Dicas e Relatos de viagens ao redor do mundo

Melaka – Um lugarzinho da Malásia que foi colônia portuguesa

0

        Na Sexta Feira dia 31/10 pela manha fui na embaixada da China pegar nossos passaportes, apesar da demora, tudo deu certo, agora temos visto chinês no passaporte no sábado/domingo estivemos em Melaka, também já esta confirmada nossa viagem para Genting Highlands na Malásia, para a gente conhecer o maior parque de diversões da Malásia e assim como Melaka iremos de Ónibus ate la.

Dia 01/11 Acordamos bem cedinho para irmos a Melaka, na noite anterior deixamos tudo pronto para sair logo cedo, quando saímos de casa estava chovendo, como sempre aqui em Cingapura e impossível pegar táxi na rua sem ter que ligar e pagar o Booking Fee de 3 Dólares de Cingapura.

            Partimos em direcao ao Golden Tower Mall próximo a Geylang, local de onde nosso ónibus sairia, la trocamos nosso voucher pelo ticket de ida e volta e também pegamos o documento para apresentar no hotel.

            Ainda tivemos que esperar um certo tempo ate nosso onibus chegar, e a chuva continuava, o que nos deixava um pouco apreensivo, pelas 07:45 da manha nosso onibus chegou, todos os outros onibus que ali esperavam eram otimos, um deles inclusive tinha TV’s individuais em cada poltrona, como se fosse um avião.

            Assim que nosso onibus chegou, embarcamos, apesar de não ter TVs individuais o onibus era otimo, com apenas 3 poltronas por fila, e leito, parecia ate uma cama, as 08:35 partimos em direcao a Malásia, nossa primeira parada foi Tuas Check Point, passamos ainda por Jurong onde alem de diversas empresas vimos o Jurong Bird Park.

            Assim que chegamos na imigração, ficamos impressionados com a estrutura, nada comparável as aduanas terrestres do Brasil, embarcamos novamente no onibus e atravessamos a ponte sobre o Estreito de Johor em direcao a Malásia. O Estreito de Johor tem aproximadamente o mesmo tamanho entre a ilha de Florianopolis e o continente.

            Na Malásia, tivemos que desembarcar novamente para fazer o processo de entrada no pais, assim ganhamos mais um carimbo em nosso passaporte, ao contrario de Cingapura na entrada do pais as malas não são escaneadas, nem se quer há algum funcionário da Alfandega, eles devem partir do preceito que Cingapura já faz o trabalho para eles.

            Continuamos nosso viagem pela península Malaia, as estradas muito lembram o Brasil, apesar de viajarmos  do lado contrario, como Cingapura a Malásia também tem mão inglesa, a condição das estradas e considerável otima, mas repleta de pedagios, acho que passamos por uns 5 pelo menos. A paisagem e um tanto monótona, uma coisa engraçada e ver como a paisagem muda de Cingapura para Malasia, seja pela arborização e paisagismo urbano , seja pela própria fragilidade que o ambiente esta exposto, muitas áreas degradadas .

            A Malásia e considerada o maior produtor mundial de Óleo de Palma, isto faz com que boa parte do pais seja coberta por essa planta, que por um lado e interessante ver essas plantacoes, mas ao mesmo tempo sabemos que a floresta foi derrubada para que ela pudesse ser estabelecida.

            Depois de cerca de  cerca de 245 Km e 3 horas de pouco de viagem finalmente chegamos a Melaka, no caminho ate o hotel e notável a influencia árabe sobre o pais, seja pela arquitetura, seja pela forma que as pessoas se vestem na rua, mas em comparação com Cingapura, a Malásia parece uma bagunca, para dizer a verdade parece bastante com o Brasil, o Mau ate falou que parecia estar chegando a uma cidadezinha do interior de SP.

            Tivemos a sorte de nosso hotel ser o primeiro em que o onibus parou, ficamos no Renaissance Hotel, fizemos nosso check-inn e fomos deixar nossas malas para ir conhecer a cidade, o hotel apesar de ser considerado 5 estrelas em nossa avaliação seria um 4 estrelas.

