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002 – Serra e Litoral Catarinense

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Finalmente Chegamos ao ano 2007, retornamos para Curitiba depois de passar a virada do ano em Caiobá no litoral do Paraná. Logo no início do ano iniciei os preparativos para nossa viagem a serra Gaúcha, passando por quase todo litoral de Santa Catarina para a época de Carnaval. Isto me deixa bastante ocupado por diversos dias.

No segundo sábado do mês de Janeiro fomos almoçar no Paraíso das Trutas no Município de Piraquara na região metropolitana de Curitiba. Este lugar é um restaurante que serve trutas criadas nas águas geladas que nascem na serra do mar.

Inclusive dentro desta propriedade esta uma das nascentes do rio Iguaçu, o almoço não estava lá essas coisas uma vez que não sou muito chegado em peixe de rio, mas a visita valeu a pena pela paisagem e pela caminhada.

No Final do mês tive que realizar algumas medições nos meus experimentos em Rio Negrinho, aproveitei para fazer isso no final de semana, levei o Mau comigo, afinal ele precisava ter um “contato” mais profundo com a minha futura profissão.

Acho que foi a primeira vez que ele deu uma olhada de perto num talhão de Pinus, em um dia e meio realizamos todas as medições necessárias, ficamos na Pousada das Araucárias, um tipo de hotel fazenda que costumava ficar quando ia a Rio Negrinho, bem gostoso. A noite fomos jantar na pousada João de Barro, o fillet a Parmeggianna estava uma delicia, por falar nisso esse é um dos meus pratos favoritos, em Curitiba os melhores na minha opinião são o do Premiatto no Shopping Curitiba e do Restaurante Pamphylia na Av. Batel.

Bem voltando para a nossa viagem “florestal” no outro dia fomos ate Campo Alegre, visitamos a cachoeira dos Hansen,  vimos alguns capoes de araucarias.

Partimos em direçao à Corupá, pela BR 280. A Estrada é super bonita porém pode ser perigosa, por volta das 11 da manha finalmente chegamos em Corupa, passamos ao lado do Seminário e seguimos em direçao a rota das Cachoeiras.

A Rota das cachoeiras esta localizada dentro da RPPN (Reserva Particular do Património Natural ) Emílio Fiorentinni Battistela, e composta por uma serie de 14 cachoeiras.

A Rota das Cachoeiras e formada pelo Rio Novo que nasce nos campos do planalto e despenca até a planície através das montanhas da Serra do Mar, formando diversas quedas d’água. O trajeto das quedas, todas em sequência, é feito por duas trilhas sinalizadas.

 A última cachoeira a do Salto Grande, tem 125 metros de altura, simplesmente de mais. Infelizmente o Mau conseguiu levar um tombo e perder a nossa aliança, que ele tinha ganhado de natal, felizmente conseguimos comprar outra idêntica para substitui-la.

A Trilha e bastante cansativa, mas o esforço e recompensado pela beleza do lugar, a volta e bastante cansativa, ainda bem que tínhamos um bastão de caminhada nórdica que auxiliava bastante em determinadas situacoes. Na Volta passamos por Jaragua do Sul e Joinville antes de retornar a Curitiba.

Nossa viagem para o Rio Grande do Sul se aproxima, checo os últimos detalhes com relação a rota, reserva nos hotéis, previsão de gastos com pedagios, combustível, nesta época ainda levo nosso caro para uma revisão geral, troca de pneus dianteiros, enfim estamos prontos para viajar.

Saímos de Curitiba no dia 10 de Fevereiro, primeira parada Joinville, tiramos algumas fotos no pórtico próximo a Expoville, em seguida fomos em direçao a Balneário Camboriú, chegando lá pegamos a estrada Unipraias em direçao a praia de Laranjeiras, lá tiramos algumas fotos, em seguida indo em direçao a praia de cabeçudas, no caminho paramos em frente ao acesso da praia do pinho, a primeira praia de naturismo do Brasil, como estávamos com a filmadora, através do zoom dava para ver alguns pelados… divertido…..

