador dele que ate esses dias em Singapura ele estava se queixando.

No final apesar de estarmos cansados, ainda tivemos que carregar nosso bote ate a estrada onde, la estava um onibus escolar antigo nos aguardando para nos levar de volta a base do rafting de onde saímos e onde estavam os carros.

Quando chegamos la, tinha uma mesa com frutas e algumas coisas para beslicar e também 3 espumante, que estavam uma delicia, alguns tomaram uma ducha outros só trocaram de roupa,e  fomos então de volta a cerro azul onde iríamos pernoitar.

Para surpresa ou decepção o hotel, era uma espelunca de quinta categoria, quando vimos sauna e piscina, aquilo parecia um motel, decidimos então retornar a Curitiba, apesar da hora e da canseira, enfrentamos os 85 kilometros de curvas ate curitiba, e pior de noite, embora a estrada estivesse muito bem sinalizada, faltam placas para orientar o caminho para Curitiba.

Bem se isso apenas não bastasse no nosso carro tínhamos uma “mala” e dessa vez ele ainda conseguiu se superar, querendo dizer que a Ana dirigisse mais devagar e com mais cuidado, esta vez que estava de noite e estava cansada, ai ela ficou brava e botou ordem na casa.

No caminho ainda podemos ver o estrago que o temporal causou, vários galhos de árvore na estrada e muitas folhas e sujeira ao longo da rodovia, na beira da estrada ainda próximo a cerro azul vários carros da policia militar e os guardas armados ate os dentes.

Mas a pior parte da viagem foi em Rio Branco do Sul, quando seguimos a placa para curitiba, mas onde uma segunda placa deveria existir não existia, acabamos parando em Itaperucu na Região Metropolitana de Curitiba, um dos municípios com maiores taxas de criminalidade do estado, e nos la perdidos.

Paramos na fabrica de cimentos da Votorantim e o vigia deu algumas direcoes, mas ainda tivemos que perguntar mais vezes.

Depois de parar e perguntar para algumas pessoas, muitas delas mau-encaradas, muita gente bêbada, finalmente paramos em um posto de gasolina em que o frentista nos deu a direcao correta a seguir.

Ainda passamos por outra “boca” com dois carros da policia militar em frente, dando uma noção do nível do local que estávamos perdidos

Chegamos por volta das 03:30 da manha em Curitiba, se não bastasse ainda tivemos que fazer uma parada estratégica do Au-Au, para matar tempo, para que a Manuela, prima de 2 grau da Ana, voltasse para casa depois que ela “despachou” o namorado Texano e saiu com uma amiga.

Chegamos em casa mortos de cansaço, principalmente Eu e a Ana, que fomos os únicos a não dormir no carro, eu tive ate que segurar a cabeça do mau no banco da frente que com as curvas da estrada ia de um lado para o outro.

Largamos as roupas molhadas na lavandeira mesmo, e ainda tivemos que ter forcas para tomar um bom banho, mas a experiência de um Rafting Noturno e algo realmente indescritível, um mix de medo, emoção, mistério, enfim uma adrenalina diferente.

Mas no final das contas o Rafting ate poderia ter umas correntezas mais fortes e uma cachoeirinhas mais difíceis.

Na segunda feira seguinte, de manha cedo fomos ao museu do olho, onde tiramos algumas fotos, la foi um dos ultimos lugares que estivemos em Curitiba antes de a gente se mudar para Singapura,de la fomos ao dentista, na Av. Anita Garibaldi, e infelizmente tive que fazer o meu primeiro tratamento de canal da minha vida, e pior ainda teve que ser feito em tempo recorde, ja que no proximo sabado estariamos indo de volta para Singapura, espero que nunca mais tenha que passar por isso novamente.

A noite ainda decidimos ir ao shopping curitiba jogar uma hora de boliche, nao sei o que aconteceu comigo, mas nunca joguei boliche tao mau na vida, vai ver que e ter ficado jogando boliche no nintendo Wii.

Quando chegamos em casa deixamos tudo preparado para nossa viagem ate Floripa.

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No Comments
  1. Sandro says

    Olá

    Lamento as situações que viveu em Itaperuçu. Sou de Rio Branco do Sul e realmente não há qualquer estrutura para turistas aqui. È apenas uma dura (e pobre) cidade industrial… A empresa que faz esses raftings está mais organizada e agora tem um site. Acho que o nome é Praia Secreta. Realmente a única coisa bonita em Rio Branco é a natureza, que está sendo severamente atacada… Os políticos que administram esta região são a pior coisa que existe.

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