            Fomos caminhando em direcao ao centro da cidade onde podemos conhecer um pouco mais sobre a historia da cidade.

            Em Abril de 1511, Afonso de Albuquerque zarpou de Goa na Índia para Malaca com uma força de cerca de 1 200 homens e 17 ou 18 navios.Malaca tornou-se uma base estratégica para a expansão portuguesa nas Índias Orientais, subordinada ao Estado Português da Índia. Mahmud Xá, último sultão de Malaca, refugiou-se no interior, de onde empreendia ataques intermitentes por terra e mar. Entrementes, para defender a cidade, os portugueses ergueram um forte (cuja porta, chamada “A Famosa“, ainda existe). Em 1526, uma grande força de navios portugueses comandada por Pedro Mascarenhas foi enviada para destruir Bintan, onde estava Mahmud. O sultão fugiu com sua família para Sumatra, do outro lado do estreito, onde veio a falecer dois anos depois.

Logo ficou claro que o controle português de Malaca não significava o controle do comércio asiático que por ali passava. Seu domínio sobre o local sofria com dificuldades administrativas e econômicas.Em vez de concretizar sua ambição de controlar o comércio asiático, o que os portugueses haviam logrado fora desorganizar a rede mercantil da região. Desaparecera o porto centralizador do comércio e, com ele, o Estado que policiava o estreito de Malaca. O comércio espalhou-se por diversos portos em meio a embates militares no estreito.

O missionário jesuítaFrancisco Xavier passou vários meses em Malaca em 1545, 1546 e 1549. Em 1641, os holandeses tomaram dos portugueses a cidade de Malaca com o apoio do sultão de Johor. Os holandeses governaram Malaca de 1641 a 1795, mas não se interessaram em desenvolvê-la um centro comercial, preferindo enfatizar o papel de Batávia (atual Jacarta).

Malaca então foi cedida aos britânicos pelo tratado Anglo-holandês de 1824, em troca de Bencoolen, em Sumatra. Entre 1826 e 1946, Malaca foi governada pela Companhia Britânica das Índias Orientais e, em seguida, como uma colônia da Coroa. Integrava os chamados Straits Settlements, juntamente com Singapura e Penang. Com a dissolução desta colônia, Malaca e Penang tornaram-se parte da União Malaia (atual Malásia).

            Toda a historia da cidade e possível se observar através da arquitetura, que mistura elementos portugueses, holandeses e vitorianos, uma das construcoes que mais chamam atenção e a igreja  construída pelos holandeses em  1753 e as construcoes em torno em estilo holandês, entre elas o atual museu de etnografia.

A Fonte  da Rainha Vitoria com o brasão do império inglês também chama atenção. Ali ao redor da praça e possível alugar um Trishaw e fazer um passeio pelas ruas, fomos caminhando em direcao ao Museu Marítimo Português, onde se encontra uma replica da embarcação de Afonso  de Albuquerque, mas acabamos mesmo decidindo ir na Menara Taming Sari, semelhante a torre de observação panorâmica de Sentosa. Pelo caminho ainda vimos uma escultura de um carro-de-boi, herança do tempo dos portugueses.

            Assim que subimos podemos ter uma vista melhor da cidade, o que nos ajudou a nos localizar, la de cima podemos ver os prédios históricos a roda gigante que esta para ser inaugurada, copiando Singapura, porem esta não tem a metade do tamanho da de Singapura.

             Decidimos ir almoçar no Shopping que vi os da torre, acabamos indo ao Pizza Hut, e almoçamos super bem por 35 Ringits, isso significa menos de 15 dólares de Singapura, fomos ao Carrefour, queríamos ver se encontrávamos algo interessante, pensávamos que álcool seria mais barato que em Singapura, mas os vinhos estavam na mesma faixa de preços, vimos ainda varias coisas pirateadas junto com lojas de marca neste shopping.

