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055 – Shanghai China 19 19UTC novembro 19UTC 2008

Posted by Mauoscar in Não categorizado.
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 Chegamos em Shanghai, quando o avião se aproximava da pista ainda era noite, estava chovendo e não tínhamos muita visibilidade pela nossa janela, quando desembarcamos estava amanhecendo, tivemos que caminhar um pouco ate chegar na imigração, mas ao desembarcar da aeronave a primeira alegria foi perceber que estávamos em um lugar friozinho, naquele momento fazia cerca de 14º C.

 Na Imigração depois de olharem para o passaporte e para o visto e para nossa cara algumas vezes, ganhamos o carimbo de entrada na China, estranhamente não vimos nenhum Dutty Free, nos dirigimos em direcao a esteira de bagagens, no caminho já vimos uma ATM do HSBC e varias placas publicitarias do  torneio de golfe. Nossa mala demorou cerca de 15 minutos para chegar, assim que pegamos ela, fomos em direcao ao portão de desembarque, onde uma pessoa nos aguardava com uma placa com nosso nome, infelizmente o chinês não falava inglês, a única coisa que fazíamos era segui-lo.

Fomos caminhando ate o estacionamento onde o carro nos aguardava, um Toyota Camry, super chique, infelizmente uma chuvinha fina persistia, ainda comentamos, espero que nosso final de semana não seja como foi em Hong Kong, enfim saímos do Aeroporto Pudong em direcao a Shanghai, pelo caminho logo na saída do aeroporto podemos ver o caminho suspenso por onde passa o Maglev, único trem de levitação magnética em atividade no mundo, foi construído na Alemanha a um custo total de 1.33 Bilhoes de Dólares, ligando a estação Longyang Road em Pudong até o Aeroporto Internacional de Pudong – Shanghai, em um percurso de aproximadamente 30 km, e um comboio adicional, linhas separadas facilitam a manutenção. O trem demora 7 minutos e 20 segundos para fazer o percurso, a uma velocidade de 431 km/h. Este mesmo trajeto de Carro leva cerca de 30-45 minutos.

Pelo caminho podemos notar como a vegetação e diferente de Singapura, já que estávamos em uma região temperada, outra curiosidade interessante são os Táxis de Shanghai, todos eles são do modelo Santana da Volkswagen, chegando próximo ao Rio Huangpu, podemos avistar diversas pontes gigantescas, uma mais imponente que a outra e extremamente altas, uma vez que diversos navios passam por este rio em direcao ao porto de Shanghai, ou em direcao ao Rio Amarelo.

A medida que íamos nos aproximando da cidade mais caótico o transito ficava, mas a infra-estrutura de pontes e viadutos e de causar inveja a São Paulo, shanghai tem hoje mais de 17.500.000 habitantes, isso e praticamente uma São Paulo e meia, do carro podemos ver em certo momento a Pearl tower, a torre de TV de Shanghai, um dos pontos turísticos mais famosos da cidade.

Nosso motorista aparentemente se perdeu, não conseguia achar o hotel, mas nisso conhecemos um pouco mais da cidade, podemos ver diversas pessoas indo trabalhar de bicicleta, muitas delas bicicletas híbridas, que utilizam ou o pedal ou energia eletrica  armazenada em uma bateria que alimenta um motor que proporciona o movimento. Pelo caminho passamos em um templo chinês enorme que nos chamou atenção pela sua opulência.

Finalmente chegamos ao hotel, nossa realmente muito chique a começar por sua localização, mas enfim era o Portman Hotel Ritz Carlton, chegamos cedo e infelizmente esquecemos de solicitar um quarto em um andar mais alto, mas ainda sim ficamos no 15 andar, apesar de sermos convidados tivemos que deixar um deposito no cartão de credito. O Mau foi querer tomar café, mas a maquina do hotel estava quebrada.