Retornamos à BR-101 e seguimos viagem em direçao a Florianopolis, capital do estado, almoçamos no Estreito, na parte continental de Florianopolis no restaurante Bocas, onde sem dúvida existe a maior porção de camarão a milanesa do Mundo, para nos dois pegamos ¼ de porção e uma Coca Cola de 2 litros, saímos praticamente rolando de lá.

Saindo de Florianopolis, na verdade nem chegamos a entrar na ilha, apesar avistamos a ponte hercilio luz, rumamos ao Sul do Estado pegando a BR-101 no seu trecho Sul em direçao a Garopaba, a estrada em péssimas condições, e com obras de duplicação em andamento.

Logo saindo de Florianopolis, a BR-101 tem um do seus mais belos trechos, logo estamos passando ao lado do parque estadual da Serra do Tabuleiro, resolvemos entrar para conhecer a praia da Guarda do Embaú, famosa por ser um destino de surfistas e ter a pousada do Ator Paulo Zulu, na verdade mal vimos a praia, tivemos uma super má impressão, já que era quase impossível ver a praia por conta do modo de ocupação imobiliária da praia. Passamos ainda pela praia do sonho, na qual pode se avistar a parte Sul da Ilha de Santa Catarina, a praia de Naufragados.

Depois de cerca de 380 km de Viagem finalmente chegamos a Garopaba, chegamos ao hotel Pousada do Morro, que foi uma decepção, o quarto cheirava a mofo … Ficamos uma noite lá apenas, inicialmente havíamos planejado ficar apenas uma noite em Garopaba e seguir para Laguna, mas acabamos mudando de ideia, e de hotel também, fomos para a pousada da palhocinha. Em garopaba visitamos a Praia da Ferrugem, super linda, um mar bastante agitado, ótimo para os amantes do Surf, e cheia de águas vivas também.

No primeiro dia assim que chegamos a praia começou a chover, mas no dia seguinte de manha o tempo estava melhor depois de fazer uma dança do Sol, fomos caminhando ate umas pedras onde lá admiramos por um bom tempo o mar.

 A Praia do Silveira, um dos melhores locais para a pratica do surfe no Brasil, e terra da Mormaii, a marca de surfe mais famosa do Brasil. Estivemos ainda na Praia da Gamboa, onde alugamos dois caiaques, o mau quase não conseguia ficar em cima dele… engraçado….

Mas sem dúvida uma das experiências mais legais em garopaba foi entrar de carro na praia do ouvidor escutando musica e dirigir na Areia. A vida noturna de Garopaba também e bastante agitada, a rua principal alem ser cheia de lojas para surfistas, tem uma enorme quantidade de barzinhos. Um dia jantamos pizza e no outro esfihas.

No dia em que fomos embora, passamos ainda mais uma vez na praia do ouvidor, escutando musica novamente e então fomos em direcao a Praia do Rosa, esta praia e famosa por ser uma praia de surfistas e por no inverno ser possível de avistar a baleia-franca.

Pegamos então a BR-101 em direcao a Torres, perto de laguna, vemos algumas placas de uma loja de cama-mesa-banho, que divulgava otimos preços, eu ainda falei eu não vou parar nesse lugar, lugar para “farofeiro”, passamos pela primeira loja e seguimos em frente, alguns kilometros adiante vemos mais uma loja essa repleta de onibus de excursão, ai tive que dar o braço a torcer, realmente aquele lugar era bom para fazer compras, o nome da loja era FERJU, e de fato os preços eram muito bons, acabamos comprando umas toalhas da Karsten, uns panos de prato, uma bermuda, uma sunga e algumas cuecas. E tudo deu menos de 80 reais. Realmente uma pechincha.. Por um bom tempo tive que escutar que se eu não tivesse parado não ia ter toalhas luxo. Seguimos Viagem ao Sul do estado.

Perto de Laguna ainda passamos pela Lagoa do Imarui, chegando perto de Criciuma a Estrada duplicada já estava parcialmente liberada ali conseguimos ganhar certo tempo, mas ainda sim os 240 Km entre garopaba e Torres demoraram cerca de 4 horas e meia.