            Voltamos ao centro antigo e desta vez resolvemos fazer o passeio de barco guiado pelo Rio de Malaca (Melaka River), infelizmente o rio atualmente e poluído, podemos ver alguns peixinhos boiando mortos, mas o tour foi bastante interessante, o guia foi contando a historia dos lugares, um dos que mais chamou atenção foi uma ponte que durante a ocupação japonesa, diversos chineses foram mortos, também a casa em que os holandeses reparavam os navios, umas casas que estão sendo reformadas afim de recriar uma vila Malaia, uma delas super bem conservada com uma bandeira da Malásia pintada no telhando e finalmente os planos do governo para tornar o lugar mais turístico.

            Na volta podemos ver como o povo malaio e um povo receptivo e pacifico, todos os outros barcos que passavam em sentido local abanavam para o nosso repleto de turistas, mas uma das coisas mais interessantes foi ver o guia do nosso barco dando tchau nas mais diferentes línguas, possíveis e imagináveis, uma pena não ter gravado isso para colocar no YouTube.

            Ainda navegamos um pouco em direcao a desembocadura do rio, onde podemos ver ruínas do muro que murava a cidade durante a ocupação portuguesa, a replica do navio português do Afonso de Albuquerque, e uma enorme roda  d’ agua.

            Assim que desembarcamos compramos uma agua e pela primeira vez um coco verde, mas assim como camarão daqui o do Brasil e mais gostoso, fomos então em direcao a Jonkers Street, onde existem diversas lojas de artesanato e produtos típicos, e a noite funciona um mercado de rua.

            Compramos um souvenir para nossa colecao e mais dois pratos de cerâmica super bonitos e o melhor a um preço bem acessível. Ali de fato nos sentíamos na Ásia, com diversos Trishaws, o táxi humano, as barracas vendendo comida, com galinhas, patos assados com cabeça e tudo.

            Voltamos para o nosso hotel, fomos conhecer a piscina tiramos algumas fotos e fomos para o quarto para tomar um banho, afinal estávamos colando, pois o calor estava de lascar, depois decidimos pegar um táxi para ir ao Portuguese Setlement, onde se encontram diversos restaurantes de descendentes de portugueses, a corrida de táxi foi arranjada pelo hotel e custou praticamente mais do que o jantar, mas o motorista foi nos buscar depois para voltarmos.

            Ao chegarmos la não dávamos nada pelo local, super simples, ate com um pouco de aparência de sujo, mas mesmo assim resolvemos encarar, afinal aquele local estava repleto de gente, fomos em um restaurante (barraquinha para denominar melhor) próximo ao mar, que haviam nos recomendado, fizemos nosso pedido, um Fried Rice, um peixe e um camarão, ficamos esperando por algum tempo, ate que chegou nosso arroz frito, que por sinal estava uma delicia, nunca comemos um tão bom ate hoje, passaram mais uns 10-15 minutos e chegou nosso camarão, feito na brasa com sal, muito gostoso, mas uma porção muito pequena, ate quando nosso peixe que nunca chegava e depois de reclamarmos chegou, substituímos a salada que havíamos pedido por outra porção de Arroz Frito, o peixe estava uma delicia, uma carne super macia e com sabor super suave, muito bom mesmo, pagamos nossa conta e o taxista estava nos esperando no local combinado.

            No caminho para o hotel mudamos de ideia e pedimos para ele nos deixar na Jonkers Street novamente para a gente ver o mercado de rua noturno, no meio do caminho o celular dele tocou umas duas vezes e o toque era um galo cacarejando, muito engraçado, e toda vez que tocava ele pedia desculpas “ Sorry, Sorry”.

            Na Jonkers Street, tudo estava diferente, o transito estava fechado e havia centenas de pessoas na rua, muitas bancas com produtos pirateados, algumas com artefatos/artesanato interessantes outras com umas comidas esquisitas, algumas realmente ao nosso olhar servidas de maneira bastante anti-higiénica, mas enfim aqui e Ásia, estávamos com nossos pés doendo de tanto andar, quase resolvemos fazer uma hora de massagem no pé (Foot Reflexology). Mas sem duvida o que mais chamou atenção foi um Karaoke ao ar livre com plateia e tudo.

