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Viajando de China Eastern Airlines – Singapura à Xangai

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Na primeira quinta-feira do mês de Novembro a Hiba Dabis, outra Internacional Manager como o Maurício, que mora no andar de cima aqui no nosso prédio e que esta mudando para Vancouver no Canada no final do mês, veio jantar conosco aqui em casa. Para o jantar fiz um Strogonoff de carne que foi bastante elogiado por ela, para acompanhar tomamos um vinho espumante. Foi uma noite super bacana, onde nos divertimos muito. A Hiba é uma pessoa muito legal, que certamente irá fazer falta aqui em Cingapura.

Oscar, Hiba e Maurício

Pois bem, no dia seguinte finalmente chegou a data de embarcarmos para Xangai. Para quem não ficou sabendo, ganhamos uma viagem com tudo pago para assistir ao HSBC Champions em Xangai. Um dos maiores torneios de Golfe da Ásia, e que distribui cerca de 7 milhões de dólares em prêmios.

Foi assim, estivemos em uma feira de vinhos promovida pelo Carrefour no Suntec City em Cingapura. A vinícola chilena Concha e Toro, produtora do Casillero del Diablo estava com uma promoção. Na compra de qualquer vinho deles você tinha que enviar a nota fiscal original e um formulário e automaticamente faria parte do concurso.

Nunca fui muito de acreditar nestes concursos, mas ainda sim resolvi fazer. Mandei a nota fiscal da compra com o papelzinho que era dado na feira no meu nome pelo correio e até tinha esquecido, quando num final de tarde, enquanto eu e o Mau jantávamos recebemos uma ligação avisando que havíamos sido sorteados e que havíamos ganhado uma viagem com tudo pago para assistir ao HSBC Champions num final de semana em Xangai. Nada mal né? Além disso, a passagem era de Business Class e o Hotel 5 estrelas.. Mais V.I.P que isso só mesmo estando lá.  

Embora tenha arrumado nossas malas para a viagem para Xangai depois do almoço no dia do embarque. Quando o Mau chegou e pegou as coisas na caixa do correio, entre as cartas, havia também um encarte do Carrefour mostrando diversos artigos de decoração natalina à venda. Embora o tempo fosse curto e que ainda tivessemos que ir para o aeroporto decidimos ir comprar nossa árvore de natal artificial. Infelizmente, terei que abrir mão das árvores natalinas naturais, principalmente em função de nossa ida ao Brasil no final do ano e pelo fato de nossas futuras andanças pelo mundo.

Enfim fomos até o Carrefour do Plaza Singapura na Orchard Road, e lá compramos nossa árvore, por um terço do preço das outras lojas. Acabamos comprando uma árvore enorme com 2.10m de altura. Na volta pegamos um táxi, e quem disse que a bendita queria caber no porta mala. No final  deu certo, deixamos as coisas que compramos em casa. Terminamos de arrumar as últimas coisas para a viagem e fomos pegar nosso táxi para o Aeroporto.

Sempre é assim.. Quando a gente precisa de um táxi eles simplesmente desaparecem. O jeito foi ir caminhando com nossas malas em direção à Grange Road, onde depois de alguma espera avistamos uma Mercedes. Sai correndo e conseguimos pegá-la, e lá fomos nós em direção ao Aeroporto de Cingapura. Pelo caminho passamos pelas obras do Marina Bay Sands e podemos notar o progresso da construção.

Seguimos então pela ECP (East Coast Parade) em direção ao Terminal 3 do Aeroporto Changi de Cingapura, foi neste terminal que desembarcamos com a Singapore Airlines quando chegamos à Cingapura num vôo vindo da Alemanha. Ao chegarmos no aeroporto o taxista ficou reclamando uma gorjeta, mas nos não demos, pois eles já ganham muito dinheiro, uma das coisas que mais odeio é pegar táxi, dependendo do horário e do lugar só para você sentar no carro já paga cerca de 10 Reais.

Demos uma circulada pelo aeroporto, já que nosso check-inn não estava aberto, e a previsão de começo era apenas às 23:35. Neste ínterim dividimos um lanche no Burger King e fomos para a fila do Check-in, acho que éramos um dos únicos ocidentais da fila. Fizemos nosso check-in, despachamos a mala e passamos pela imigração, enquanto não embarcavamos, ficamos passeando pelo Dutty Free que por incrível que pareça não é tão bom quanto os dos terminais 1 e 2.

Terminal 3 do Aeroporto de Cingapura

Chegando próximo à hora do embarque nos encaminhamos para nosso portão e o que víamos eram apenas chineses indo neste vôo. Ao entrar na aeronave, a música ambiente era clássica chinesa. Digamos que interessante mas ao mesmo tempo um pouco assustador, da nossa janela podíamos ver um A380 da Singapore Airlines, o maior avião de passageiros em operação no mundo. Até o momento existem apenas 5 aviões como este em operação no mundo. Sendo 3 deles da Singapore Airlines, um da Emirates e um da Quantas.