 Na recepção ainda recebemos nossa agenda da concha e toro em uma pastinha, Subimos para nosso quarto, ele ficava no final do corredor a esquerda, ao entrar no quarto ficamos surpreso, era tudo muito chique e bonito, principalmente nosso banheiro, sem duvida esse foi o hotel mais chique que já fiquei na vida.

Como em nossa agenda nosso primeiro compromisso estava marcado para as 13:30 apenas decidimos tomar um banho, nos arrumar para explorar a cidade, eu ate tinha achado esquisito que nossa agenda estava com nome de duas pessoas diferentes, possivelmente japoneses, e teríamos uma Visita de Negócios, eu achei estranho, mas enfim ainda falei, vamos trocar nossas agendas quando a gente chegar, para a gente ter elas com nosso nome para guardar de recordação, na corcierge do hotel pegamos o nome dos lugares de interesse em chinês, trocamos nossa agenda sem o cuidado de conferir a programação, e partimos para explorar a cidade.

Pegamos guarda chuva emprestado e la fomos nos, ao sair do hotel podemos ver vários carros com propaganda do torneio de Golf, Ónibus do HSBC para transporte ate o local do evento, apesar da chuvinha chata a temperatura estava uma delicia, para quem esta acostumado com o calor infernal de Singapura.

Fomos caminhando em direcao a People Square, estávamos surpreso com o grau de desenvolvimento, limpeza de um modo geral, mas não demorou muito para a gente constatar alguns hábitos bastante curiosos dos chineses, o primeiro de todos muito nojento, mas eles não param de cuspir na Rua a todo momento, um horror.

Segundo o transito na China e de quem pode mais, la o sinal verde para o pedestre e facultativo, parece que respeita quem quer e obedece quem pode, de fato você tem meio que se impor, mas ao mesmo tempo cuidar com sua integridade física, eles só respeitam mesmo quando tem um guardinha de transito, Singapura só se tornou o que e graças as severas multas e punicoes.

Outra constatação, embora vender produtos piratas não seja permitido oficialmente, você estrangeiro e abordado a todo momento  na rua para comprar Bolsas e Relógios Falsificados, depois eu conto mais sobre isso.

Ficamos bastante impressionados com a cidade principalmente nesse trajeto entre o hotel e a People Square, interessante observar os ónibus, grande parte movida a eletrecidade, o que diminui a poluição no centro da cidade, como existe bicicletas, e os táxis são todos Santana da Volkswagen. Nessas horas temos que agradecer que nem todos podem ter carro, pois o transito ia ficar ainda mais caótico do que já e.

Chegamos na People Square, continuava uma chuvinha fraca e chata, mas estávamos gostando, vimos uma torre que era da antiga estacao central de Shanghai em estilo Neoclássico com um relógio,  muito bonita por sinal, la e atualmente o Museu de arte  de Shanghai, neste período estava ocorrendo a Bienal deles.

Em frente a isso se encontra uma enorme locomotiva, com uma estátua de três Soldados do tempo da revolução cultural comandada por Mao Tsé Tung, seguimos andando e vimos na lateral do prédio do Museu de Arte uma serie de esculturas de formigas furta-cor colocadas como se estivessem subindo pelas paredes, umas bem grandes e umas centenas de formigas pequenas, bem impressionante.

Passamos ainda pelo Shanghai Da Juyuan (Grande Teatro de Shanghai) uma construção moderna muito grande e imponente, ate que chegamos a people Square a praça principal da cidade onde se encontram a prefeitura, o museu de Shanghai e outras atracoes. Cercada por diversos prédios com estilos arquitetonicos variados.

Uma coisa que me chamou bastante atenção foram os jardins, todos absolutamente impecáveis nessa região em frente a prefeitura todos os postes de Luz são enfeitados com bandeiras da China, mostrando como eles são nacionalistas, embora seja um pais comunista, não nos sentimos em tal.

Chegando próximo ao Museu de Shanghai, podemos ver os jardins de Begonias extremamente floridos, tivemos que dar uma volta no museu para chegar no seu acesso principal, uma boa noticia o museu era gratuito, mas com certo esquema de segurança, bem forte.