Chegando em Torres, fomos fazer o check-in no hotel, ao chegar la ficamos decepcionados com o quarto, resolvemos então mudar de hotel, fomos para o hotel pousada ilha dos lobos na praia grande, em torres visitamos o parque da guarita, acredito ser a ultima formação rochosa do litoral brasileiro, super legal, de lá conseguíamos avistar a ilha dos lobos, famosa por poder ver leões marinhos entra Abril e Dezembro, infelizmente estávamos em Fevereiro.

A Noite passeamos pela orla, jantamos fomos ao camelodramo depois pegamos o carro e fomos ate o farol, em cima do morro da guarita, super legal, voltamos ao hotel e fomos dormir afinal o próximo dia prometia, muita caminhada na região de baixo dos canyons da divisa de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Saímos de Torres em direcao a Praia Grande em Santa Catarina, la pegamos o guia que iria nos guiar por dentro do cannyon do rio das pedras, o caminho estava super bonito, o acesso um tanto ruim, um longo trecho em estrada secundaria ate que chegamos ao final da estrada em uma propriedade com varias ovelhas e muros de taipa.

Começamos a adentrar mata a dentro, margeando o rio inicialmente, depois por dentro do rio mesmo, a este ponto já estamos molhados de tanto atravessar o rio de um lado para o outro, o trecho muito bonito de Floresta Ombrofila Densa, praticamente intocada, infelizmente não tivemos nenhum contato direto com a fauna local, mas podemos ver algumas bromelias que foram comidas por macacos bugius a pouco tempo, a trilha apresentava um grau de dificuldade bastante elevado, a este ponto o Maurício que era iniciante para este tipo de programa, estava odiando o passeio.

Em determinado ponto no meio do caminho encontramos o pessoal do IBAMA que tinha saído antes que nós, eles estavam fazendo uns levantamentos, pois era intenção agregar esta área a um dos parques nacionais como uma zona de protecao especial ao redor do parque Nacional da Serra Geral.

Pelo caminho passamos por inúmeras piscinas naturais de agua translúcida, acredito que pouquíssimos seres humanos tenham estado naquele lugar, acho que pela primeira vez me senti em um local realmente selvagem.  Quanto mais adentrávamos o vale, mais selvagem e isolado ficava o local, a inclinação das laterais do vale também cada vez se acentuavam mais e mais.

A caminhada também requeria muito cuidado com as pedras extremamente lisas, realmente o lugar faz jus ao nome Cannyon do Rio das Pedras, neste ponto o Mau estava muito bravo já, eu confesso que estava amando, ele depois falou que estava vendo a Morte naquele lugar.

Até que chegamos a um ponto praticamente instransponivel, em que quase precisávamos utilizar cordas para poder atravessar de um lugar ao outro, neste ponto estamos realmente na entrada do cannyon, mas infelizmente não prosseguimos, primeiramente porque o mau já estava cansado e odiando o passeio, segundo porque o tempo estava querendo começar a chover. Por um momento ate pensamos em continuar um pouco apenas eu e o guia, o mau ficaria com o radio e iríamos nos falando, mas o radio apresentava muita interferência, e o risco era muito alto, pois na área existe a ocorrência de felinos de médio porte, como o puma. E ficar sozinho não era uma boa ideia, alem do perigo de animais peçonhentos como cobras etc..

O caminho de volta parecia ainda mais longo e cansativo que a ida, essas horas damos graças a Deus em ter comprado o bastão de caminhada nórdica, eles auxiliam e tanto nessas situações. Finalmente chegamos ao nosso carro por volta das 14:30 trocamos de roupa e partimos em direcao a Cambará do Sul, deixamos ainda nosso guia em Praia Grande.

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3 Comments
  1. Jenny says

    Estou gostando bastante… beijosss

  2. Ailton Bitencourt says

    Uma trajetória muito bem explicada, passeios incríveis e divertidos,,, boas férias sempre. Abraço!

    1. Oscar Risch - MauOscar Blog de Viagens says

      Obrigado Ailton pela sua visita!!

      Abs

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