Área de Embarque do Terminal 3 do Aeroporto de Cingapura

 

Decolamos no horário previsto e cerca de 1 hora depois o jantar foi servido, um horror para dizer a verdade. Sem dúvida a pior comida de avião de todos os tempos. Depois de algum tempo cai no sono e nem chegaram a servir um café da manha, com certeza o serviço de Bordo da China Eastern Airlines e um dos piores que já usamos, infelizmente não nos mandaram de Singapore Airlines.

A380 da Singapore Airlines ao Lado do nosso avião para Xangai

Foram cerca de 5 horas e 20 minutos de viagem voando na “Business Class” da China Eastern Airlines. Quando chegamos em Xangai ainda era noite e estava chovendo e não tínhamos muita visibilidade pela nossa janela. Enquanto o avião ia taxiando para podermos desembarcar, o dia ia amanhecendo.

Até chegar à imigração chinesa foram quase 10 minutos de caminhada pelo enorme aeroporto Pudong/Xangai. No momento em que desembarcamos nossa primeira alegria foi constatar que estávamos em um lugar friozinho, naquele momento fazia cerca de 14º C. Uma enorme diferença para quem estava a quase  8 meses vivendo com um calor infernal de mais de 30ºC, como faz diariamente em Cingapura.

A imigração chinesa foi bem tranquila, depois de olharem para o passaporte, para o visto e para nossa cara algumas várias vezes. Ganhamos o carimbo no visto e assim estávamos de fato, oficialmente pela primeira vez na China Continental.

Embora tenhamos visitado Hong Kong no mês de Julho, e hoje esta ex-colônia britância pertencer oficialmente a China, digamos que é bem diferente conhecer Hong Kong e conhecer Xangai. Esta primeira fortemente influenciada pela cultura ocidental dos tempos em que fora colônia, já a segunda que começou a se abrir para o mundo nas últimas décadas.

Uma coisa que me chamou atenção no aeroporto, foi o fato de não vermos nenhum Duty Free. (Depois entendi o porque.. Quem iria comprar algo no Duty Free se Xangai é um verdadeiro paraíso dos produtos falsificados) Nos dirigimos em direção à esteira de bagagens para pegarmos nossas malas, neste trajeto vimos uma ATM do HSBC e várias placas publicitárias do torneio de golfe patrocinado pelo banco que iríamos assistir.

Propaganda HSBC no Aeroporto Pudong em Xangai

Nossa mala demorou cerca de 15 minutos para aparecer na esteira, para quem esta acostumado com o padrão Changi Airport de Cingapura isso parece ser uma verdadeira eternidade. Assim que a nossa mala finalmente chegou, fomos em direção ao portão de desembarque, onde uma pessoa contratada pela Concha e Toro nos aguardava com uma placa com nosso nome. Infelizmente o chinês não falava uma única palavra em inglês e a única coisa que nos restava a fazer era segui-lo.

Fomos caminhando até o estacionamento, onde um Toyota Camry nos aguardava. Um carro super chique para os padrões chineses, infelizmente a chuvinha fina persistia e no carro ainda comentamos “Espero que nosso final de semana em Xangai não seja com tempo tão ruim como foi em Hong Kong”.

Estrada à caminho de Shanghai

Saímos do Aeroporto Pudong e seguimos em direção à Xangai, pelo caminho logo na saída do aeroporto podemos ver o elevado por onde passa o Maglev, o único trem de levitação magnética em atividade no mundo.

Construído na Alemanha a um custo total aproximado de 1.33 bilhões de dólares americanos, este trem magnético liga a estação Longyang Road em Pudong até o Aeroporto Internacional de Pudong/Xangai, um percurso de aproximadamente 30 km. O trem leva apenas 7 minutos e 20 segundos para fazer este Trajeto, trafegando há uma velocidade de 431 km/h. Este mesmo trajeto de carro, sem transito leva em média cerca de 45 minutos a 1 hora.

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Uma coisa que me chamou bastante atenção foram os Táxis de Shangai, quase toda a frota da cidade é composta por carros modelo Santana da Volkswagen. Chegando próximo ao Rio Huangpu, que corta a cidade, podemos avistar diversas pontes gigantescas. Uma mais imponente que a outra, além de arquitetura imponente elas eram extremamente altas, uma vez que diversos navios passam por este rio em direção ao porto de Xangai, ou em direção ao Rio Amarelo.

Ponte sobre o Rio HuangPu

À medida que íamos nos aproximando da cidade mais caótico o transito ficava, mas a infra-estrutura viária, suas pontes e viadutos eram de causar inveja à São Paulo. Xangai tem hoje mais de 17.500.000 habitantes, isso é praticamente uma São Paulo e meia. Num determinado momento conseguimos avistar a Pearl Tower, a torre de TV de Xangai, um dos pontos turísticos mais famosos da cidade.

Pearl Tower, Recebem em nome ao apelido da cidade “A pérola do Oriente”

Nosso motorista aparentemente se perdeu pelo caminho, não conseguia achar o hotel, mas nisso conhecemos um pouco mais da cidade. Interessante observar o enorme número de pessoas indo trabalhar de bicicleta, muitas delas híbridas, onde além do pedal existe bateria que alimenta um motor que facilita sobremaneira quem precisa andar longas distâncias.

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