Tivemos que passar por um detector de metais e nossa mochila pelo Raio X, estávamos carregando uma garrafa  de agua, o guarda mandou abrir a mochila e a gente tomar um gole da agua, para se certificar que não era um acido ou coisa do genero, muito engraçado.

O Museu de Shanghai tem 29.5 metros de altura com cinco andares, cobrindo uma área total de 39.200 m². Foi projetado por um arquiteto local, o novo museu edifício foi concebido sob a forma de um velho tripé de bronze chamado ding. Diz-se que a inspiração para o desenho foi expressamente prevista pelo Da Ke Ding, agora em exibição no museu. O edifício tem uma parte redonda no topo e uma base quadrada, simbolizando em chinês antigo a percepção do mundo como “céu redondo, e a terra quadrada”.

O museu tem uma coleção de mais de 120.000 peças, incluindo bronze, cerâmica, caligrafia, mobiliário, jades, moedas antigas, pinturas, selos, esculturas, arte das minorias e arte estrangeira. Ela tem treze galerias de exposições, sendo dessas 3 de exposicoes temporárias.

As galerias são permanentes:

Galeria de bronze chinês antigo

Galeria de escultura chinesa antiga

Galeria de cerâmica chinesa antigo

Galeria das Jades

Galeria de Pinturas chinesas antigas

Galeria de caligrafia chinesa antiga

Galeria de selos chineses antigos

Galeria de Numismática chinesa antiga

Galeria de Mobiliário chinês em dinastias Ming e Qing

Galeria de Artes e Ofícios das Minorias Chinesa

 
O Museu de Shanghai abriga vários itens de importância nacional, incluindo um de três exemplares de um raríssimo espelho de bronze “transparente”  da Dinastia Han.

Todas as galerias muito interessantes, se tivéssemos mais tempo seria possível ficar muito mais tempo apreciando, mas de fato as galerias mais interessantes e a das minorias chinesas, com os mais diferentes trajes possíveis e imagináveis, a parte da cerâmica também tem uma historia muito interessante.

Ao final da visita nossos pés estavam acabados.

Fomos depois caminhando em direcao a Nanjing Road, la vimos uma Loja da Hershey’s como a que o Mau havia visitado em NYC, la ganhamos algumas amostrinhas, mas não compramos nada,  no caminho ainda mais uma experiência com transito de Shanghai, pelo caminho uma moto transitando na calcada, vimos também um banheiro publico, a Moore Church, depois de andar pela área, voltamos para o hotel, pelo caminho ainda na people square vimos diversas esculturas, a arquitetura e muito interessante, com muitos luminosos de publicidade, mas tudo em Chinês, difícil de entender.

No caminho para o hotel passamos por um Shopping de produtos falsificados, meu Deus aquilo era um inferno, enfim eles vendem produtos que não são de marca, mas perguntam que marca famosa você procura, ai eles levam você para trás da loja onde existe um estoque de milhares de produtos falsificados, e existem diferentes tipos de falsificacoes indo desde falsificacoes baratas ate copias fieis dos produtos, como Louis Vuitton, Gucci, Prada, etc…

Os produtos falsificados são dos mais diferentes tipos e para fazer uma boa compra você tem que pechinchar, eles começam com o preço la em cima, mas a cada passo que você da se afastando da loja o preço cai, ficando muitas vezes a 10% do valor original, mas o povo la não da trégua, você e “bombardeado” por todos os lugares por vendedores querendo vender seus artigos. Mas não compramos nada, a não ser um jogo para o Nintendo Wii, que previsivelmente não funcionou.

Já perto do nosso hotel resolvemos almoçar no Mc Donalds mesmo, e engraçado, foi bem difícil de se comunicar, e na china não tem molho barbecue. E alem disso estava super lotado.

Quando chegamos ao Hotel, notamos que nossa agenda que estava com nosso nome era diferente daquela que nos foi dada pela recepção do Hotel no Check-inn pela manha, segundo esta agenda teríamos que ter encontrado o representante da concha e toro as 09:30 da manha, ou seja havíamos perdido o encontro.