            Tiramos algumas fotos noturnas na Fonte da Rainha Vitoria e da Igreja holandesa e voltamos para o hotel, no caminho passávamos por uma espécie de little Índia de Melaka onde haviam algumas lojas de CD com musica de Bollywood, muito engraçado escutar as mulheres dando aqueles gritinhos.

             Ao chegarmos ao hotel tomamos banho e capotamos, afinal acordamos cedo e caminhamos feito camelos no calor escaldante do sudeste da Ásia.

            No outro dia de manha, acordamos e fomos tomar café da manha, que estava bom, mas por ser um hotel 5 estrelas poderia ser melhor, fomos então em direcao ao centro onde visitamos o museu etnográfico, inclusive este e tombado pela UNESCO assim como a cidade, bem interessante, retratando as diferentes partes da historia da cidade, suas ocupacoes, costumes, moedas dos diferentes tempos, replicas de embarcacoes, da cidade, canhões  etc…

            Na volta ainda passamos pela margem do rio, onde vimos um pé de Jaca com inúmeras jacas, minha mãe ia ficar loca,  passamos ainda em uma igreja crista, uma mesquita  e fomos ao hotel para arrumar nossas coisas e esperar pelo nosso onibus.

            Tomamos um banho arrumamos nossas malas e fizemos nosso check-out  as 15:00 quando nosso onibus chegou com mais de 45 minutos de atraso.

            Embarcamos com destino a Singapura e para culminar novamente o Onibus parou para abastecer, como já aconteceu uma vez quando estivemos em Kuala Lumpur, não entendemos porque eles abastecem o onibus quando os passageiros já embarcaram.

            Chegamos em Singapura pelas 18:20, passamos pela imigração, para variar toda a bagagem foi escaneada e seguimos ate o lugar onde embarcamos, la pegamos um táxi para voltar para casa, por sinal o melhor taxista que já pegamos em todos os tempos, era extremamente hábil e rápido, chegamos em casa em menos de 15 minutos e pagamos apenas 6.30 SGD.

            Assim que chegamos em casa, na nossa caixa do correio havia um encarte com enfeites de Natal do IKEA, resolvemos então ir jantar la para conferir, deixamos nossas coisas em casa e pegamos o táxi, a fila do restaurante estava enorme, resolvemos então antes comprar as coisas e depois ir jantar.

            Compramos algumas coisas bem legais, achei  estrelas de palha parecidas com as que comprei na Alemanha em 2005, compramos ainda algumas bolas de natal e umas luzinhas com ventosas e a pilha em formato de estrelas para colocar na janela.

            Assim que chegamos em casa começamos a nossa decoração de Natal, que esta ficando super legal, agora só esta faltando a árvore de Natal,  vou ter que dar o braço a torcer e comprar uma artificial, uma vez que como iremos ao Brasil ela ficara muito tempo sem receber agua e vai secar, mas infelizmente todas as árvores artificiais que vimos ate agora estão absurdamente caras, estamos esperando que outras lojas comecem a vender ou que durante nossa viagem a Shangai no final dessa Semana encontremos algo interessante por la.

            As lojas aos poucos estão ficando em clima de Natal, a Orchad Road já esta com a decoração Natalina praticamente pronta, mas ainda nao esta funcionando a noite, estou ansioso para ver como ira ficar quando estiver pronto e iluminado.

            Estamos super ansiosos para nossa viagem para Shangai, que apesar de ser por um periodo curto creio que iremos aproveitar bastante.  

           

           

Índice com todos os Posts do MauOscar

 

Clique na Logo =>

 

Siga o MauOscar.com também no:

 

 

 

No Comments
  1. Jenny says

    Filhos… esta muito legal as dissertaçoes , assim se aprende muito e serve de boas referencias para quem necessite viajar. Beijosss e fiquem com Deus

Leave A Reply

Your email address will not be published.