Fomos ao balcão do HSBC onde estavam fornecendo as credenciais para o torneio e nosso nome não constava na lista, pegamos então o cartão do Martin Sohr, o representante da Cocha e Toro. E ligamos para ele para contar o erro cometido pelo hotel, depois de algum tempo finalmente conseguimos o celular dele e então combinamos de nos encontrar a noite no lobby do hotel para o jantar oferecido por eles.

Nesse meio tempo o gerente do hotel veio falar conosco e relatamos o que aconteceu, ele imediatamente pediu desculpas pelo ocorrido e nos ofereceu um almoço em um dos 3 diferentes restaurantes do hotel, podemos escolher entre Japonês, Italiano e Chinês, acabamos optando pelo Restaurante Japonês, e alem disso nos ofereceu como cortesia do hotel um City tour com motorista e guia em inglês, ou seja nos demos muito bem no final.

Fomos ao nosso quarto rapidamente e voltamos para o almoço, optamos pelo restaurante japonês, o lugar super chique,  com as mulheres todas vestidas de quimono de seda, escolhemos nossos pratos já que não estava pagando resolvi pegar a refeição completa,  caríssima, mais de 150 SGD, mas enfim nossa viagem era VIP, o mau pegou um outro prato mais simples para nos experimentar coisas diferentes, para beber pegamos uma cerveja Asaki do Japão e uma coca.

Quando começaram a servir, toda hora traziam uma coisa diferente, algumas delas nem consegui experimentar e o pior de tudo era aquelas “mulherzinhas” vestidas de japonesas do nosso lado vendo o que a gente estava comendo, mas sem duvida o pior momento foi quando veio o prato principal 2 ostras gigantes, enfim fui tentar comer, foi a pior experiência de todos os tempos, fiquei tentando engolir aquilo por uns 5 minutos e cada tentativa, quase vinha tudo para fora, um horror, ainda bem que não tivemos que pagar absolutamente nada.

Depois que terminamos o almoço, o motorista e a guia já estavam nos esperando, e não podia ser melhor, nosso carro era um Audi A6, muito muito chique. A guia nos contou um pouco sobre a historia da cidade.

Seu desenvolvimento mercantil e financeiro iniciou-se quando, no fim da guerra do Ópio (Tratado de Nanquim, 1842), teve de se abrir ao tráfico comercial com os países ocidentais. Em breve adquiriu o monopólio de metade do comércio externo da China, atingindo um grande desenvolvimento urbano e demográfico. Antes da Segunda Guerra Mundial, era o maior centro comercial do Extremo Oriente, com 4 300 630 habitantes, e constituíam-na uma parte chinesa e outra europeia, gozando esta do direito de extraterritorialidade, com um regime jurídico próprio.

Este aspecto peculiar da cidade nasceu dos excessos praticados pelos rebeldes taipingues durante o período de domínio que exerceram sobre ela, de Setembro de 1853 a Fevereiro de 1855. Xangai foi então internacionalizada, e o serviço da Alfândega marítima passou a mãos estrangeiras, regime que se tornou extensivo, em 1858, a todos os portos incluídos no contrato que se celebrou. Depois de criada esta situação, uma nova tentativa de conquista da cidade, levada a efeito, em 1860-1861, pelos mesmos rebeldes, foi repelida por voluntários e por forças da marinhas inglesa e francesa.

Assim se transformou Xangai, com carácter efectivo e permanente, numa colónia cosmopolita, em cuja administração intervinham as potências signatárias do Tratado, por intermédio dos seus representantes consulares. Esta posição especial permitiu-lhe observar a neutralidade durante a guerra sino-japonesa de 1894-1895 e a revolta dos boxers de 1900. O mesmo não sucedeu, porém, no decurso das guerras civis que se seguiram à proclamação da República, em que a cidade sofreu muito, sobretudo em 1925 e 1926, quando uma sangrenta vaga de xenofobia a assolou, o que foi pretexto para o desembarque de forças expedicionárias estrangeiras, que, nos arredores, se empenharam em vigorosos combates.

Na década de 1930, Xangai tornou-se um dos maiores portos marítimos da Ásia, com opulentos bancos e edifícios de escritórios ladeando o porto nas margens do rio Huangpu.

Em 1945, após a rendição japonesa, a cidade foi ocupada por forças americanas, a pedido de Chiang Kai-shek, a fim de impedir que essa ocupação fosse levada a efeito por Mao Zedong e as suas tropas comunistas, há muito já em armas que nesse momento se evitou veio a verificar-se em 1949, depois da definitiva derrota das forças nacionalistas e a sua retirada para a Taiwan. A partir desse ano, pois, dada a profunda reorganização do país, as condições de vida da cidade mudaram totalmente, passando a fazer a partir daí parte integrante da República Popular Chinesa. A maioria dos cidadãos estrangeiros abandonaram a cidade, também o fizeram alguns empresários chineses que preferiram organizar os seus negócios em Hong Kong.

Nossa primeira parada foi Nanshi, a parte antiga de Shanghai, la de fato podemos nos sentir na China de fato, repleto de construcoes em estilo chinês,  apesar de o transito para chegar la tenha sido caótico.

Mas valeu muito a pena, muito legal a arquitetura, o local e cheio de lojas vendendo artesanato típico chinês, e também ali se encontra uma rua com diferentes tipos de comida, mas o mais famoso deste local são os Dumplings. A rua tem um aroma peculiar, mas ao mesmo tempo estranho.

Depois resolvemos ir visitar o Yuyuan garden, apesar de ser pago valeu muito a pena.  O jardim foi estabelecido pela primeira vez em 1559 como um jardim privado criado por Yunduan Pan, que passou quase 20 anos construindo um jardim de agradar seu pai Pan-En, um funcionário de alto escalão na Dinastia Ming. Ao longo dos anos, os jardins caiu em ruína até cerca de 1760, quando foi comprado por comerciantes, em seguida, sofreu muitos danos no século 19. Em 1842, durante as Guerras Ópio, o exército britânico ocupou o Templo da Cidade de Deus em cinco dias. Durante a Rebelião Taiping os jardins foram ocupadas por tropas imperiais, e novamente danificado pelo japonês em 1942. Eles foram reparados pelo governo de Shanghai 1956-1961, aberta ao público em 1961, e declarada monumento nacional em 1982.

O jardim e muito bonito, repleto de Bonsais, casas em estilo chinês, para diferentes usos desde templo ate casa de chá, os lagos são repletos de carpas, muito muito bonito.

Na saída passamos em uma rua onde estava sendo encenado uma opera chinesa, infelizmente não tínhamos muito tempo para apreciar, já que o tempo voa, e queríamos aproveitar ao máximo nosso tour guiado.

Nossa guia ligou para o motorista e em seguida ele nos pegou para irmos em direcao ao Bund a parte antiga onde se localizavam os bancos e edifícios do governo, onde passamos pela antiga Sede do HSBC, onde podemos ver os leões, iguais aos que estão no Prédio do HSBC em Londres e Hong Kong, mas apenas passamos pela frente, não chegamos a parar, estávamos indo em direcao a Pudong do outro lado do rio, onde se localiza o centro financeiro de Shanghai.

Ao chegar em Pudong ficamos impressionados com os prédios, principalmente com Jin Mao Tower e o International Financial Center este ultimo gerou muita polemica durante sua construção. A característica mais distintiva do desenho deste edifício é a abertura no topo. A abertura originalmente foi planejada para ser circular, como um portal lunar, mas o desenho começou a gerar protestos por parte dos chineses, incluído do prefeito de Shanghai, os quais consideraram o desenho muito similar ao sol nascente desenho da Bandeira do Japão, mesmo sem o desenho redondo muitas pessoas acham quem em determinado ângulo o edifício lembra uma espada de samurai fincada no solo chinês.

Chegamos ao Shanghai Mao International Building sede do HSBC na China Continental, que embora com seus 43 andares e uma altura de 203 m parece pequeno perto dos outros edificios que o circunda, este edifício foi construído em 1998, e então finalmente conhecemos o S do HSBC que em inglês significa Hong Kong and Shanghai Banking Corporation. La aproveitamos para sacar mais alguns Yuanes moeda local da China, essa e uma das grandes vantagens do HSBC, ao estar em tantos países e por ter os sistemas interligados, você ter a disponibilidade de sacar dinheiro de sua conta do seu pais de origem.

Como ultima parada de nosso City tour guiado fomos para a o International Settlement, no French Concession, la antes passamos em uma loja de produtos falsos que ate a Celine Dion esteve quando visitou Shanghai, com produtos de altíssima qualidade, replicas perfeitas dos produtos originais, embora o acesso a esse tipo de loja e bastante estranho. Mas de fato o negocio apesar de ser ilegal tem muita procura e vista grossa do governo, bom para nos consumidores, que se negam a pagar fortunas por certas pecas de roupas ou acessórios.

Fomos então para uma área chamada Xintiandi , uma área isenta de trafico de carros onde se pode fazer compras, comer e e considerada uma área nobre de entretenimento em Shanghai. É composto por uma área casas e estreitas vielas, um moderno centro comercial com um cinema complexo, e algumas casas vizinhas, que agora servem como livro lojas, cafés e restaurantes. A maior parte dos cafés e restaurantes tem como característica possuir assentos tanto dentro como fora, lembrando muito a Europa. Xintiandi tem uma vida noturna ativa em dias de semana, bem como fins de semana, porém trata-se de uma área muito romântica com boa atmosfera, boa gastronomia, música e dança. Xintiandi significa “Novo Céu da Terra”.

Jantamos no dia seguinte em um restaurante nesta área chamado            Latina, que na verdade e uma churrascaria Brasileira, pelo caminho para pegar nosso carro vimos um Cold Stone, como o que fica em Holland Village em Singapura, então voltamos ao nosso hotel, depois de uma tarde excelente.

Chegamos ao hotel, nos dirigimos para nosso quarto, estávamos ate um pouco cansados, tomamos um bom banho demos uma descansada rápida e nos arrumamos para encontrar no lobby do hotel os representantes da Concha e Toro para o Jantar em um restaurante chinês.

Para o restaurante fomos caminhando ate ele, já que não ficava muito longe do hotel, logo na entrada já tínhamos uma noção de como o jantar seria refinado, o restaurante possuía diversas salas individuais de jantar, ao entrar ate parecia que estávamos indo a um jantar da Yakusa, já que tinha conosco mais uns 10 Japoneses.

Antes do Jantar tivemos uma apresentação da Concha e Toro e suas ambicoes na Ásia, etc, isso tudo regado a muito vinho da mesma, assim que o jantar começou a ser servido coisas estranhas eram postas na mesa, de fato muita fartura e variedade, mas mal sabíamos o que estava sendo servido, algumas coisas nem cheguei a experimentar, mas tentamos provar de tudo um pouco, em um determinado momento foi servido uma carne com cogumelos, eu primeiramente só peguei vários cogumelos, ate que um pedaço de carne veio junto, achei muito estranho um pedaço de carne branca roliça e com uma pele ao redor, na hora passou pela minha cabeça que aquilo poderia ser cobra, mas  mesmo assim experimentei um pouco, mas fiquei meio receoso.

Veio então vários frutos do mar, os camarões estavam uma delicia, o caranguejo também.

Já no final do jantar então foi servido uma sopa, quando olhamos havia sapos ou rãs sei la o que era aquilo boiando, não conseguimos mais comer nada, engraçado mesmo era ver todo mundo bêbado, os japoneses pareciam uns pimentões, era ate engraçado, meu inglês ate parecia que fluía melhor, voltamos ao hotel, acho que fomos os últimos a deixar o restaurante, caímos na cama e capotamos.